Presidente do CREA-RJ celebra chegada da ‘Era BIM’ ao Rio de Janeiro

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, ressaltou a importância da chegada do evento “Era BIM” realizado pela primeira vez no Rio, num local simbólico, o Museu do Amanhã, nesta quarta-feira, dia 12. O “Era BIM” (Building Information Modeling) é o grande encontro brasileiro dedicado à transformação digital da Arquitetura e da Engenharia. Idealizado pelo Sindicato Nacional da Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) e realizado em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU RJ), o evento já reuniu mais de 5 mil profissionais e 400 palestrantes de todos os continentes — conectando mentes visionárias e novas tecnologias. BIM é a sigla para Building Information Modeling, que em português significa Modelagem da Informação da Construção. É uma metodologia de trabalho para projetos de engenharia e arquitetura, a evolução do “desenho” no computador. A grande diferença é que o BIM não cria apenas desenhos 2D ou modelos 3D, mas um modelo digital inteligente da construção. “É com enorme satisfação que o Rio de Janeiro recebe, pela primeira vez, o evento “Era BIM”. A chegada deste importante encontro em nossa cidade é um marco fundamental para a engenharia e arquitetura fluminenses. A metodologia BIM não é mais uma promessa de futuro; é uma realidade presente e indispensável, que está redefinindo os padrões de eficiência, transparência e colaboração no setor. Apoiar o “Era BIM” é reafirmar nossa missão de colocar a engenharia do Rio de Janeiro na vanguarda tecnológica nacional”, afirmou o presidente do CREA-RJ, saudando a parceria firmada com o CAU RJ desde o início do ano passado. Comprometido com inovação e qualificação técnica, o CREA-RJ é patrocinador master do evento que teve apoio da Firjan e do BIM Fórum Brasil – associação civil sem fins lucrativos que reúne profissionais e empresas para estimular a adoção da Modelagem da Informação da Construção (BIM) no país. Mediado pela vice-presidente do CAU/RJ, Michelle Beatrice, o evento chegou em sua versão “road show” ao Rio de Janeiro, uma cidade que é laboratório vivo de inovação urbana, palco de desafios e vitrine de soluções para o Brasil e o mundo. O presidente do CAU/RJ, o arquiteto e urbanista Sydnei Menezes, reforçou a importância do BIM para o desenvolvimento tecnológico da arquitetura e da engenharia. “É grande a transformação e a rapidez com que acontecem as mudanças de tecnologia, passamos da prancheta para o computador, e agora damos um salto significativo com o BIM e é impossível que os profissionais fiquem fora desse processo”, afirmou Menezes. Para o Rio de Janeiro, com seus complexos desafios de infraestrutura e seu potencial de desenvolvimento, dominar o BIM é uma necessidade estratégica e urgente. O evento “Era Bim” representa uma oportunidade ímpar para os profissionais, empresas e estudantes. É o momento de absorver conhecimento, trocar experiências e consolidar as melhores práticas do mercado. Representando o secretário de Infraestrutura do município do Rio, Wanderson Santos, João Telles, presidente da Rio Águas, lembrou que a engenharia pública já está consciente das possibilidades do BIM. “Foi criada comissão para desenvolver o uso do BIM na prefeitura do Rio; é uma ferramenta que ajuda a promover ações mais precisas na engenharia e arquitetura, evitando retrabalho e permitindo a gestão das obras após a conclusão”, disse Telles. O presidente nacional do Sinaenco, Russell Ludwig, lembrou que a iniciativa privada já descobriu as vantagens de empregar o BIM, entre as quais está o aumento significativo da produtividade. Participaram da abertura do evento o presidente do Sinaenco Rio, Valdir Gomes de Oliveira; Rogério Suzuki representando o presidente do BIM Fórum Brasil, Rodrigo Pires; e a arquiteta e urbanista Alessandra Beine, assessora especial da Presidência do CAU Brasil, representando a presidente Patrícia Sarquis.
