Presidente do CREA-RJ destaca a importância da valorização e do fortalecimento do setor no Inova Agro Tour

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ participou do Inova Agro Tour 2025, que aconteceu no dia 12 de dezembro, na Sede da Sociedade Nacional de Agricultura – SNA, no Centro do Rio. Realizado pela SNA, com patrocínio do CREA-RJ, o Agro Tour 2025 teve como objetivo integrar o ecossistema de inovação do agro brasileiro.  Participaram do painel de abertura: o presidente da Sociedade Brasileira de Agricultura, Antonio Alvarenga; o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández; a presidente da Faperj, Caroline Alves; o presidente da Pesagro Rio, Paulo Renato Marques; o sócio fundador YvY Capital e ex-ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite e o global advisor do European Investment Bank (EIB)e ex-presidente do banco os Brics, Marcos Troyjo Em sua fala de abertura, o presidente da  da Sociedade Brasileira de Agricultura, Antonio Alvarenga, lembrou que o agro brasileiro há 50 anos, era um importador de alimentos e hoje, cinco décadas depois, o Brasil é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.  “50% da balança comercial brasileira é do agronegócio; 30% do PIB brasileiro é do agronegócio. Quem proporcionou esta evolução ao agro? A pesquisa, a inovação, a tecnologia, a difusão de tecnologia, a educação. A Sociedade Nacional de Agricultura investe justamente em educação, difusão de tecnologia e apoio no desenvolvimento de inovação com 160 startups voltadas para o agro”, analisou.  O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, lembrou que o CREA é o Conselho de Engenharia e Agronomia, por isso o setor tem especial importância no campo de ação da instituição. “O agro setor, além de fundamental para a sobrevivência de todos nós, muito mais do que isso, ressalto a importância para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. Fico muito feliz de estar participando deste evento, acho que é a quarta ou quinta agenda do setor que participo. A discussão do desenvolvimento do agro setor no estado do Rio de Janeiro é muito importante dentro da lógica da inovação, da necessidade de se avançar cada vez mais.” Miguel acrescentou: “O Crea sempre foi muito cartorário e não participava de forma ativa, ajudando a viabilizar eventos como este. Na minha gestão, a gente mudou essa ótica, patrocinando dezenas de eventos. É uma mudança de paradigma, porque o desenvolvimento contínuo do setor das engenharias, agronomia e geociências se faz nestes momentos de encontros, debates e reflexão, construção de inovação. Acho que esta tem que ser uma das diretrizes do nosso Conselho, de valorização e fortalecimento do setor.” Ao longo do encontro, foram discutidas as principais tendências do agronegócio, como agricultura digital, biotecnologia, sustentabilidade no agro, inteligência artificial aplicada à produção e mercados e agricultura de decisões. Startups da rede SNASH tiveram espaço para apresentar suas soluções a investidores e empresários do setor. O evento promoveu conexões diretas entre startups, empresas, produtores rurais e investidores, além da interação entre universidades, centros de pesquisa e o setor privado estimulando parcerias e novos negócios. O Inova Agro Tour contou com a presença de diversas autoridades, entre elas, o subsecretário de agricultura do estado do Rio de Janeiro, Felipe Brasil.

Dia do(a) Engenheiro(a) de Produção

Comemorado em 17 de dezembro, o Dia do(a) Engenheiro(a) de Produção foi originado por meio da Resolução N°288, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), que estabeleceu e reconheceu a profissão no país em 1983. O objetivo da data é homenagear os os profissionais responsáveis por unir conhecimento técnico e visão estratégica para maximizar a eficiência operacional, aprimorando processos e a qualidade dos produtos entregues. Os(as) engenheiros(as) de produção atuam em diversos setores, como indústrias de manufatura e tecnologia, empresas de serviço, mercado empreendedor e na gestão de recursos naturais. Também desempenham o papel de explorar oportunidades ao utilizarem ferramentas para identificar e implementar melhorias. O curso de Engenharia de Produção regulamentado pela Ministério da Educação – MEC  Graduação Com duração de cinco anos, totalizando cerca de 3.600 horas, o curso de Engenharia de Produção confere o título de bacharelado ao final da jornada de estudos. Na graduação, há o caminho da especialização (lato sensu), onde o foco é a aplicação prática, e o de mestrado e doutorado (stricto sensu), direcionado para pesquisas acadêmicas e formação de professores. As disciplinas contempladas durante o período se concentram nas Ciências Exatas e Ciências Humanas e Sociais, como Engenharia Básica; Cálculo; Física; Química Tecnológica; Análise de Dados e Planejamento e Controle da Produção. A graduação prepara os estudantes para um mercado flexível, buscando facilitar a adaptação em um contexto que exige eficiência e rapidez dos profissionais. A Engenharia de Produção ganha ainda mais evidência em gestão de cadeias avançadas, onde se opera tecnologias de alto padrão e demandas complexas de otimização de tempo e recursos. Especializações A pós-graduação capacita os(as) engenheiros(as) nas áreas de pesquisa e nas atividades realizadas no mercado de trabalho, bem como aprofundar conhecimentos em gestão de processos, operações, logística e qualidade. Dentro da Engenharia de Produção, de acordo com a Associação Brasileira de Engenharia de Produção (Abepro), há as seguintes áreas específicas: Engenharia do Trabalho: é a especialização que aborda a gestão de recursos como mão de obra, materiais e custos, visando aumentar a eficiência do bem-estar e da produtividade dos trabalhadores. O profissional dessa área foca na segurança e na funcionalidade do ambiente para que o processo seja confiável e otimizado. Engenharia do Produto: é o controle de todo o ciclo da vida do produto, desde a concepção básica que o forma, passando pelo design e finalizando em sua fabricação. O profissional da área também possui a função de testar e adaptar produtos já existentes no mercado. Engenharia Organizacional: a estrutura de uma organização passa pela a atividade desses profissionais, onde eles aplicam técnicas no desenvolvimento de projetos, avaliação de desempenho de funcionários, e a formulação de sistemas de informação e suporte à decisão. Simulação de Processos: é a prevenção e solucionamento de problemas por meio de métodos analíticos e tecnologia de informação Fonte: Unifor, Estácio e IBM