CREA-RJ promove capacitação e integração no 1º Seminário de Inspetores 2025
O CREA-RJ realizou, de 5 a 7 de dezembro, o 1º Seminário de Inspetores 2025, em Itaipava, Região Serrana do Rio de Janeiro. Com o tema “Conectando Regiões: Atuação Local, Impacto Estadual”, o evento proporcionou três dias de imersão profissional com o objetivo de promover capacitação, troca de experiências, alinhamento de ações e o fortalecimento da atuação conjunta entre as Regionais e as diversas áreas do Conselho. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento. “Este é um trabalho honorífico, voluntário, que a gente faz em nome do desenvolvimento e da valorização do nosso setor profissional. Cada um de nós fez esta escolha em prol da coletividade. Existe um projeto de modernização do nosso Conselho que está sendo implantado neste momento. A gente iniciou um processo gigantesco de mudança, uma mudança radical de qualidade para a valorização da nossa área.”, disse Fernández aos inspetores, em sua fala de abertura. Miguel apresentou o novo sistema e mostrou o passo a passo de preenchimento da nova ART. Ele também mencionou o Projeto de Lei 4013/2025 que ele assina em coautoria com o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, e com o deputado federal e engenheiro Marcelo Queiróz, que busca corrigir uma distorção histórica ao estabelecer uma remuneração técnica proporcional ao nível de responsabilidade assumida pelo profissional que assina a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Por fim, o presidente convocou todos os inspetores a comparecerem ao CREA AQUI 2026, que será dia 19 de março, no Armazém 3, no Pier Mauá, no Centro do Rio. “É um belíssimo evento de fortalecimento do nosso setor, uma pauta positiva, um momento de celebração. A gente, que vem apanhando demais nos últimos 10 anos, vamos mostrar que os profissionais da Engenharia, da Agronomia e das Geociências têm valor e são fundamentais para a sociedade.”, afirmou. Primeiro dia Na programação do seminário, o primeiro dia foi basicamente de palestras: com o superintendente técnico Leonardo Dutra, que falou sobre as bases para a atuação dos inspetores; o procurador jurídico Rodrigo Bayer, que apresentou aspectos regimentais e responsabilidades da função de inspetor regional; o superintendente estratégico Pedro Coelho, que falou sobre a importância do foco na comunicação; a gerente de programas estratégicos, Landijara Duarte, que apresentou os programas e convidou os presentes a participarem e contribuírem com sugestões; o gerente de Comunicação e Eventos, Felipe Fox, que mostrou como os inspetores podem ser uma espécie de repórteres correspondentes em suas regiões, colaborando com sugestões de pautas e notícias e finalizando com o ouvidor Lucio Bandeira, que explicou o papel da Ouvidoria do CREA-RJ. Leonardo Dutra falou após a apresentação do presidente Miguel Fernández. “A Superintendência Técnica envolve a Fiscalização, o Atendimento, o Cadastro, a CAT, a ART, toda essa parte que envolve o profissional e muitas vezes eles precisam de orientações. Por isso é importante que os inspetores estejam prontos para ajudar a sanar as dúvidas dos profissionais, representando o CREA e o presidente em suas regiões.”, afirmou o superintendente técnico do CREA-RJ, engenheiro Leonardo Dutra. Ao fim do dia, o presidente Miguel Fernández deu posse a 27 novos inspetores de diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. Segundo dia No dia seguinte, a programação começou com a engenheira mecânica e CEO da Althea Engenharia de Emoções, Priscilla Carvalhinha, ministrando a palestra “Cultura Colaborativa e Visão Sistêmica: Novos Caminhos de Atuação e Geração de Alto Impacto”. A seguir, os inspetores participaram de uma dinâmica corporativa em que dividiram-se em grupos, com a missão que montar uma roda gigante de 2,5 metros de altura, composta por 3.202 peças e fazê-la dar pelo menos 4 voltas completas. Tudo isso em 90 minutos. O jogo exige planejamento, coordenação, comunicação e outras habilidades entre os membros do grupo. Na parte da tarde, participaram de uma dinâmica de integração, o Circuito de Aventura e Desenvolvimento Humano comandado por uma equipe especializada, em que experimentaram situações adversas, as quais só foram possíveis superá-las com a ajuda de todos do grupo. Terceiro dia No terceiro dia, foi a hora das considerações finais, começando com a fala do Superintendente Administrativo Édipo Ázaro e de depoimentos dos inspetores. O encontro representou um momento de fortalecimento do diálogo e de integração entre os profissionais que exercem um papel fundamental para a presença institucional do Conselho em todo o estado, já que os inspetores são a linha de frente da atuação do CREA-RJ, levando às regiões a visão, os valores e o compromisso do Conselho com a ética, a valorização profissional e a defesa da Engenharia, da Agronomia e das Geociências como instrumentos de desenvolvimento. Foram dias de muita troca de experiências e aprendizado. Com a palavra, os Inspetores Alessandra Carvalho Eng. Florestal e Inspetora do CREA-RJ na Zona Norte RJ “Quando eu decidi entrar ativamente para o Conselho, foi justamente acreditando que a Engenharia deve sempre estar servindo a sociedade. Acredito que o meu papel como inspetora é ser a ponte com os profissionais, trazendo as suas necessidades e de suas regiões para dentro do Conselho. A gente tem que unir e conectar todas as pontas regionais para que o nosso impacto seja