Obras do Museu da Imagem e do Som entram na reta final em Copacabana

Após 14 anos de sucessivas paralisações, as obras do novo Museu da Imagem e do Som (MIS), em Copacabana, finalmente entram em sua fase decisiva, com previsão de entrega para o primeiro trimestre de 2026. Com oito andares e investimento de cerca de R$ 345 milhões, o prédio promete se tornar um novo polo cultural da cidade. Localizado no terreno da antiga boate Help, o projeto é assinado pelo renomado escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro com execução do escritório Índio da Costa e teve como inspiração os desenhos da tradicional calçada da orla. A fachada é composta por 22 mil tubos de alumínio, que controlam a entrada de luz natural e permitem a integração visual com o Forte de Copacabana. Um Histórico de Idas e Vindas A jornada começou em 2010, com a demolição da antiga estrutura. As obras de fundação e estrutura bruta começaram em 2011 e avançaram até 2016, quando o projeto foi paralisado por falta de repasses financeiros e impasses contratuais.  O esqueleto de concreto tornou-se parte da paisagem da Avenida Atlântica por quase seis anos, enfrentando uma severa corrosão marinha, até ser retomado com fôlego total em 2021 por meio de novas parcerias e investimentos do Governo do Estado. Engenharia e Arquitetura Complexas Do ponto de vista técnico, o MIS é um “boulevard vertical”. A estrutura de 9,8 mil metros quadrados de área construída distribui-se em oito pavimentos, mas o que impressiona é a geometria: Fachada de Tubos: Milhares de tubos cilíndricos de alumínio formam uma tela perfurada, controlando luz e sombra e criando vistas panorâmicas, inspirada no cobogó brasileiro. Mural de Carmen Miranda: A parte de trás do edifício apresenta um painel lenticular de azulejos que revela os olhos de Carmen Miranda de um lado e seus lábios do outro, uma homenagem icônica à cultura brasileira. Estrutura e Espaços: O edifício de múltiplos andares inclui subsolos, térreo com livraria e café, andares de exposições interativas, restaurante panorâmico no quinto pavimento e um cinema a céu aberto na cobertura, além de auditório e áreas de pesquisa A Reta Final e Previsão de Entrega Atualmente, as frentes de trabalho focam no acabamento fino e na instalação dos complexos sistemas de climatização e acústica, vitais para a preservação do acervo que inclui itens de Carmen Miranda e da Rádio Nacional.  A previsão atual do Governo do Estado e das empreiteiras responsáveis é que as obras civis sejam concluídas com a inauguração no primeiro trimestre de 2026 e abertura das exposições ocorrendo no segundo semestre.  Depois da entrega das obras, o museu ainda passará por um período de cerca de seis meses para finalização interna, com a instalação de mobiliário, equipamentos e a organização das exposições. Essa etapa ficará a cargo da Fundação Roberto Marinho.