Confea lança índice nacional de infraestrutura

Os gestores públicos brasileiros poderão planejar com segurança o destino do orçamento público e ter a informação do retorno desses investimentos, a partir do acesso a dados concretos sobre infraestrutura no país. Criado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) , o Infra-BR reunirá taxas que focarão energia, mobilidade, água e saneamento, social, ambiental e sustentabilidade e governo e eficiência. O Infra-BR foi lançado na noite desta segunda-feira (6/10) durante a abertura da 80ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia – Soea, em Vitória/Serra, ES. Durante o lançamento, o presidente do Confea, Vinicius Marchese, explicou sobre a parceria feita com o IPS-Brasil para o desenvolvimento do índice. “O IPS oferece uma metodologia sólida, também realizamos uma série de pesquisas capazes de orientar as decisões”, contou. Outro projeto utilizado como base para o desenvolvimento do Infra-BR foi um da American Society of Civil Engineering (Asce). “Poderemos disponibilizar aos governadores dados precisos que sirvam de subsídio para políticas públicas e ações práticas de desenvolvimento. A infraestrutura é um desafio, mas o maior desafio é identificar onde aplicar os recursos — em qual estado, em qual segmento”. “A infraestrutura é historicamente o motor do desenvolvimento – foi assim nos Estados Unidos, na Europa, agora mais recentemente na Ásia. No Brasil, é preocupante: investimos 1,8% do PIB em infraestrutura, quando deveríamos investir 6,5% (o equivalente a R$ 650 bi)”, a análise é de Ricardo Chaves Lima, professor e pesquisador na Universidade Federal de Pernambuco, especialista em economia agrícola. Segundo ele, hoje é impossível o Brasil crescer mais do que 2,5% ao ano com a infraestrutura que tem. “Mas você só vai conseguir saber quais investimentos deverão ser prioritários se você tiver índices. A partir do Infra-BR, o gestor público saberá onde alocar os recursos, e qual investimento trará que tipo de retorno. Vai ser uma grande contribuição do Confea para a sociedade brasileira. Esses R$ 650 bi não vão ser jogados de qualquer jeito, serão retornados para a sociedade da melhor maneira possível”. Com informações da Comunicação do Confea
Philip Yang na SOEA: modelos de desenvolvimento devem se amparar nos problemas reais

O engenheiro e diplomata de ascendência chinesa Philip Yang fez a palestra de abertura da 80a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Vitória (ES), na noite de segunda-feira, dia 6. O tema “O lugar do Brasil no mundo: a demanda de infraestuturação do país ante o deslocamento do poder para a Ásia” atraiu a atenção do público, no fechamento do primeiro dia do evento que ocorre até amanhã no Pavilhão de Carapina, em Vitória (ES). Mestre em Administração Pública pela Harvard Kennedy Scholl, o criador do Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole – URBEM saudou o fato de haver desejado ser engenheiro e a qualidade da programação do evento. Ao início da sua apresentação, ele considerou que o URBEM parte do pressuposto de que os projetos urbanos e de infraestrutura “são bons na medida em que eles são fundamentados no equilíbrio entre forças de governo, forças de mercado e forças da sociedade civil”. As escolhas dos modelos de desenvolvimento do Brasil, em torno de projetos chamados por ele como “de construção ou consolidação nacional”, devem ser feitas com base nos problemas reais que a gente enfrenta enquanto sociedade, considerou. “Tomo como pressuposto que o Brasil como nação é uma obra inacabada. A gente tem que usar a infraestrutura como ferramenta para a conclusão dessa obra. A sua inconclusão apresenta riscos ao Estado, à soberania, à democracia e ao desenvolvimento econômico e social”, afirmou ao final da sua apresentação, em que valorizou “parâmetros de escolha de desenvolvimento para o país”. Em seguida, ele apresentou projetos de construção nacional, como Itaipu. “Um símbolo de engenharia e de construção soberana, bilateral”. O PIX, o Sistema Interligado Nacional (SIN), o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Minha Casa, Minha Vida foram outros projetos desse nível apontados pelo estudioso. “Já o SIVAM, concebido nos anos 1990, como uma infraestrutura integrada de vigilância da Amazônia Legal, na ordem de 1.4 bilhão de dólares, com grande financiamento internacional, foi envolvido em um escândalo. O resultado disso foi uma implementação incompleta. E não tem nada mais urgente do que a retomada do controle soberano da Amazônia”, lamentou Yang. Enviado especial da COP 30 para assuntos urbanos, ele apontou que “não existe política global climática sem envolvimento das autoridades e das sociedades locais”. Assim, a política urbana também passa por esse equilíbrio. “O pressuposto de pegar o lugar do Brasil no mundo depende de bons projetos de infraestrutura, como apontou o presidente Vinicius. E