CREA-RJ apoia o Seminário “Novas Tecnologias e Profissões do Futuro” da ABEA
A Abea Nacional – Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas irá promover, nos dias 1º e 2 de dezembro de 2025, na sede da Seaerj , na Glória, Rio de Janeiro, o Seminário “Novas Tecnologias e Profissões do Futuro”. O evento visa a colaborar para a consolidação e ampliação de saberes dos profissionais, além de contribuir para o desenvolvimento da Engenharia e da Arquitetura. Entre os resultados esperados, destacam-se a promoção de debate acerca do desenvolvimento tecnológico e os novos caminhos das profissões; o fortalecimento da interface e experiências entre profissionais; o incentivo à participação ativa e crescente de profissionais mulheres e uma abordagem prática e assertiva acerca do contexto de novos empregos, da formação necessária para seu exercício, da ética profissional e do desenvolvimento social. O Seminário é construído em consonância aos ODS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas: ODS 4 – Educação de Qualidade; ODS 5 – Igualdade de Gênero; ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico; ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura; ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis; ODS 13 – Ação contra a mudança global do Clima; e ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação. O conhecimento gerado pelos debates do Seminário será compilado em documento inédito: a Carta do Futuro Profissional, apresentada ao final do evento. O Seminário conta com o apoio institucional do CREA-RJ e patrocínio da MÚTUA Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA. Programação: 1º de Dezembro de 2025 9h – Credenciamento e Welcome Coffee 9h30 – Abertura 10h30 – Apresentação da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA 11h – Painel Novas Tecnologias e a Evolução das Profissões 12h – Brunch 14h – Painel Formação Profissional para o Futuro e Geração de Novos Empregos 15h30 – Painel A Participação das Mulheres nas Profissões do Futuro 17:00 Encerramento do primeiro dia 2 de Dezembro de 2025 9h – Credenciamento e Welcome Coffee 9h30 – Painel Resiliência e Cuidados com a Sociedade 11h – Painel Ética, Responsabilidade Técnica e Fiscalização Profissional na Visão de Futuro 12h30 – Brunch 14h30 – Painel Mobilização da Consciência Profissional 16h – Sessão Carta do Futuro Profissional e Encerramento do Seminário Seminário “Novas Tecnologias e Profissões do Futuro” Data: 1º e 2 de dezembro de 2025 Hora: a partir das 9h Local: Seaerj – Rua do Russel, 1 – Glória – RJ Inscrições: www.abeatecnologias.com.br
Dia do Estatuto da Terra
No dia 30 de novembro, o Estatuto da Terra (Lei nº 4.504/1964), que institui as bases legais da Reforma Agrária no Brasil, completa 61 anos. A lei regula direitos e deveres relativos aos imóveis rurais e orienta a execução da política agrícola nacional, com o objetivo de promover uma distribuição mais equilibrada da terra. Seu propósito é modificar o regime de posse e uso das propriedades rurais, garantindo justiça social e o aumento da produtividade. Sancionado durante o período da ditadura militar, o Estatuto da Terra reflete a complexidade histórica que marcou sua criação. O texto foi construído a partir de intensos debates sobre a necessidade de redistribuição de terras, que já se desenhavam desde a década de 1950, com o surgimento das ligas camponesas e com as propostas de reformas de base do governo deposto de João Goulart. Entre as inovações mais relevantes da lei está a definição da função social da terra, entendida como o cumprimento simultâneo de quatro requisitos: assegurar o bem-estar das famílias que nela vivem e trabalham, manter produtividade satisfatória, conservar os recursos naturais e observar as normas legais nas relações de trabalho. Essa concepção seria posteriormente incorporada à Constituição Federal de 1988, no artigo 186, tornando-se o princípio que fundamenta as desapropriações voltadas à reforma agrária. Pelo Estatuto, cabe ao poder público criar condições para que os trabalhadores rurais tenham acesso à propriedade da terra e garantir o cumprimento da função social. Essas atribuições foram assumidas em âmbito federal pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), criado em 1970. A legislação também previu a formação de um fundo nacional e a elaboração de planos periódicos – nacionais e regionais – para a execução da reforma agrária. O texto legal ainda estabeleceu diretrizes para a colonização oficial e particular, servindo de base para políticas de ocupação de áreas do Norte do país, em sintonia com os projetos de modernização agrícola e integração territorial adotados durante a ditadura, que buscavam ocupar os chamados “grandes vazios” do território brasileiro. Diversos conceitos introduzidos pelo Estatuto seguem estruturando o ordenamento territorial brasileiro, como as definições de imóvel rural, propriedade familiar e módulo rural. Em seu artigo 46, a lei também determinou a criação de um cadastro nacional de imóveis rurais, o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), implantado em 1972 e mantido pelo Incra, com base em informações levantadas em todo o país. Falar do Estatuto da Terra é, portanto, remeter-se à própria missão do Incra. A data de sua promulgação não se limita a uma celebração histórica, mas convida à reflexão sobre o futuro da governança fundiária e sobre a permanência da reforma agrária como pauta essencial ao desenvolvimento nacional. Para o Crea-RJ, responsável pela regulamentação e fiscalização do exercício profissional da Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Florestal e áreas correlatas, o Estatuto da Terra continua representando um desafio permanente. São essas profissões que, com base no conhecimento técnico e no compromisso com o bem-estar coletivo e a preservação ambiental, transformam em ações concretas os princípios de conservação, sustentabilidade e desenvolvimento defendidos pelo Estado. Em um cenário em que a proteção dos recursos naturais, a segurança alimentar e o enfrentamento das mudanças climáticas se impõem como grandes desafios, o Crea-RJ reafirma seu compromisso de valorizar e apoiar os profissionais que se dedicam diariamente a essa missão. Acesse o Estatuto da Terra