Presidente do CREA-RJ participa de celebração dos 50 anos da AEERJ

Fundada no ano da fusão entre os estados do Rio e da Guanabara, em 1975, a Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ) está completando meio século de atividades. Nesses 50 anos, a associação atuou, por meio de seus associados, em obras relevantes como o Sambódromo, a Linha Vermelha, a urbanização da Lapa, a obra do Mergulhão da Praça Quinze e a reforma do estádio do Maracanã para receber a Copa do Mundo de 2014. O Presidente do CREA-RJ conversa com o presidente da AEERJ Na festa dos 50 anos da AEERJ, realizada na noite de quinta-feira, dia 16/10, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, foi um dos convidados que celebrou o cinquentenário da associação, que reúne mais de cem empresas do setor. “Meio século é motivo de sobrar para celebrarmos a AEERJ, que vem contribuindo decididamente para resgatar o real valor do setor da engenharia. É fundamental que tenhamos eventos como esses. Precisamos também traçar uma agenda estratégica para nos alinharmos de forma sincronizada numa mesma direção”, afirmou o presidente do CREA. Durante o evento realizado na varanda do Prodigy Hotel, no Aeroporto Santos Dumont, foi lançado pela AEERJ o livro “Temas Controversos da Nova Lei de Licitações e Contratos – Lei nº 14.133/2021”, de autoria do engenheiro civil Ícaro Moreno Júnior; do mestre em direito público Gilmar Brunízio; do doutor em direito Fernando Rangel Alvarez dos Santos; e do advogado Rodrigo Barros Lopes, ex-presidente da AEERJ. A obra foi patrocinada pela Mútua, a Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA. Estavam no evento diretores da Mútua, como Ana Paula Masiero, Jamerson Souza e Evandro Nicoleit. Entre os homenageados da noite estava o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, que é engenheiro civil. Ao receber uma placa das mãos do presidente da AEERJ, Ícaro Moreno Júnior, Luiz Paulo agradeceu a homenagem pelo fato de ser engenheiro, formado pela UFRJ em 1972. “Impossível um político rejeitar um microfone. Há muitos anos que não recebo uma homenagem como engenheiro. A nossa AEERJ nasceu com a fusão do estado do Rio com a Guanabara. Eu já era engenheiro nessa época. A associação organizou o setor e superou o processo de desmantelamento do setor”, afirmou o deputado, destacando que se orgulha muito de ser engenheiro (“deputado passa”, disse). O professor e empresário Francis Bogossian, que está em seu terceiro mandato à frente do Clube de Engenharia – a mais longeva entidade do setor, de 1880 – ressaltou a importância da engenharia para o desenvolvimento de uma nação. “A engenharia está presente em tudo. Até os avanços da medicina são progressos que a engenharia deu à medicina. O que mais importante tem numa nação é a engenharia”, afirmou Bogossian, bastante aplaudido. O presidente da AEERJ, Ícaro Moreno Junior, reúne seu staff ao final do evento no Santos Dumont

Nota Técnica do Confea determina que engenheiros eletricistas sejam responsáveis técnicos pela instalação de carregadores de veículos elétricos