CREA-RJ promove Fórum de Debates sobre o Protagonismo Negro na Área Tecnológica
Com o propósito de valorizar trajetórias, promover a diversidade e fortalecer a presença de profissionais negros na Engenharia, na Agronomia e nas Geociências, o CREA-RJ, o Clube de Engenharia e o Senge-RJ vão realizar o Fórum de Debates “O Protagonismo Negro na Área Tecnológica – Passado, Presente e Futuro”, no proximo dia 3 de dezembro, das 18h às 22h. O evento é gratuito e acontecerá no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124, 25º andar – Centro – RJ). A iniciativa visa a estimular o debate sobre representatividade e inspirar novas gerações de engenheiros, agrônomos e geocientistas, reconhecendo o papel fundamental da inclusão e do protagonismo negro para o desenvolvimento das profissões tecnológicas. O encontro também busca aprofundar a reflexão sobre o passado, o presente e as perspectivas futuras da presença negra no campo da ciência e da tecnologia, contribuindo para a construção de um ambiente profissional mais justo e igualitário. Voltado para profissionais do Sistema Confea/CREA, estudantes da área tecnológica, entidades de classe, instituições de ensino e demais interessados da sociedade, o Fórum terá uma programação que reunirá painéis temáticos e apresentação de cases de sucesso e contará com a participação de representantes do CREA-RJ, do Clube de Engenharia e do Senge-RJ na mesa de abertura. Profissionais Negros e o Mercado de Trabalho A presença de profissionais negros no mercado de trabalho da Engenharia vem crescendo nas últimas décadas, impulsionada por políticas de inclusão, ações afirmativas e pelo fortalecimento de movimentos que defendem a diversidade como valor essencial para o desenvolvimento social e tecnológico. No entanto, os desafios ainda são expressivos — especialmente quando se observa a baixa representatividade nos cargos de liderança e gestão em grandes empresas e instituições públicas. Historicamente, o acesso da população negra à formação técnica e superior foi limitado por desigualdades estruturais. Mesmo assim, engenheiros e engenheiras negros conquistaram espaço com competência, inovação e comprometimento. Hoje, esses profissionais atuam em obras de infraestrutura, energias renováveis, agronegócio, tecnologia, saneamento e mobilidade urbana — setores que moldam o futuro do país. Para o CREA-RJ, promover o debate sobre a equidade racial nas Engenharias, em parceria com o Clube de Engenharia e o Senge, é essencial para que o mercado de trabalho reflita a diversidade da sociedade brasileira. “A presença de profissionais negros em posições de liderança é uma conquista que representa não apenas o avanço da inclusão, mas também o fortalecimento da própria Engenharia, que ganha em visão, criatividade e pluralidade de ideias”, destaca o diretor do Conselho, Milton Neves. De acordo com dados do Instituto Ethos (2023), pessoas negras ocupam apenas cerca de 5% dos cargos executivos nas maiores empresas do país — proporção ainda menor nas áreas tecnológicas e de Engenharia. Por outro lado, cresce o número de empreendedores e líderes negros que se destacam em startups, construtoras, empresas de energia e instituições públicas, rompendo barreiras e inspirando novas gerações. O CREA-RJ reforça que diversidade e liderança caminham juntas. Fortalecer o protagonismo negro no mercado de trabalho é um compromisso institucional com a valorização profissional e com uma Engenharia mais inclusiva, inovadora e representativa. Em comemoração a passagem do mês da Consciência Negra, o Conselho reafirma esse compromisso e promove o Fórum de Debates “O Protagonismo Negro na Área Tecnológica – Passado, Presente e Futuro”, um espaço dedicado à reflexão, ao diálogo e à valorização das trajetórias de profissionais negros nas Engenharias, Agronomia e Geociências. O evento reunirá especialistas, pesquisadores, lideranças e estudantes para discutir os avanços, desafios e perspectivas da presença negra nas profissões tecnológicas. A realização do Fórum reforça o papel do Conselho e das Entidades de Classe na promoção da representatividade, da equidade e da valorização da diversidade como pilares para o futuro da Engenharia. “Valorizar o protagonismo negro é reconhecer a história e apostar no futuro. É construir, juntos, uma Engenharia mais humana, plural e justa.”, finaliza Milton Neves.
