CREA AQUI 2026 vai atrair mais de mil estudantes de Engenharia

Em entrevista ao apresentador e radialista Francisco Barbosa, da Rádio Tupi, na sexta-feira, dia 13, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, explicou que o CREA AQUI 2026 está pronto para receber não apenas os profissionais do Sistema CONFEA/CREA como também cerca de mil estudantes universitários para mostrar a importância das profissões de engenheiro, agrônomo e geocientista, que integram o Conselho. Em sua segunda edição, o encontro terá pela primeira vez um espaço para as instituições de ensino superior com a confirmação de oito faculdades de Engenharia. O Desafio da Formação Acadêmica O presidente do CREA-RJ confirmou que houve uma queda em torno de 50% no interesse pelo ensino da Engenharia no Brasil, mas que um dos motivos do CREA AQUI na busca pela valorização profissional é reverter essa situação. “Esse desinteresse vem muito por uma mídia negativa que, infelizmente, o setor esteve envolvido na última década, que precisa ser revertido. Porque não é possível se pensar no desenvolvimento econômico, social e ambiental de um país sem profissionais do setor das Engenharias. Então, você vê a China, que é uma referência hoje de crescimento econômico, de industrialização, é o país que mais tem engenheiro no mundo, que mais traz Engenharia. A própria Índia, que também é outro país que tem crescido. São países que apostaram na Engenharia e que colheram, e vêm colhendo, o fruto do desenvolvimento econômico”, afirmou Fernández. O presidente do CREA-RJ defende que o Brasil tem que traçar uma estratégia para conter a evasão escolar nas Engenharias e “o estado do Rio também, e dentro da nossa possibilidade a gente vem tentando contribuir virando esse viés”. O coordenador do Programa Progredir, do CREA-RJ, engenheiro Guilherme Neto, informou que oito faculdades de Engenharia já confirmaram presença no CREA AQUI – UFRJ, Uerj, UFF, Cefet, Ibmec, Estácio de Sá, Universidade Cândido Mendes e Dom Bosco levarão alunos que vão apresentar seus projetos com a orientação de professores. “Pela primeira vez teremos um espaço destinado às instituições de ensino e também às entidades de classe com o objetivo de desenvolver capacitações e intercâmbio entre a universidade e os profissionais do mercado”, explica Guilherme Neto. Reunião Nacional de Presidentes O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro de Janeiro (CREA-RJ) prepara-se para realizar o seu maior evento estadual. Marcado para a próxima quinta-feira, dia 19, o encontro ocupará o Armazém 3 do Píer Mauá, na região do Porto Maravilha. Com uma expectativa de público superior a 5.000 profissionais, o evento visa debater os avanços e o papel estratégico da Engenharia, da Agronomia e das Geociências no desenvolvimento do estado. Paralelamente ao evento estadual, o Rio de Janeiro sediará uma reunião com todos os presidentes de CREAs do Brasil (dos 26 estados e do Distrito Federal). O objetivo é compartilhar as boas práticas realizadas no Rio e fortalecer a integração do sistema em nível nacional. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, destacou que o setor das Engenharias é responsável por dois terços do PIB do país. Ele enfatizou que, embora a fiscalização do conselho seja muitas vezes “invisível” aos olhos da sociedade, ela é fundamental para garantir a segurança e a viabilidade de projetos que impulsionam a economia e a infraestrutura. ”Queremos mostrar como a ação do conselho, por meio da fiscalização e regulamentação, ajuda a desenvolver a indústria, a infraestrutura e a agropecuária do Rio de Janeiro”, afirmou Fernández, que agradeceu à Tupi e “aos demais órgãos de imprensa que vêm cobrindo essa ação nossa”. Destaques da Programação O encontro contará com uma estrutura diversificada para atender tanto profissionais quanto o público em geral:
CREA AQUI 2026 destaca a força da Agronomia no desenvolvimento fluminense