A frota de veículos elétricos no Brasil ultrapassou meio milhão de unidades em julho deste ano. Com o aumento da circulação desse tipo de veículo no país, crescem as preocupações com o carregamento desses carros. Em conjunto com o Crea-SP, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia apresentou nesta quinta-feira, dia 16/10, uma Nota Técnica assinada por 11 profissionais determinando que o engenheiro eletricista é o responsável técnico central e coordenador do projeto de instalação de carregadores de veículos elétricos, desde os estudos de viabilidade, planejamento e concepção de projeto, até a execução das obras, a instalação e a manutenção dos sistemas. Se o profissional desejar, pode receber apoio de engenheiros civis, mecânicos e de segurança do trabalho.  A Nota também registra a obrigatoriedade da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), como um instrumento de rastreabilidade, conformidade legal e transparência.  “Somente o engenheiro eletricista pode assinar e assumir a responsabilidade técnica por projetos de instalações elétricas. Isso é uma exigência prevista na Lei nº 5.194 de 1966 e nas resoluções do Sistema Confea/Crea e Mútua, garantindo que o empreendimento tenha respaldo técnico e jurídico”, disse o presidente do Crea-RN, Roberto Wagner, integrante do grupo que elaborou a Nota Técnica como membro-representante do Confea. Wagner é engenheiro eletricista. Entre os requisitos estabelecidos nas diretrizes técnicas, estão os dispositivos de proteção como interruptores de corrente diferencial residual (IDR ou DDR tipo A), sobrecarga e curto-circuito (disjuntor), descargas atmosféricas e sobretensões (DPS), conforme NBR5410 e NBR17019.  O texto também prevê a obrigatoriedade da instalação de painel de desligamento de emergência em local sinalizado e acessível. “A gente tem que trazer para as claras a necessidade de seguir as regras existentes, as regras internacionalmente reconhecidas”, ressaltou Wagner.  O documento também abrange medidas de segurança contra incêndio. “Não é apenas uma tomada, é um dispositivo que merece atenção e cuidado”, pontuou o conselheiro federal Emerson Cruz Vieira, que também representou o Confea na elaboração da Nota, e é engenheiro civil e de segurança do trabalho. Segundo o Confea, o objetivo da Nota Técnica é, não apenas orientar tecnicamente, mas mitigar riscos, reduzir incertezas, orientar gestores (públicos e privados), síndicos, projetistas e usuários.  “O crescente aumento de vendas de carros elétricos e a consequente necessidade de infraestrutura de abastecimento motivou não só o Confea, mas também o Crea-SP, a entrar nessa discussão, trazendo outros atores da área, como montadoras, associações, sindicatos, Corpo de Bombeiros”, explicou o engenheiro civil Joni Matos Incheglu, coordenador dos trabalhos que resultaram na Nota. O documento se refere a carregadores de edificações coletivas em geral, como condomínios residenciais, edifícios comerciais e empresariais, shoppings, hospitais e clínicas, indústrias e parques fabris, hotéis, aeroportos, rodoviárias, terminais de transporte, instituições públicas e de ensino.  A Nota tem caráter temporário e orientativo e aguarda ser complementada por normas de outros estabelecimentos como ABNT e Inmetro. “A expectativa é que outros órgãos criem normas logo. A gente está na expectativa aqui em São Paulo de sair a Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros”, pontuou Incheglu. Os integrantes do grupo elaborador da Nota não ignoram — e deixaram registrado no documento — que a transição para a mobilidade elétrica é relevante para a redução de emissões de gases do efeito estufa, e que essa mudança cultural está alinhada a pelo menos cinco dos Objetivos do Desenvolvimento da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. Ao mesmo tempo, defendem uma infraestrutura de recarga segura e tecnicamente adequada. Confira a Nota Técnica na íntegra Com informações da Comunicação do Confea

Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira

O Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira é celebrado em 17 de outubro, data oficializada pelo Decreto nº 6.813/2009. A escolha remete ao voo inaugural do Muniz M-7, em 1935, considerado o primeiro avião fabricado em série no Brasil, um marco para a consolidação da produção aeronáutica nacional. A partir desse feito, o país deu início a um caminho de desenvolvimento tecnológico que se fortaleceria nas décadas seguintes. O Muniz M-7 foi projetado pelo tenente-coronel Antônio Guedes Muniz, um dos principais idealizadores da aviação no país, e construído pela Companhia Nacional de Navegação Aérea, no Rio de Janeiro. Seu primeiro voo, em 17 de outubro de 1935, simbolizou a capacidade brasileira de desenvolver aeronaves próprias e abriu caminho para a constituição de uma indústria aeronáutica nacional. O feito foi reconhecido como um divisor de águas para a Engenharia Aeronáutica, ao demonstrar a viabilidade de produção seriada no Brasil em um período ainda inicial da aviação mundial. O avanço da aviação brasileira ganhou consistência com a criação do Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), em 1946, atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e com a fundação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em 1950, responsável pela formação de engenheiros que se tornaram referência mundial. Essa base científica e tecnológica abriu espaço para o surgimento da Embraer, em 1969, hoje uma das maiores fabricantes de jatos comerciais do planeta, além de outros polos ligados à defesa, manutenção e inovação aeroespacial. Ao longo de sua história, a Embraer consolidou-se como símbolo da Engenharia nacional, com aeronaves operando em mais de 100 países. A empresa produz desde jatos executivos e comerciais até aviões militares, como o cargueiro KC-390 Millennium, e mantém forte atuação em serviços e manutenção aeronáutica. Seus jatos da família E-Jets, reconhecidos pela eficiência e conforto, figuram entre os mais utilizados no transporte aéreo regional em todo o mundo, projetando a indústria brasileira ao cenário internacional.