Contagem Regressiva para o XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos

O XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos está chegando. A premiação será daqui a uma semana, dia 10 de dezembro, no Teatro João Caetano, no Centro do Rio. O objetivo do Prêmio é valorizar o esforço e a dedicação de profissionais, professores e estudantes no desenvolvimento de criações tecnológicas e inovadoras de produtos e processos em prol da sociedade brasileira no geral, aproximando o Conselho da comunidade acadêmica do Rio de Janeiro. Os projetos que concorrem às premiações são referentes ao ano anterior da edição, englobando trabalhos de conclusão de curso (TCC) e monografias, relacionados ao ensino superior, e dissertações ou teses de mestrado e doutorado. Realizado desde 2013, sempre em anos consecutivos, cerca de 1.508 autores e 120 instituições de ensino, como COPPE/UFRJ, Cefet/RJ, UERJ e PUC-Rio,  já foram laureados durante todas as edições, nos níveis de doutorado, mestrado, superior e médio.

Dia do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho é comemorado em seminário na sede do CREA-RJ

Com o objetivo de celebrar o Dia do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho, destacando a importância desses profissionais na construção de atitudes seguras que transformam ambientes e protegem vidas, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia e Segurança do Trabalho, realizou no dia 27 de novembro o seminário “Cultura da Segurança: muito além da EPI”.  O evento ocorreu das 9h30 às 18h, na sede do Conselho, no Centro do Rio, contando com palestras de autoridades e peritos para um público-alvo formado por profissionais do Sistema Confea/CREA e a sociedade em geral. A mesa de abertura foi composta pelo coordenador da Câmara Especializada de Engenharia e Segurança do Trabalho, engenheiro de segurança do trabalho e eletricista Neilson Marino Ceia; a vice procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho – RJ, Isabela Maul de Castro Miranda; e o auditor fiscal do Ministério do Trabalho -RJ, Claudio Secchin. Na introdução do evento, Neilson Marino Ceia falou mais sobre o tema escolhido. “Denominamos o evento como Cultura de Segurança: muito além do EPI. O motivo disso é que na prática do nosso dia a dia, a impressão que temos é que as empresas entendem que ter o EPI significa segurança. E na verdade não é. Se for analisar a CLT, o texto diz que a gente deve eliminar o risco, em não sendo possível usar medidas coletivas e em não sendo suficiente usar as medidas individuais. Então não deveria ser como casos em que um acidente acontece e a primeira tentativa é de justificar que o acidentado estava usando EPI.” Na primeira palestra do dia, a coordenadora da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – CODEMAT, procuradora do trabalho Luciene Vasconcelos, mostrou o panorama dos riscos das mudanças climáticas no ambiente de trabalho. “Às vezes não temos noção o quanto as mudanças climáticas realmente impactam na saúde dos trabalhadores. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 70% dos trabalhadores do mundo estão expostos a essas mudanças climáticas com graves riscos para a saúde. Há também o número de 18.000 vidas perdidas por ano, e isso contando cenários de morte, mas também tem os casos de adoecimento, em que você diminui a qualidade de vida do funcionário.” Claudio Secchin retornou para apresentar o tema “Aspectos Controvertidos na Contratação da Mão de Obra na Construção Civil”, destacando pontos em torno das contratações de trabalhadores.  “O aspecto mais controvertido que a gente pode ter dentro de uma contratação é a preocupação com a segurança pessoal, principalmente a questão acidentária. Você precisa evitar a todo custo o acidente de trabalho, pois acaba onerando a Previdência, o auxílio doença e o auxílio acidente, por exemplo. Por causa disso, existem uma série de irregularidades que podem acontecer que vão gerar dividendos ao Estado, e, caso você não tenha seguro, você também responde, ainda que subsidiariamente ou até solidariamente, por todas essas responsabilidades.” Na parte da tarde, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 1° Região RJ (TRT1), José Luis Campos Xavier, apresentou a palestra “Acidente de Trabalho e Justiça: Perspectivas Contemporâneas”, e pontuou o papel das empresas em casos de acidente de trabalho.  “Quando o trabalhador sofre um acidente e fica afastado o tempo que for necessário para se recuperar, a empresa tem a obrigação, no seu retorno, de reintegrá-lo ao ambiente de trabalho. A reintegração pode ser feita por meio de uma mudança de setor e atividade, ou até mesmo uma mentoria para aquele trabalhador, onde o mesmo pode se tornar um replicador para os outros funcionários da empresa sobre essa cultura de preservação no ambiente.”  O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, compareceu ao evento, reforçando a importância do engenheiro de segurança do trabalho. “A Engenharia é uma profissão de grande risco, tanto para aqueles que vão usufruir do serviço quanto para os engenheiros e profissionais que trabalham na área. Por isso é fundamental ter estratégias de redução desse risco, e a Engenharia de Segurança do Trabalho se aprofunda nessa direção.”  Na última apresentação do dia, o ex-ministro do Trabalho, advogado Helton Yomura; o tecnologista em saúde pública da Fiocruz, engenheiro químico e de segurança do trabalho Alexandre Mosca; e a sócia-administradora do Instituto de Psicologia Ressignificar e Viver, psicóloga Simone Silva, palestraram sobre a atualização das Normas Regulamentadoras – NRs, em especial, a NR1, englobando também os problemas psicossociais no mercado de trabalho. A programação também contou com a entrega de certificados de participação no evento aos palestrantes, e o sorteio de brindes para a plateia presente no auditório