Em um cenário onde o agronegócio se consolida como pilar da estabilidade econômica nacional — respondendo por fatias robustas do PIB mesmo em anos de ajuste —, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) leva à segunda edição do CREA AQUI, no dia 19 de março, no Píer Mauá, o debate sobre a face mais sofisticada da produção estadual: o setor artesanal de alto valor agregado. Com o painel “Agronomia em Sabores – Ciência que se Degusta”, o Conselho evidencia que o sucesso de queijos, vinhos, cafés e cachaças premiados do interior fluminense não nasce do improviso, mas da aplicação rigorosa de biotecnologia, manejo sustentável e inovação técnica. Ao unir as melhores práticas agronômicas à preservação ambiental e ao turismo rural, o setor não apenas fomenta a economia, mas desenha uma nova identidade para o campo fluminense em 2026. É a agricultura chique. O protagonismo do agro fluminense já foi detectado em pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP): a participação do agronegócio no PIB do Estado do Rio cresceu 16,8% entre 2017 e 2020, saltando para R$ 32,5 bilhões. Em 2017 (ano-base da pesquisa), o PIB do agronegócio fluminense foi estimado em R$ 27,86 bilhões em valores correntes. Esse total correspondia a 4,15% da economia total do estado naquele ano. Diferentemente da média nacional, o agronegócio do Rio é fortemente concentrado nos elos chamados de pós-porteira. O agrosserviços é o maior segmento, respondendo por 47,6% do PIB do setor, seguido pela agroindústria, com 40,1%, e a agropecuária, com 11,3%. Com 73% do PIB do agronegócio (R$ 20,24 bilhões), o ramo agrícola vence o ramo pecuário, que gerou 27% do PIB, o equivalente a R$ 7,62 bilhões. Ainda segundo a mesma pesquisa, as atividades que mais geram lucro no campo são o cultivo de olerícolas (hortaliças), com 24% do Valor Bruto da Produção, com destaque para tomate, aipim e alface; e a criação de bovinos, entre os quais 17% ficam com o gado de corte e 13% para o leiteiro. O agronegócio fluminense hoje tem um pé no Turismo Rural, fortalecendo arranjos produtivos locais no Vale do Café. As rotas integradas de cafés gourmets, queijos premiadíssimos, cachaças premium e vinhos artesanais em áreas de serra fluminense atraem visitantes e agregam renda direta ao produtor. No Rio, o foco em cafés especiais e viticultura de altitude mantém o faturamento em alta, com o café nacional projetando crescimento de 1,3% mesmo em um ano de desaceleração global. O CREA-RJ, portanto, está antenado com essas tendências. Os sabores da Agronomia fluminense O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, lembra que a pujança da Agronomia fluminense levou o tema a ganhar destaque nesta segunda edição do CREA AQUI. “Muitas vezes quando a gente fala do CREA, esse “A”, que significa Agronomia, não fica caracterizado junto à sociedade. Mas a Agronomia tem influência direta no desenvolvimento econômico, social e ambiental do nosso país, e não poderia ser diferente no Estado do Rio de Janeiro. A Agronomia do Estado do Rio de Janeiro gera mais de R$ 30 bilhões por ano. Essa atividade econômica envolve milhares de profissionais. Muitos engenheiros, inclusive, atuam diretamente na Agronomia (dois mil deles registrados no CREA). Há uma sinergia muito forte e a gente quer trazer um pouco dos grandes empreendimentos e grandes produtos da Agronomia fluminense para serem apresentados no nosso Conselho”, afirma Fernández, lembrando que a Agronomia vai ganhar duas abordagens no CREA AQUI: uma feira que terá mais de 20 estandes com produtos regionais pré-selecionados por meio de parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e painel “Agronomia em Sabores – Ciência que se Degusta”, mostrando a força do pólo de laticínios e vinhos do estado. “Muitas vezes quando a gente fala de Rio, a gente pensa em petróleo, em turismo, mas não vê que tem aí uma Agronomia pujante e que passou a se tornar, inclusive, rota turística também dentro do nosso estado”, destaca o presidente do CREA-RJ. O painel vai