todo projeto de infraestrutura depende de interações, de políticas industriais e de uma política externa, em muitos casos”. Philip Yang afirmou que as demandas do Brasil são caracterizadas pelos projetos autofinanciáveis, capazes de remunerar integralmente o capital investido, como as concessões de rodovias, aeroportos e as linhas de transmissão de energia; e também por projetos com retornos mistos, que combinam as receitas de tarifas, receitas acessórias e, eventualmente, as contrapartidas oferecidas sob a forma de subsídios governamentais. “Os projetos que apresentam retorno estratégico de longo prazo, são os projetos de consolidação nacional, e que não são realizados no Brasil, praticamente. Precisamos deles para encontrar um desenvolvimento rigoroso e mais sustentável”. Referência internacional em Planejamento Urbano, Relações Internacionais e Infraestrutura, Yang considerou que não existe hoje projeto de infraestrutura que não se torne obsoleto “se ele não tiver Inteligência Artificial embarcada desde a sua concepção”. Considerando que os maiores polos de desenvolvimento da área estão nos Estados Unidos e na China, ele afirmou que o Brasil “é um grande difusor, mas não gerador primário dessas novas ferramentas de tecnologias e de IA, o que pode ser decisivo para o futuro do país”. Parâmetros de escolha Ao afirmar que a capacidade industrial chinesa em relação à Europa e aos Estados Unidos mostra uma “ascensão vertiginosa”, inclusive em relação ao consumo, Yang considerou que isso está relacionado ao ingresso da China na Organização Mundial do Comércio, o deslocamento das cadeias produtivas do país asiático e ainda a desindustrialização norte-americana. “A China se tornou a maior potência industrial em meados dos anos 2000 e desde então essa diferença se ampliou em escala física, sofisticação e agregação de valor industrial”. O volume de investimentos dos Estados Unidos e da China no Brasil também foi abordado pelo pesquisador. “A presença americana é muito superior à da China”, disse. “Mas nos últimos 10 anos o aumento real de investimento chinês atingiu uma taxa de 324%, enquanto a curva de crescimento americana é basicamente estável”. A natureza do investimento americano é basicamente orientada ao mercado interno brasileiro, em varejo, serviços, telecomunicações e agronegócio industrial. “O investimento chinês é em infraestrutura física e energética, petróleo e mineração. Nitidamente, a China investe muito mais em infraestrutura do que os Estados Unidos”, disse, destacando também os investimentos em economia verde feitos pelo gigante asiático. “O compromisso chinês com a transição energética é muito mais forte”. Outra referência (ou parâmetro de escolha) apresentada por Philip Yang se refere à prioridade do que os dois países vêm adotando em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial. “Os Estados Unidos têm dado máxima prioridade ao desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Ela presume que seja a capacidade de superar a inteligência da humanidade. A China tem uma perspectiva diferente. Ela está razoavelmente satisfeita com o nível de desenvolvimento que a IA atingiu agora e está se voltando para um uso mais universal, cotidiano, em bens de consumo e em projetos de infraestrutura”. Com informações da Comunicação do Confea
Começa a 80ª SOEA, em Vitória, com participação expressiva da Mútua

A 80ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (SOEA), que acontece no Pavilhão de Carapina, em Vitória (ES), de hoje (06/10) até a próxima quinta-feira (9/10), promete ser um marco para o Sistema Confea/Crea e Mútua, com forte participação da Mútua, parceira estratégica do Confea e do Crea-ES. Com a presença de mais de 6 mil pessoas, o palco principal do evento recebeu a solenidade de abertura oficial, na noite desta terça-feira. Milhares de profissionais, lideranças do Sistema, autoridades, estudantes e convidados assistiram atentos aos discursos de boas-vindas dos representantes das instituições do Sistema Confea/Crea e Mútua, dos fóruns consultivos e de órgãos do governo capixaba. Para o presidente da Mútua, eng. civ. Joel Krüger, a SOEA é um momento para mostrar a força e a grandiosidade do Sistema. “A Mútua sempre está onde o Confea e os Creas estão. Agora estamos com esse belíssimo evento, que reúne mais de 6 mil semanistas, para que possamos discutir e debater os temas da engenharia, da agronomia e das geociências. Trabalhamos muito para estar presente, juntos com vocês, e a Mútua investiu bastante nos CEPs, nesta SOEA e no CNP, que acontecerá após a Semana Oficial. Esse é o grande objetivo da Mútua: empregabilidade, atuar na capacitação profissional e contribuir para a geração de empregos. Temos que nos preocupar com os futuros profissionais e com aqueles que estão desempregados. Nesse sentido, nossa Caixa de Assistência está desenvolvendo um grande programa de empregabilidade