Dia Internacional da Solidariedade Humana

Por meio da Resolução 60/209, de 2005, o Dia Internacional da Solidariedade Humana foi instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU, com o objetivo de incentivar os Estados membros a cooperar no desenvolvimento e na divulgação de estratégias de combate à pobreza e outras crises globais. A implementação da data se originou sob o amparo da Declaração do Milênio das Nações Unidas, que, além de reconhecer o valor universal da solidariedade, determina os direitos civis e políticos de todas as pessoas na era moderna. O Fundo Mundial de Solidariedade foi criado em 2003, como um fundo fiduciário do  Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que possui como meta promover ações nos segmentos mais pobres da população, bem como conscientizar a pessoas a respeito  Cenário da crise A pobreza, de forma constante, esteve no topo das pautas de crises mundiais a serem tratadas, sendo inclusive o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) prioritário da Agenda 2030 das Nações Unidas. A meta da ODS até o ano em questão é erradicar o problema, reduzir as desigualdades, e promover a prosperidade, utilizando o lema central “Não deixar ninguém para trás”. Segundo a própria ONU, em estimativas de 2024, quase 700 milhões de pessoas em todo o mundo estavam sobrevivendo com menos de US$2,15 por dia. De acordo com o mesmo levantamento, a proporção de trabalhadores que vivem em extrema pobreza caiu de 14,3% em 2010 para 7,1% em 2019, representando uma queda pela metade. Entretanto, com a pandemia de COVID-19 em 2020, o número subiu pela primeira vez após duas décadas, atrasando progressos e agravando o panorama econômico e social. Desde o ano passado, um dado crescente levantado pelas Nações Unidas é a vulnerabilidade, ou seja, a parcela econômica da população que se encontra em risco a instabilidades do mercado, vivendo em média com uma renda de US$2,15 a US$6,85 por dia. Soluções para o futuro Todo esse panorama alarmante atinge a urgência das ações tomadas por organizações globais e governos de países, unido-se para discutir ideias e tomar medidas essenciais. A solidariedade toma a frente como um fator indispensável para que se alcance os objetivos, agindo como um pilar no fortalecimento de iniciativas e programas sociais de diferentes escalas. Elaborado pelo Governo Federal, A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza foi um projeto adotado no Rio de Janeiro, em 2024, durante uma conferência diplomática entre países do G20 e organizações internacionais. O encontro buscou fazer acordos e mobilizar esforços contra a insegurança alimentar, visando apoiar a implementação de novas políticas a depender da realidade e das possibilidades dos membros Mesmo com ações em larga escala acontecendo, a Agenda 2030 da ONU segue como o principal plano global para erradicar a pobreza e, consequentemente, a fome. O plano, adotado em 2015 pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas, é composto por  17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e 169 metas para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, dentro dos limites do planeta. Fonte: United Nations, Febrace e Fao.org, TJCE