empoderar a Agronomia, como ela merece. Com moderação do engenheiro agrônomo Felipe Brasil, secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA), o painel é intitulado “Agronomia em sabores – Ciência que se degusta”. Os painelistas serão Alexandre Hargreaves, do Ateliê do Queijo, em Casimiro de Abreu; Fabricio Le Draper Vieira, do Capril do Lago, em Valença, onde é produzido o queijo de cabra mais premiado do Brasil; Marcelo Maturano, da Vinícola Maturano; e Maurício Arouca, da Vinícola Arouca. Eles vão falar de um projeto que está ganhando fôlego no estado que é o novo roteiro de vinícolas do Estado do Rio de Janeiro, lançado oficialmente no ano passado, pela Associação dos Vitivinicultores da Serra Fluminense (AVIVA) e a prefeitura de Areal, considerada a capital da uva. “O painel da Agronomia vai apresentar produtores agrícolas familiares com as melhores práticas de Agronomia, meio ambiente e turismo”, observa o secretário de Agricultura, Felipe Brasil, entusiasta do CREA AQUI. Queijos premiados e vinhos artesanais Os painelistas vão discutir, por exemplo, como técnicas como a dupla poda em vinhedos de altitude (como em Teresópolis) e o controle sanitário rigoroso permitem a produção de vinhos e queijos de qualidade internacional no estado. Para manter esse padrão de qualidade, as vinícolas vêm contratando cada vez mais engenheiros agrônomos que, ao lado de enólogos, acompanham todo o processo, desde o manejo das videiras até o engarrafamento. O engenheiro e empresário Maurício Arouca, dono da Vinícola Arouca, em Areal (considerada a capital da uva), vai falar sobre a mudança de chave que acontece na Agronomia e trabalha para colocar o Rio de Janeiro no mapa mundial dos vinhos. “O vinho, no fim das contas, é isso: ciência que a gente degusta. Tem solo, clima, manejo, irrigação, fitossanidade, processos, controle de qualidade, rastreabilidade e inovação — nada disso acontece “no improviso”. O evento do CREA tem uma mensagem que eu considero fundamental: a engenharia e a Agronomia precisam aparecer não só quando dá problema, mas quando entregam
CREA AQUI 2026: Novo sistema inteligente do CREA-RJ promete acabar com fraudes na ART

No CREA AQUI, maior encontro estadual da Engenharia, Agronomia e Geociências, marcado para o dia 19 de março, no Armazém 3 do Píer Mauá, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, vai apresentar uma medida inovadora que promete acabar com fraudes no sistema: a implantação da nova Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que agora será georreferenciada, parametrizada e integrada a um banco de dados, permitindo uma atuação mais inteligente e eficiente da fiscalização do Conselho. Com isso, será banida do sistema ou sensivelmente reduzida a ação dos fraudadores de ART. A fraude funciona assim: uma pessoa que não tem registro para atuar como engenheiro compra uma ART produzida por um mau profissional que tem registro e vive apenas de comercializar autorizações para serviços e obras. Essa conduta favorece o exercício ilegal da profissão de engenheiro e põe em risco toda a sociedade porque, sobretudo no caso de acontecer um acidente, é praticamente impossível descobrir quem são os verdadeiros responsáveis pela obra ou serviço. Com a nova ART do CREA-RJ, os maus profissionais serão expostos. Com a organização do banco de dados, o acesso à informação agora será mais rápido e fácil, inclusive para órgãos públicos e autoridades encarregadas de investigação de incidentes, como a Polícia Civil e o Ministério Público estadual. “Então você consegue destacar facilmente se tem alguma coisa ali que esteja acontecendo de modo inadequado”, explica o presidente do CREA-RJ, entidade que reúne mais de 120 mil profissionais e 20 mil empresas. O sistema exige agora a prova de onde o serviço está sendo feito, dificultando que um engenheiro no Rio assine uma obra em outro extremo do estado sem ir até lá. Além disso, permite que o Conselho tenha maior controle e receba