CREA-RJ alerta para risco de desabamento de ponte em Niterói

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, denunciou o risco iminente de colapso da ponte de madeira que liga a Ilha do Caju à Ilha da Conceição, em Niterói, após fiscalização técnica de equipes do conselho. A estrutura – utilizada todos os dias por trabalhadores, moradores e veículos pesados, incluindo caminhões – apresenta comprometimento visível: partes do piso deterioradas, ferragens expostas e ausência de condições adequadas de segurança. Segundo técnicos do Conselho, o problema se agrava por estar localizada em área portuária e sobre a Baía de Guanabara, o que amplia o potencial de danos em uma eventual queda. Fernández reforça que é preciso uma ação imediata por parte do poder público:“Estamos falando de risco à vida. Essa ponte precisa ser interditada e recuperada urgentemente. Manter a circulação nessas condições é expor trabalhadores e moradores a uma tragédia anunciada. Se a estrutura cede, o impacto não é apenas humano: há também perigo ambiental para toda a região da Baía de Guanabara.”O CREA-RJ aponta que já havia alertado para os danos estruturais anteriormente, sem que medidas efetivas fossem adotadas. Agora, com o agravamento da situação, a entidade espera que a Prefeitura de Niterói adote providências emergenciais. “Já estivemos por quatro vezes na ponte. Até hoje não foi feito nada pela Prefeitura de Niterói. Já enviamos ofícios e a Prefeitura informou que estava fazendo um estudo. Esse estudo ainda não foi concluído. Já tem um tempo muito grande. Não encontramos no sistema nenhum responsável técnico. Então, é necessário que alguma coisa seja feita. Uma obra de manutenção ou uma obra de reconstrução da ponte que liga a Ilha da Conceição aos estaleiros, que passa aqui por uma área trafegável, onde tem diversas embarcações. É essencial que seja feita alguma coisa. Não podemos esperar mais tempo. A população precisa. Envolve diversas empresas, diversos trabalhadores. Não podemos deixar essa ponte cair para só depois fazer algo”, diz o superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra. O Conselho orienta que, até a conclusão de uma obra de recuperação ou substituição da ponte, a circulação de veículos e pedestres seja suspensa, evitando riscos de acidentes e prejuízos socioambientais de grandes proporções. Além disso, pede a contratação urgente de empresa e profissionais habilitados para recuperação ou reconstrução da estrutura e medidas de segurança e proteção ambiental considerando a proximidade da Baía de Guanabara. A Prefeitura de Niterói divulgou nota informando que “no ano passado, foram executados reparos emergenciais na ponte que liga a Ilha da Conceição à Ilha do Caju. Após análises técnicas e sondagens, foram concluídos os estudos do Projeto Executivo para a recuperação da ponte e está em tramitação um processo de licitação para a contratação da obra”.A equipe de Fiscalização está atenta ao problema e enviará um novo ofício à Prefeitura de Niterói. O CREA-RJ reforça seu compromisso com a fiscalização profissional e a segurança da sociedade, atuando para que soluções técnicas adequadas sejam sempre implementadas em benefício da população.

Crea-RJ recebe a última reunião do CDER-RJ de 2025 com a reeleição de Antonio Soutelinho