grandioso e a gente consiga atuar contribuindo para o desenvolvimento do nosso estado. E este seminário foi aquela pontinha que nos deu a direção para entender melhor para onde seguir e qual é a nossa função” Claudio Dutra Eng. Civil, presidente da ABENC-RJ e Inspetor do CREA-RJ na Barra da Tijuca “Estou no Sistema há 20 anos e vejo que hoje estamos passando por uma grande transformação. Hoje eu vejo o CREA-RJ muito mais participativo, próximo do profissional e principalmente trabalhando com a tecnologia em prol do nosso trabalho e da nossa profissão. Este seminário foi muito importante porque a gente pode aprender uns com os outros, aprendendo a ser a liderança, a escutar e, principalmente, a trabalhar em equipe.” Marco Antonio Pereira Eng. Eletricista, presidente da Asaerla e Inspetor do CREA-RJ em Cabo Frio “Esse seminário conseguiu agregar os inspetores com os executivos do CREA-RJ. Foi muito importante
Dia Internacional dos Direitos Humanos
Em 10 de dezembro, comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos. A data marca a adoção histórica da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), pela Assembleia Geral das Nações Unidas – AGNU, no ano de 1948. Na ocasião, foram consagrados os direitos inalienáveis que todos possuem como seres humanos, independente da raça, cor, religião, sexo, idioma, pensamento político, ou de outra natureza. A DUDH define, por meio de 30 artigos, fatores fundamentais para uma vida digna, como a liberdade, a segurança e a igualdade de todos perante a lei. O documento também é um modelo global para leis e políticas internacionais, nacionais e locais, exercendo o papel de alicerce da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A Declaração Universal dos Direitos Humanos ganhou versões adaptadas para 577 idiomas, tornando-se o registro mais traduzido do mundo. Processo histórico Até a implementação da DUDH, a humanidade passou por processos evolutivos que exerceram um papel importante na conquista de direitos nas diversas esferas da sociedade. Levou-se séculos para que se pudesse garantir a promoção das leis que contemplassem valores básicos de liberdade e proteção. A Carta Magna, de 1215, foi um dos acontecimentos com mais relevância quando se diz respeito aos direitos humanos. O documento foi assinado pelo Rei João da Inglaterra, forçado pelos seus súbditos após ter violado um número de leis antigas do país, e marcou um ponto de virada crucial na luta para estabelecer a liberdade e moldar a base da democracia que se conhece atualmente. As escrituras enumeraram normas como o direito da igreja de estar livre da interferência do governo, e a liberdade para todos os cidadãos livres possuírem e herdarem propriedades, sendo também blindados de impostos excessivos. Muitos séculos depois, após o fim da Segunda Guerra Mundial, em resposta às atrocidades causadas por esse enorme conflito – e também as consequências que persistiram desde a Primeira Guerra – o comitê de redação da DUDH, liderado por Eleanor Roosevelt, atuou em conjunto para promover um cenário de paz entre as nações, determinando limites e traçando metas. Foi nesse contexto que, por meio da participação de 58 delegações, e aprovada por 48, incluíndo o Brasil, que a Declaração 217 A (III) foi emitida na 3ª Sessão da Assembleia Geral da ONU. Cenário atual Apesar da humanidade ter evoluído na aplicação dos direitos humanos em várias esferas da sociedade, ainda há inúmeras mudanças a serem realizadas. Destaca-se nesse panorama a desigualdade social e econômica, a discriminação contra minorias, a violência sofrida pelas mulheres e os impactos gerados por conflitos armados. As crises humanitárias se agravaram nos últimos anos, graças à evolução em larga escala de guerras entre Rússia e Ucrânia no leste europeu, e Israel e Palestina, na Faixa de Gaza. Segundo a Universidade de Uppsala, esses são os dois conflitos armados mais letais da atualidade, e que atingem diretamente a situação dos refugiados, junto ao crescimento da pobreza e da fome nas regiões. De acordo com um estudo da Acnur – agência da ONU voltada para os refugiados – uma em cada 67 pessoas em todo o mundo foi ou estava sendo obrigada a se deslocar devido a perseguições, conflitos ou violência até o final de 2024, o que representa cerca de 123,2 milhões de pessoas. O mesmo levantamento também mostra que, nos últimos 10 anos, o número de pessoas forçadas a sair de suas casas praticamente dobrou, com o Sudão destacando-se entre eles como o país com 14,3 milhões de refugiados e deslocados internos, sendo o maior número entre todos. No Brasil, em dados divulgados pelo painel interativo da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, mostra que os principais crimes contra os direitos humanos relatados no país foram de violação contra a mulher, violência doméstica e familiar contra a mulher e violência contra a criança ou o adolescente. Em relação ao perfil das vítimas, a pesquisa aponta que 118.534 foram contra o sexo feminino, e 1.129 contra pessoas LGBT. No mais variados casos de infração contra os direitos fundamentais das pessoas, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) monitoram políticas públicas, fiscalizam violações e emitem recomendações. O papel da organização, ao lado de outras entidades públicas e privadas, é fundamental para promover um espaço mais seguro e democrático para qualquer indivíduo, contemplando sempre o progresso nas medidas adotadas. Fonte: Un.org, Brasil Escola, IFSC, UCDP