alertas se um único CPF emitir, por exemplo, várias ARTs em um único dia em locais distantes um do outro. Ao cruzar com dados de licitações ou órgãos de saúde, por exemplo, o sistema identifica “vazios” de responsabilidade técnica real. Será o fim da “engenharia fantasma”. O presidente do CREA-RJ destaca que a iniciativa é revolucionária e segue a tendência da modernidade de empresas de informação com maior valor acionário no mundo, como Google, Meta e Amazon, que têm grande base de dados no seu background: “A Anotação de Responsabilidade Técnica, a lógica dela anterior, era essencialmente uma taxa de recolhimento do CREA para que o profissional pudesse lidar com processos burocráticos exigidos pelos órgãos públicos, concessionárias, de habilitações existentes. Essa lógica permanece; ela é importante porque é um instrumento de controle da garantia de que um profissional devidamente registrado e habilitado esteja realizando o serviço. Mas com a nova ART, o sistema agora vai informar onde e como estão acontecendo as obras, qual o valor médio, quem está trabalhando, quanto tempo tem durado cada serviço, como é a distribuição georreferenciada disso, quais são os municípios mais pujantes, que mais contratam, que menos contratam, a revelação de serviços que deveriam acontecer, mas não estão ocorrendo; isso vai mudar o comportamento de todo o mercado da engenharia no Estado do Rio de Janeiro”, explica Miguel Fernández. Segundo o presidente do CREA-RJ, o novo sistema vai permitir um controle maior dos serviços e obras de engenharia no Estado do Rio, que registra por ano 360 mil ARTs: ”A nova ART vai permitir a parametrização do que acontece, junto com o georreferenciamento. Esse banco de dados de inteligência vai servir para uma fiscalização muito mais efetiva, uma correção também sobre processos licitatórios, se existir alguma tentativa de fraude. E quando a gente cruzar os dados dessa base com outras bases existentes, nós poderemos obter ainda mais benefícios para a sociedade, como por exemplo fazer um cruzamento de dados sobre manutenção de serviço de ar-condicionado em hospitais. A gente consegue descobrir se existem hospitais e clínicas que não possuem a manutenção periódica e adequada de equipamentos como o ar-condicionado, que podem impactar, por exemplo, em contaminação e prejuízo ao paciente que está ali internado. Portanto, ações como essas vão salvar vidas, gerar mais empregos, melhorar os serviços e aumentar a segurança de todos”, pontua Fernández. Para Fernández, a nova ART deixará de ser apenas um instrumento burocrático arrecadatório para se transformar na base de inteligência de toda a ação do conselho, desde a fiscalização até a informação para gestores públicos que possam querer atuar de forma mais eficaz na área de infraestrutura, agronomia e “nas áreas que o nosso conselho dá suporte”. Miguel Fernández explica que o sistema já em funcionamento está sendo implantado por etapas e aperfeiçoado com seu uso contínuo. “Então hoje nós temos o sistema gerando aí uma média de mais de 30 mil ARTs mês, com georreferenciamento e parametrização, mas a gente ainda quer evoluir transformando essas informações num banco de dados através de dashboards para que isso possa ser de fácil consulta até pelo público”, afirma Fernández, lembrando que a mudança disruptiva vai beneficiar não só os profissionais do sistema, mas as empresas, os gestores públicos e até mesmo a academia que poderá usar esses dados para o desenvolvimento de pesquisas na área. Prestes a completar 92 anos de fundação, no dia 5 de junho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) projeta seu olhar para o futuro e reforça seu papel como agente de transformação das profissões que constroem o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro. Esse movimento ganha forma na segunda edição do CREA AQUI, um encontro criado para antecipar tendências, estimular conexões e gerar impacto nas Engenharias, na Agronomia e nas Geociências.