Dia da Ciência e da Tecnologia

O Dia da Ciência e da Tecnologia, celebrado em 16 de outubro, reforça a relevância da pesquisa científica e da inovação tecnológica para o desenvolvimento econômico e social do país. A data também destaca a necessidade de políticas públicas consistentes e de investimentos que permitam que o conhecimento se traduza em avanços concretos para a população. Nos últimos anos, o Brasil tem registrado crescimento nos aportes para ciência, tecnologia e inovação. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal mecanismo de fomento do setor, contou com R$9,96 bilhões em 2023, R$12,72 bilhões em 2024 e tem R$14,6 bilhões previstos para 2025. Também se destaca o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê R$23 bilhões de investimento até 2028 (cerca de US$4 bilhões), incluindo a aquisição de um supercomputador de alta performance. No setor de tecnologia da informação, o Brasil movimentou US$58,6 bilhões em 2024, o que representa um crescimento de 13,9% em relação a 2023. Com esse resultado, o país ocupa o 10º lugar global em investimentos no setor e lidera na América Latina. Já em pesquisa regional, o programa “Mais Ciência na Amazônia” destinará R$3,4 bilhões entre 2024 e 2026 para infraestrutura, conectividade e atração de pesquisadores. Na saúde, o Ministério da Saúde ampliou em 2025 os recursos para pesquisa, destinando R$561 milhões, mais que o dobro do total aplicado em 2024, com foco em saúde da mulher, oncologia, doenças raras e negligenciadas. Também cresce a presença das chamadas startups deeptech, voltadas à aplicação de conhecimento científico no mercado: hoje, o Brasil possui cerca de 875 empresas desse tipo, com investimentos de R$1,5 bilhão em 2024, embora apenas 30% já tenham alcançado a fase de comercialização. Instituições de pesquisa seguem com protagonismo na produção científica. De acordo com o Nature Index 2024, a USP, a Unicamp, o MCTI e a UFRJ estão entre os principais centros de destaque do país. Outro exemplo é a Embrapa, que reúne mais de 9.700 colaboradores, sendo 2.444 pesquisadores, com atuação decisiva na inovação agropecuária e na sustentabilidade. Profissionais da Engenharia, da Agronomia, da Geologia, da Meteorologia e de outras áreas vinculadas ao Sistema Confea/Crea estão diretamente envolvidos nesse cenário, transformando avanços científicos em soluções práticas que impactam a vida cotidiana. Ao destacar a data, o Crea-RJ reforça o papel fundamental da ciência e da tecnologia como motores do desenvolvimento e a importância de garantir que esses avanços estejam sempre a serviço da sociedade.

Dia do(a) Engenheiro(a) de Alimentos

Em 16 de outubro, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Alimentos, profissionais que atuam na melhoria de processos e fluxos produtivos para incremento da qualidade e produtividade e para redução dos custos industriais.  Também são responsáveis por determinar os padrões de qualidade para os processos (desde a matéria-prima até o transporte do produto final), planejamento e implantação de estruturas para análise e monitoramento destes processos, e treinamento de pessoal para prática da qualidade como rotina operacional. Além disso, atuam na redução de desperdícios, reutilização de subprodutos e aproveitamento de recursos naturais disponíveis. A profissão de Engenharia de Alimentos foi regulamentada pela Lei n° 5.194/66 e pela Resolução 218/1973 do Confea e a formação no curso superior tem duração de cinco anos.  Mercado de Trabalho O mercado de trabalho para engenheiros e engenheiras de alimentos é amplo, com destaque para as indústrias alimentícias, que absorvem a maior parte desses profissionais em áreas como produção, controle de qualidade, automação e pesquisa e desenvolvimento. Além disso, há espaço significativo em órgãos públicos, com atuação em fiscalização, inspeção sanitária e regulação de padrões, assim como na prestação de consultorias especializadas para empresas que buscam melhorar seus processos produtivos. Outra frente importante de atuação envolve a inovação e a sustentabilidade: os engenheiros de alimentos trabalham na criação de novos produtos, tecnologias e embalagens, além do desenvolvimento de soluções para redução de desperdícios, reaproveitamento de subprodutos e tratamento adequado de resíduos industriais. Também há oportunidades nos setores comerciais e de marketing ligados a insumos, equipamentos e aditivos, bem como na carreira acadêmica, com atividades de pesquisa e docência. Salários e empregabilidade No que diz respeito à remuneração, a faixa salarial varia conforme experiência, porte da empresa e região do país. Profissionais em início de carreira recebem, em média, entre R$ 3.000 e R$ 5.000 mensais, enquanto engenheiros de alimentos em nível pleno costumam ganhar de R$ 5.000 a R$ 8.000. Já cargos sêniores e de gestão podem ultrapassar os R$ 12.000, chegando a R$ 20.000 em grandes indústrias ou multinacionais. Pesquisas como as do portal Salário apontam médias nacionais de R$ 5.536 (júnior), R$ 7.424 (pleno) e R$ 9.601 (sênior), mostrando boas perspectivas de evolução na carreira. Quanto à empregabilidade, trata-se de uma profissão em ascensão, impulsionada pela relevância do setor alimentício na economia brasileira, responsável por quase 10% do PIB industrial e mais de 1,6 milhão de empregos. A demanda por engenheiros de alimentos cresce com a modernização das indústrias, a busca por inovação, a necessidade de atender normas sanitárias cada vez mais rigorosas e a expansão de mercados como alimentos funcionais, embalagens inteligentes e soluções sustentáveis. Regiões industrializadas, como o Sudeste e o Sul, concentram mais oportunidades, mas há espaço em todo o país, inclusive em startups e no setor público.