Presidente do CREA-RJ reforça a necessidade de comunicar o papel das engenharias para a sociedade

Ao falar na abertura do 1º Congresso da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc-RJ), o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, reforçou a importância de a sociedade entender a mensagem que está sendo divulgada em campanha publicitária do CREA, de que a engenharia não é um custo, mas sim o alicerce e a garantia de segurança de todos. “É fundamental conscientizarmos a população da importância dos serviços que prestamos. Daí a relevância de eventos como este, da Abenc, para a valorização da nossa profissão e do nosso sistema”, afirmou o presidente do CREA-RJ, lembrando que atualmente todos os profissionais precisam estar alinhados com a bandeira do resgate do protagonismo das engenharias no país. “Na última década, fomos vilanizados e temos que resgatar nosso protagonismo”, disse Fernández, bastante aplaudido. O presidente do CREA-RJ lembrou que o Conselho lançou uma campanha publicitária que exibe filmes com o cantor Evandro Mesquita como garoto-propaganda das engenharias. Bem-humorada, a campanha mostra que, na tentativa de resolver problemas de engenharia, as pessoas contam com um gênio. A opção acaba dando ruim. “Não banque o gênio da obra: chame um engenheiro”, diz o slogan da campanha divulgada no rádio e na TV. Miguel Fernández afirmou também que a defesa da obra da Linha 3 do Metrô – levando o transporte a Niterói e São Gonçalo – será apresentada aos candidatos ao governo do estado nas próximas eleições do ano que vem. “Essa obra de infraestrutura é essencial para ampliar a oferta de transporte de massa dentro das necessidades atuais de busca de maior sustentabilidade”, observa Fernández. O presidente da Abenc-RJ, o engenheiro Cláudio Dutra, ressaltou a importância da realização do primeiro congresso da entidade, num momento em que a associação está sendo renovada. “Fico muito feliz e emocionado porque nós aceitamos esse desafio de reavivar a Abenc, de trazer em pauta a engenharia civil e, principalmente, retomar o protagonismo da engenharia civil no nosso estado”, afirmou Dutra, que agradeceu aos mais de 250 inscritos e aos patrocinadores do evento, entre os quais estão o CREA-RJ e a Mútua RJ, a caixa de assistência do Sistema Confea/Crea. Fundada em 1979, a Abenc tem representações por todo o país. Seu objetivo principal é o aperfeiçoamento técnico, científico e cultural dos engenheiros civis. No Rio de Janeiro, o engenheiro Cláudio Dutra assumiu a presidência no ano passado com apenas cerca de 150 associados e o número já está em 1.500. Com uma programação ampla e diversificada, a Conabenc Rio consolida-se como um espaço estratégico para a discussão de desafios, avanços e perspectivas da engenharia civil no estado, oferecendo aos participantes oportunidade de atualização profissional e ampliação de sua rede de contatos (networking). A palestra magna foi dada pelo engenheiro Carlos Henrique Siqueira, de 77 anos, que integrou a construção, vistoria e manutenção da Ponte Rio-Niterói, referência nacional em estruturas especiais. Siqueira, que é consultor da Ecoponte, falou de sua experiência e dos desafios para a manutenção deste marco da engenharia brasileira. O engenheiro disse que o Brasil tem cerca de 120 mil pontes, enquanto que a China cerca de 300 mil e os Estados Unidos, 650 mil. Ele lembrou que a manutenção dessas obras é o que faz diferença. Também participaram da abertura do evento a diretora da Mútua RJ, Ana Paula Masiero, uma das coordenadoras do Programa Mulher, do CREA-RJ; o diretor-geral da Mútua-RJ, Jamerson Freitas; o coordenador de programas estratégicos do CREA, Wallace Ronda; e a subprefeita de Grandes Complexos, Marli Peçanha. O engenheiro Wallace Ronda falou da importância dos programas estratégicos do CREA: Progredir, CREA Júnior, CREA Jovem e CREA Sustável. A diretora da Mútua-RJ, Ana Paula, reforçou a importância do Programa Mulher para o empoderamento das engenheiras. O CREA-RJ tem registradas 20 mil profissionais do sexo feminino.