Dia Nacional do(a) Inventor(a)
Instituído pela Lei 12.070 de 29 de outubro de 2009, em 12 de novembro é comemorado o Dia Nacional do(a) Inventor(a). A data marca o histórico voo do avião 14-Bis, realizado por Alberto Santos Dumont, no Campo de Bagatelle, em Paris, no ano de 1906. O acontecimento foi a primeira decolagem pública da história com um aparelho mais pesado que o ar, feito que consagrou o inventor brasileiro como Pai da Aviação. A sociedade alcançou o estágio atual de tecnologia e conforto graças a árduos processos de estudos, experimentações, e aprimoramentos, como o de Santos Dumont. Tudo parte de uma ideia, que é intensamente trabalhada e testada até chegar em sua conclusão, onde pode ser difundida para uso coletivo ou privado. As invenções não só trouxeram a modernidade, como solucionaram e facilitaram problemas que o ser humano encontrou pela frente durante toda a história, transformando completamente a maneira como se vive. O carro, por exemplo, até chegar nas versões conhecidas e dominadas pela indústria contemporânea, nasceu como um triciclo de três rodas movido por um motor base, envolto por uma segunda peça que funcionava a combustão interna e gasolina. Foi patenteado pelo engenheiro alemão Karl Benz em janeiro de 1886, e nomeado de Benz-Patent Motorwagen. A invenção é considerada um marco para o automóvel moderno, e conforme a Engenharia foi evoluindo ao passar das décadas, aspectos técnicos cada vez mais avançados eram inseridos no veículo, potencializando as capacidades de cumprir sua função repetidas vezes. Além de Santos Dumont, o maior expoente quando se fala de inventores brasileiros, outros nomes nacionais se destacaram no desenvolvimento de novidades que foram ou ainda são utilizadas costumeiramente. Dentre eles estão o Padre Landell de Moura, pioneiro na transmissão de voz humana sem fio em 1839 e realizador da primeira transmissão de rádio no Brasil; Bartolomeu de Gusmão, pai do balão de ar quente, exibido em 1704; e Andreas Pavel, alemão naturalizado brasileiro que produziu o aparelho de toca-fitas portátil. Patentes: como funcionam? Concedidas pelo Estado por meio do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), as patentes dão ao titular o direito exclusivo de produzir e comercializar uma invenção, tendo em contrapartida a divulgação pública da mesma. Entretanto, para ela receber o registro de patente pelo INPI, a invenção precisa ser nova, apresentar utilidade e inventividade, e ter aplicação industrial. Em relação aos limites internacionais, é estabelecido que a proteção conferida pelo Estado é válida apenas dentro do território do país que está atribuindo o termo protetivo, ou seja, fora dele não há garantia de que sua invenção não seja apossada por outras pessoas. Com isso, caso alguma seja patenteada fora do Brasil, não é possível obter a mesma através de concessão em terras brasileiras. Mesmo com a restrição, se tratando de uso pessoal, qualquer um pode utilizá-la no país, sem a necessidade de pagamentos pela ação. Além do meio tradicional, há outros tipos de patentes que apresentam especificações distintas. Também concedido pelo INPI, o Modelo de Utilidade (MU) abrange objetos de uso prático, sem precisar ser uma invenção totalmente nova, tendo como obrigação apenas contar com alguma melhoria funcional. Já o Certificado de Adição de Invenção visa blindar os aperfeiçoamentos em novidades já criadas. Vale lembrar que o pedido de Patente de Invenção (modelo tradicional) possui validade de 20 anos, e o Modelo de Utilidade, 15 anos. Mulheres inventoras Na história, o número de invenções atribuídas aos homens é disparadamente maior do que as das mulheres, seja em escala mundial ou em escala Brasil. Por muito tempo, as oportunidades ficaram restritas para elas nas frentes de pesquisas, impossibilitando um crescimento feminino na contribuição científica e tecnológica. Mudanças no cenário começaram a surgir graças à ascensão da educação superior para mulheres, o aumento da sua presença no mercado de trabalho e os progressos sociais que permitiram maior participação em áreas como ciência e tecnologia Mesmo que o cenário ainda não seja satisfatório, a representatividade feminina no campo das invenções vem crescendo gradualmente nas últimas décadas. De acordo com levantamento realizado pelo escritório Licks Attorneys, a partir de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, quase um terço dos pedidos de patentes de invenção são registrados por mulheres em território nacional. A pesquisa considera o período entre 2002 e 2023, com 12,46% dos pedidos feitos no primeiro ano, crescendo até 33,33% no último ano. Nos anos da pandemia, 2021 e 2022, houve decréscimo na porcentagem para 29,47% e 22,25% respectivamente. Apesar das dificuldades historicamente documentadas, figuras femininas conseguiram ganhar notoriedade por feitos inventivos e aplicações de melhorias em prol das respectivas áreas e da sociedade como um todo. Marie Curie, a mais reconhecida entre elas, foi um expoente nas pesquisas sobre radioatividade, contribuindo para o tratamento de câncer. A polonesa também foi a primeira mulher a ganhar por duas vezes o Prêmio Nobel, e em dois campos de estudo diferentes, Física e Química. Na tecnologia, a oficial da marinha Grace Hopper foi pioneira da computação, ganhando notoriedade por desenvolver linguagens de computador. Annie Easley, outra mulher a contribuir na área, foi uma das primeiras afro-americanas a trabalhar como cientista da computação na NASA, desenvolvendo e implementando o código utilizado nas pesquisas de sistema de conversão de energia. No Brasil, Neusa Maria de Souza esteve à frente da tecnologia de vacinas que serviu de base para as conhecidas nos dias de hoje, como as que combatem a dengue. Fonte: Veja, Justiça.gov, Sebrae e Audita