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) recebeu, em sua sede, no Centro do Rio, a última reunião do Colégio de Entidades Regionais do Rio de Janeiro (CDER-RJ) no ano de 2025, em formato híbrido.  O encontro teve como principal pauta a eleição da nova coordenação. Como foi um pleito de chapa única, ocorreu a reeleição do coordenador Antonio Carlos Soutelinho da Costa, presidente da Filial Rio de Janeiro da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas (ABEE-RJ) e do coordenador-adjunto Marco Antônio Pereira, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos da Região dos Lagos (ASAERLA). Ambos fazem parte da única chapa que disputou o processo eleitoral e serão responsáveis por conduzir os trabalhos do colegiado ao longo de 2026. Durante a reunião, o atual coordenador do CDER-RJ, Soutelinho, afirmou que em 2026 dará segmento aos projetos iniciados na sua gestão. “Essa reeleição trará continuidade a algumas coisas que eu já venho vendo com o Assessor da Presidência do Conselho e Secretário-Geral do CDER-RJ, Rodrigo Muniz, e com o próprio Presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, para tentar melhorar a vida das entidades”.  Além disso, Soutelinho também destacou que seguirá em busca de melhorias financeiras para as entidades de classe.  “Eu sei que temos um grande problema desde a época em que o TCU proibiu o repasse para as entidades do Sistema. Isso causou um dano terrível à parte financeira das entidades, principalmente as entidades pequenas. Sabemos que isso, hoje, é muito difícil de se contornar, quase que impossível segundo as conversas que tive com o pessoal do jurídico aqui do CREA-RJ e com o próprio pessoal do Confea, mas não custa nada continuar tentando.” A 4ª Reunião Ordinária do CDER-RJ contou com a participação de representantes de 17 entidades de classe ligadas às áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências, com presença tanto presencial quanto por meio de plataformas virtuais, reforçando a integração e o diálogo entre as instituições que compõem o colegiado.

Dia do(a) Engenheiro(a) Avaliador(a) e Perito(a) de Engenharia

Em 13 de dezembro, comemora-se o Dia do(a) Engenheiro(a) Avaliador(a) e Perito(a) de Engenharia. Instituída pela Comissão de Assuntos Nacionais (CAN) do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), através da Deliberação n° 46/ 2003, a data tem como objetivo de destacar a importância dos profissionais responsáveis por perícias e avaliações técnicas de imóveis e bens, que são de suma importância na segurança e qualidade em setores imobiliários, jurídicos e industriais. No dia 27 de julho de 1990, o Confea emitiu a Resolução Nº 345, que normatizou as atividades desempenhadas nestas profissões em todo o território nacional. As atribuições dos(as) engenheiros(as) avaliadores(as) e peritos(as) são diversas, unindo conhecimentos técnicos e científicos direcionados para análises e vistorias de imóveis, terrenos, equipamentos, plantações e maquinários, onde também emitem laudos e pareceres para fins comerciais e de investimentos. Em áreas trabalhistas, judiciais e previdenciárias, o profissional possui foco na Perícia, atuando em investigações de causas de acidentes e patologias em edificações. O desenvolvimento das atividades da Engenharia no setor de bens e perícias no país, fica a cargo do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE). Sendo uma entidade federativa e de caráter único, atuante nesses setores desde 1957, o IBAPE  reconhece o domínio da técnica, da ética e do compromisso ambiental por meio de uma certificação para profissionais registrados no CREA.  Formação Para ingressar na carreira de Avaliação e Perícia, é necessário possuir um diploma de curso superior em qualquer área da Engenharia. A pós-graduação é realizada por meio MBA (lato sensu) ou mestrado (stricto sensu), e oferece especialização nas áreas específicas de Engenharia de Avaliação e Perícia. O curso pode ser em formato presencial ou EAD, desde que seja reconhecido pelo Ministério da Educação – MEC. No Rio de Janeiro, instituições como IBAPE-RJ, SEARJ e a CCEC PUC-Rio disponibilizam cursos com opções de especialização, workshops, e capacitação nos dois modelos visando vários setores da Engenharia de Avaliação e Perícia. Atuação no mercado Em uma profissão abrangente e que oferece experiências profissionais práticas e teóricas para os(as) engenheiros(as) que ingressam nesse mercado, aqui estão alguns setores de atuação e as suas especificidades. Avaliação de imóveis: determinam valores de mercado, custos de produção e quitação total, por meio da inspeção e avaliação de terrenos, propriedades e todos os recursos que se encaixam no setor imobiliário. Consultorias: promove consultorias em instituições de ensino e agências governamentais, com o foco em áreas voltadas para a eficiência energética, acessibilidade e sustentabilidade. Patologias construtivas: realizam diagnósticos após análises de problemas ou falhas em edificações, estradas, barragens e outras estruturas. Análise de contratos e licitações: aqui, o perito de engenharia investiga fraudes, desvios de recursos, superfaturamento de preços e o descumprimento de normas em obras públicas e privadas. Fonte: CREA-RJ, Gape.com