Prefeitura do Rio anuncia novo Mercado Popular da Rua Uruguaiana com investimento de R$ 74 milhões
A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, neste domingo, 1º de março, dia do aniversário da fundação da cidade, o projeto do Novo Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro. A iniciativa prevê investimento de R$ 74,2 milhões para requalificar um dos principais polos de comércio popular da capital Será construído um novo edifício e será feita a reurbanização completa do entorno. A execução ficará a cargo da Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura. Novo edifício terá 15,6 mil m² e 1,5 mil boxes O projeto prevê a demolição da estrutura atual e a construção de um centro comercial com cerca de 15,6 mil metros quadrados e cerca de 1,5 mil boxes. As obras serão realizadas de forma modular, permitindo que os comerciantes mantenham suas atividades durante a execução. O novo prédio contará com estrutura metálica, térreo e três pavimentos em mezanino, além de supermercado, terraço e cobertura em alumínio com isolamento térmico. O empreendimento inclui soluções de ventilação natural, iluminação eficiente e sistema de prevenção e combate a incêndio. No térreo, os boxes serão organizados em fileiras identificadas, além de duas praças de alimentação, sanitários e áreas destinadas a carga e descarga. Os dois primeiros mezaninos abrigarão unidades comerciais, sendo que o segundo contará com varandas externas. O terceiro pavimento será destinado a órgãos municipais. Integração com a Avenida Presidente Vargas O entorno do mercado também passará por requalificação, abrangendo 8,4 mil metros quadrados. O projeto prevê a criação de um boulevard de aproximadamente 5 mil metros quadrados, conectando a Rua Uruguaiana à Avenida Presidente Vargas e ampliando a circulação de pedestres na região. Estão previstas ainda calçadas acessíveis, novo mobiliário urbano, implantação de canteiros e jardins em área de 1,8 mil metros quadrados, com o plantio de 60 árvores. Segundo a Prefeitura, o projeto respeita as diretrizes históricas de ordenamento urbano do Centro e busca integrar o equipamento à dinâmica urbana, promovendo organização do comércio e melhoria das condições de trabalho.
Rio, 461 anos: a força da Engenharia, Agronomia e Geociências na construção da Cidade Maravilhosa
Neste 1º de março, o Rio de Janeiro celebra 461 anos de uma trajetória que une beleza natural exuberante, geografia singular e superação técnica. Fundada em 1565 por Estácio de Sá, a cidade se transformou de um entreposto colonial em uma metrópole global, um processo onde a Engenharia, a Agronomia e as Geociências foram, e continuam sendo, os pilares fundamentais. Das fortificações à capital do país Nos primeiros séculos, a ocupação do território exigiu conhecimento técnico para construção de fortificações, abertura de caminhos, drenagem de áreas alagadiças e organização urbana. Já no período imperial e, posteriormente, como capital da República, o Rio passou por profundas transformações estruturais. No início do século XX, as reformas urbanas modernizaram a cidade, exigindo planejamento, obras viárias, sistemas de saneamento e intervenções estruturais que redefiniram seu traçado. O avanço da Engenharia Sanitária foi decisivo para enfrentar epidemias e melhorar as condições de vida da população. Berço da Engenharia O ensino formal de Engenharia no país teve início no Rio de Janeiro, em 1792, com a criação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, por ordem da Rainha de Portugal, D. Maria I, e com a aprovação do vice-rei D. Luiz de Castro, 2º Conde de Rezende. A instituição sucedeu a Aula de Fortificação (1699) e já possuía estrutura comparável às escolas superiores da época — algo raro fora da França naquele período. Em 1810, o Príncipe Regente D. João criou a Academia Real Militar, que deu origem, em linha direta, à tradicional Escola Politécnica da UFRJ. A Engenharia brasileira nasceu em berço militar, com foco na construção de fortificações e na formação técnica de oficiais, marcando o início da organização científica e profissional da área no país. Geografia singular Construir no Rio sempre significou dialogar com uma geografia singular. Entre maciços rochosos, encostas íngremes, áreas costeiras e lagoas, a cidade exigiu soluções técnicas ousadas. Grandes obras de infraestrutura viária, túneis, sistemas de contenção de encostas, portos, aeroportos e complexos esportivos são exemplos de como a engenharia civil, a geotecnia e a geologia se tornaram protagonistas no enfrentamento de desafios naturais. O conhecimento das geociências é essencial até hoje para o monitoramento de riscos geológicos, prevenção de deslizamentos e planejamento urbano sustentável — temas cada vez mais estratégicos diante das mudanças climáticas. Grandes obras Grandes obras de Engenharia mudaram a cidade. O desmonte do Morro do Castelo e do Morro do Senado permitiu a criação de áreas como a Esplanada do Castelo e o Aterro do Flamengo, exigindo estudos geológicos precisos para garantir a estabilidade do novo solo. Com a cidade cercada por maciços graníticos, o papel das Geociências é vital no monitoramento de encostas e na prevenção de desastres, garantindo que o desenvolvimento urbano conviva em harmonia com a natureza. Infraestrutura e Mobilidade A Engenharia Civil e de transportes moldou o cotidiano carioca. O Rio foi pioneiro no Brasil com a implementação de bondes, ferrovias e, mais tarde, com obras monumentais como o Metrô Rio e a Ponte Rio-Niterói, marcos da capacidade técnica dos nossos profissionais. Além disso, o saneamento básico e o fornecimento de água — desde os tempos do Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa) até os modernos sistemas de tratamento — mostram a evolução constante da Engenharia em busca da saúde pública. Agronomia e Geociências A contribuição da Agronomia também faz parte da história da cidade. Desde o período colonial, com o cultivo de gêneros agrícolas que abasteciam a população, até os dias atuais, com práticas de agricultura urbana, paisagismo, recuperação ambiental e manejo sustentável de áreas verdes, os profissionais da área ajudam a equilibrar crescimento urbano e preservação ambiental. Hoje, a Agronomia se faz presente no cinturão verde e na logística de abastecimento que alimenta milhões de cariocas diariamente. O Rio abriga áreas de proteção ambiental, parques naturais e reservas que exigem planejamento técnico constante para conciliar conservação e desenvolvimento. Em uma cidade que tem a maior floresta urbana do mundo replantada pelo homem (a Floresta da Tijuca), a Agronomia, as Engenharias Florestal e Ambiental e as Geociências desempenham um papel estratégico. Inovação permanente Ao longo de mais de quatro séculos e meio, o Rio de Janeiro se consolidou como laboratório vivo de soluções técnicas: expansão urbana, mobilidade, requalificação portuária, grandes eventos internacionais, obras olímpicas, sistemas de transporte de massa e infraestrutura energética. Cada avanço foi possível graças ao trabalho de profissionais habilitados e registrados, que atuam com responsabilidade técnica e compromisso com a sociedade. O Compromisso do CREA-RJ com o Futuro Ao celebrar mais um ano da nossa capital, o CREA-RJ reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais que dedicam seu conhecimento para tornar o Rio uma cidade mais segura, tecnológica e sustentável. Parabéns, Cidade Maravilhosa, por mais um ano de história construída com o talento dos nossos engenheiros, agrônomos e geocientistas!