junto ao Pnud para trazer dignidade a esses profissionais e valorizar nossas profissões. É isso que esperamos nos debates desta Semana Oficial de Engenharia e Agronomia e no nosso Congresso Nacional de Profissionais.” Na plateia, os diretores executivos que compõem a Diretoria Nacional da Caixa de Assistência junto a Krüger — eng. eletric. Evânio Nicoleit (diretor de Benefícios); eng. civ. Edson Kuwahara (diretor Financeiro); eng. ftla. Carlos Xavier (diretor Administrativo); e eng. civ. Emanuel Mota (diretor de Tecnologia) — também reforçam a presença da instituição na Semana Oficial, assim como os 81 diretores regionais das 27 caixas do país. O anfitrião e presidente do Crea-ES, eng. agr. Jorge Silva, demonstrou grande entusiasmo em seu discurso e agradeceu a todos que, de alguma forma, contribuíram para a organização do evento. “Um agradecimento especial ao presidente do Confea, Vinicius Marchese, e ao governador do estado, Renato Casagrande, que nos apoiaram desde o primeiro momento. Também à vice-prefeita do município da Serra, Delegada Gracimeri, que representou o prefeito Weverson Meireles e esteve conosco nos preparativos para a realização deste evento”, destacou. Jorge ressaltou ainda as novidades desta edição, como a 1ª Corrida da SOEA e a 1ª Feira da Engenharia, ambas realizadas em conjunto com a SOEA. “Essas iniciativas também contaram com o apoio da Mútua, por isso agradeço ao presidente Joel Krüger”, acrescentou. O governador do estado do Espírito Santo e engenheiro florestal Renato Casagrande, que também preside o consórcio Governadores pelo Clima, marcou presença na solenidade: “Olhem a potência do nosso agronegócio, olhem a necessidade de investimento em inovação. Como faremos isso sem um Conselho de Engenharia e Agronomia?” A vice-prefeita do município da Serra (ES), Gracimeri Gaviorno, por sua vez, falou sobre a importância e a satisfação em sediar um evento da dimensão da SOEA: “Como o evento está bonito! Vocês estão no maior município do Espírito Santo, com quase 600 mil habitantes, uma economia pujante, a locomotiva do estado. Espero que façam muitas conexões nesses dias de evento. Aproveitem para conhecer o nosso estado”, convidou Gracimeri. Durante a cerimônia de abertura, o presidente do Confea, eng. telecom. Vinicius Marchese, saudou os participantes e destacou o prestígio de reunir, em um mesmo espaço, tantos profissionais comprometidos com a Engenharia, a Agronomia e as Geociências: “O Sistema precisa se transformar em uma ferramenta de gestão pública. O papel do Confea é simplificar o trabalho dos profissionais”, afirmou Marchese. A programação técnica da 80ª SOEA começa amanhã, com grande participação da Mútua. Confira tudo o que a Caixa de Assistência dos Profissionais dos Creas preparou para tornar o evento ainda mais especial e acolhedor para mutualistas e profissionais durante os próximos três dias de programação. O estande mais procurado do evento A Mútua dispõe de um espaço amplo e dinâmico para atender mutualistas e profissionais nas mais diversas áreas: anuidades, negociações, benefícios, planos de saúde, seguros, TecnoPrev, novas inscrições e muito mais. Para garantir conforto e evitar longas filas, a Mútua disponibiliza um atendimento digital prévio, agilizando o acesso ao estande. Além disso, mutualistas em situação regular recebem um kit exclusivo com materiais de divulgação e têm a chance de participar de sorteios com prêmios oferecidos por parceiros, um motivo a mais para visitar o estande e ficar por dentro de tudo que a Mútua oferece. Fica a dica: atualize seu cadastro na Mútua antecipadamente e confira se está em dia com suas anuidades e benefícios para garantir sua participação em todas as atividades da Mútua na 80ª SOEA. Segurança e proteção em primeiro lugar Pensando no bem-estar dos participantes, a Mútua providenciou um seguro coletivo de pessoas para todos os inscritos previamente na Semana Oficial — até 72 horas antes do início do evento. Essa cobertura oferece proteção em caso de morte ou invalidez por acidente, além de despesas médico-hospitalares e odontológicas. Além disso, os associados adimplentes com a contribuição anual da Caixa de Assistência contam com seguro-viagem especial durante o evento. Com ele, é possível acessar coberturas que incluem seguro bagagem, despesas com medicamentos, traslados e até assistência legal em viagens, garantindo tranquilidade completa para os participantes. Investimentos e sustentabilidade que fazem a diferença A Mútua é patrocinadora oficial da 80ª SOEA, com um aporte de cerca de R$ 2 milhões, além de investir mais R$ 500 mil em outras contratações essenciais para o sucesso da programação. Todo esse apoio está alinhado à agenda global dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com destaque para o ODS 05: Igualdade de Gênero. Seguindo essa linha, a Mútua levou novamente para a SOEA a empresa Conta Comigo, que atua