CREA-RJ lança nova plataforma digital em live do presidente

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, lançou oficialmente nesta segunda-feira, 24 de novembro, à noite, a nova plataforma digital, que promete revolucionar a prestação de serviços do Conselho para os 100 mil profissionais e mais de 20 mil empresas registradas. O lançamento foi feito numa live transmitida pelo canal do CREA-RJ no YouTube (webtvcrearj), com duração de uma hora. A live já teve 2.500 visualizações, o equivalente a 20% do número de inscritos no canal. “Bem-vindos ao século 21. Com essa transformação, o CREA torna-se digital assim como os bancos e outros serviços. Temos muito a percorrer, mas estamos dando um primeiro passo para essa grande mudança na qualidade do atendimento dos profissionais, por meio da integração digital de todos os serviços do CREA”, afirmou Fernández, que é professor licenciado do Cefet e falou sem qualquer roteiro. Apesar da novidade, o presidente do CREA pediu a paciência de todos se algo ainda não der certo como se deseja porque o sistema é robusto, bastante complexo e ficou anos sem atualização digital. “O CREA está passando por modificação significativa da qualidade dos seus serviços. Esta é a grande entrega da nossa gestão. Precisamos que todos usem o sistema, mas tenham um pouco de paciência com os ajustes que serão feitos. Como sabemos, não existe obra sem barulho nem poeira. A Disneylândia ao ser inaugurada nos Estados Unidos oferecia 18 atrações, mas 11 não funcionaram”, disse o presidente do CREA-RJ, que encarou com tranquilidade as primeiras críticas feitas pelos internautas. “Contamos com a ajuda de todos para trazer as indicações do que precisa ser ajustado”, disse Fernández, observando que o novo sistema foi inspirado na plataforma do CREA de Santa Catarina, um dos mais bem-sucedidos do país. O presidente do CREA ressaltou a importância da implantação da nova plataforma digital para a produção de dados que vão permitir a convergência de informações para aprimoramento da oferta de serviços, fiscalização do exercício profissional e um mapeamento bem preciso de toda a produção das engenharias no Estado do Rio. Com o aprimoramento do sistema, todos os arquivos em papel serão digitalizados. Assim como na live de lançamento do aplicativo CREA-RJ on-line, em 26 de agosto, o presidente do CREA lançou mão de um recurso didático: a simulação de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do engenheiro André Gustavo Paulo de Frontin (1860-1933), considerado o patrono nacional da engenharia. Frontin foi contratado em 1889 pelo imperador Dom Pedro II para fazer a obra que ampliou significativamente o abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro, de Janeiro, no evento que ficou conhecido como “milagre dos seis dias”, tempo de duração da obra. Ao custo de 170 contos de réis, o equivalente hoje a R$ 35 milhões, a obra durou apenas seis dias. Com a exibição de uma tela do sistema, o presidente do CREA-RJ mostrou o passo a passo para preenchimento online da ART de Paulo de Frontin. A nova ferramenta tem novidades como a demarcação da área de intervenção da obra ou serviço por meio da criação de um polígono que será georreferenciado. “Isso muda completamente a dinâmica como se faz uma ART”, comentou Fernández, lembrando que atualmente são preenchidas por ano um total de 360 mil ARTs no Estado do Rio. Ao preencher a ART, o profissional terá a adesão automática à Tabela de Obras e Serviços (TOS), com itens pré-estabelecidos pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, de acordo com a habilitação de cada profissional. Fernández lembrou que sugestões de mudanças na tabela podem ser encaminhadas ao CREA que poderá propor a atualização junto ao Confea. A nova ART prevê também a adição de até dez itens sobre a obra. Já o item “observações gerais” permite se fazer a descrição de um complemento da obra ou serviço para melhor precisão das informações. O novo sistema permite que sejam feitas novas edições até dez dias depois de produzida a ART. Depois de concluída a ART, o pagamento poderá ser feito inicialmente por boleto bancário, mas depois por Pix, cartão de crédito e débito. Ao pagar com cartão, o usuário poderá acumular créditos de cashback que poderão resultar em descontos. Por enquanto, o preenchimento de ART só poderá ser feito no portal do CREA-RJ. O aplicativo CREA-RJ online permitirá apenas a consulta das informações. VEJA A ÍNTEGRA DA LIVE