CREA-RJ celebra o Dia do Engenheiro Florestal e lança norma para fiscalização da arborização urbana
O CREA-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Engenharia Florestal, e com apoio da Associação Profissional de Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro (Apeferj) realizou, no dia 10 de julho, na sede do Conselho, no Centro do Rio, evento comemorativo do Dia do Engenheiro Florestal e de lançamento oficial da norma para fiscalização da arborização urbana. A mesa de abertura foi composta pelos engenheiros florestais Luis Mauro Sampaio Magalhães, coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Florestal (CEEF); Márcia Garrido, coordenadora adjunta da CEEF; e Denise Baptista Alves, diretora das regionais do CREA-RJ e membro da CEEF. Luis Mauro, coordenador da CEEF, abriu o evento afirmando que a Engenharia Florestal ainda é uma área muito nova, tem apenas 60 anos, mas, apesar disso, a contribuição dela é enorme para a sociedade. “Temos uma contribuição forte em projetos governamentais, em projetos privados, alguns com prêmios internacionais, e muitos outros projetos, e muitas outras atividades com enormes contribuições que a Engenharia Florestal tem dado, como é a área de arborização urbana. O Rio de Janeiro, por ser uma cidade bem antiga, ter sido capital da República, é o berço do conservacionismo e isso tem se espalhado Brasil afora. A Engenharia Florestal no estado do Rio de Janeiro tem sido fundamental, no mínimo, para dar um referencial técnico de Engenharia para outros estados. Se ela hoje ainda não ocupa todos os postos e todos os espaços que ela deveria ocupar, pelo menos ela cada vez mais passa a ser uma referência”, afirmou Mauro. O coordenador da CEEF apresentou um resumo dos trabalhos da câmara ao longo deste ano, como a aprovação da inclusão da Engenharia Florestal em códigos ambientais que envolvem impacto ambiental; a criação do novo código de resíduos sólidos florestais; e aprovação na plenária do CREA-RJ da manutenção do código de manejo florestal apenas para engenheiros florestais; e destacou a elaboração e aprovação da norma de fiscalização para arborização urbana. “Esta é uma atividade que tem sido muito questionada em todas as grandes cidades do Brasil. Nós temos um déficit enorme de atuação técnica nas cidades, que tem levado a desastres, como aconteceu em São Paulo. E esta norma vem num momento tão importante para a gente voltar a ter como referencial os florestais, os técnicos e o pessoal especializado para trabalhar na arborização urbana”. Em sua fala na mesa de abertura, a diretora do CREA-RJ e membro da CEEF, engenheira florestal Denise Baptista Alves ressaltou a necessidade de união da classe. “O nosso trabalho é muito árduo, nós somos poucos aqui. Mais do que nunca precisamos de união, trazer representantes, entender o momento de renovação porque nós não vamos ficar aqui para sempre, é importante que os jovens florestais venham pelo menos nas suplências das entidades para começarem a aprender”. A coordenadora adjunta da CEEF, engenheira florestal Márcia Garrido, apresentou a norma para fiscalização da arborização urbana. “O CREA-RJ é um órgão de fiscalização e o instrumento que o setor de fiscalização usa é a norma. Sem norma não tem fiscalização. Daí a grande importância da elaboração e da publicação da norma para fiscalização da arborização urbana. O objetivo é orientar o setor de fiscalização para que tenhamos profissionais habilitados executando os serviços pertinentes. A fiscalização não vai observar se a poda está bem feita ou mal feita. Não é esse o objetivo. O objetivo é ver se tem o engenheiro responsável por aquela ação. E o fundamento jurídico é a resolução do Confea 218, que diz que só pode trabalhar naquele serviço quem estudou sobre aquele assunto”, explicou Márcia Garrido. O segundo passo para a implementação da norma é a capacitação dos agentes de fiscalização. Eles vão dar um retorno se a norma está atendendo o que eles precisam para trabalhar. Após esta análise, a norma pode ser readequada, a seguir passa por aprovação e revisão. “Parece simples, mas foi mais de um ano para publicar esta norma. A próxima norma será voltada às serrarias. Deixando claro que o objetivo final é abrir mercado de trabalho para a nossa classe. Estamos trilhando um caminho inicial, mas pretendemos que seja mais abrangente”, completou Márcia. Após a apresentação, o debate foi aberto ao público presente. Vice-presidente da Apeferj, o engenheiro florestal Cláudio Santana falou sobre a importância da atividade de arborização urbana para os profissionais. “A arborização no Rio de Janeiro é muito importante e gera muito emprego, capta muitos profissionais. A gente precisa fortalecer isso e expandir esta atividade para outras cidades. Precisamos tentar melhorar este quadro, colocar mais engenheiros florestais no Sistema, e gerar mais empregos porque é o que a gente precisa hoje para a categoria e para o país”. Luis Mauro finalizou o evento fazendo uma declaração de amor à profissão. “A Engenharia Florestal é uma profissão lindíssima e a gente tem que continuar abraçando, valorizando, tornando ela cada vez mais consistente, e principalmente divulgando para a sociedade o que é a Engenharia Florestal, uma engenharia que trabalha com seres vivos e é fantástica”, disse e depois convidou todos os presentes para uma foto final. Assista ao evento na íntegra em nosso canal WebTV CREA-RJ no YouTube: www.youtube.com/live/bhXvPvmZW1c
CREA-RJ realiza em Maricá o último Encontro Microrregional no interior do estado

No dia 17 de julho, foi realizado, na cidade de Maricá, o 8º Encontro Microrregional. O evento aconteceu no Banco Mumbuca, marcando o último encontro promovido pelo CREA-RJ no interior do estado. A próxima reunião visando ao 12º Congresso Estadual de Profissionais – CEP será realizada no Rio de Janeiro, na sede do Conselho. Localizada no Leste Metropolitano do estado, Maricá é um município em franca expansão econômica. A cidade tem diversificado suas vocações com a chegada de investimentos ligados à cadeia do petróleo e gás, devido à sua proximidade da Bacia de Santos. Durante os anos, ela foi se consolidando como um pólo promissor em infraestrutura, mobilidade urbana e turismo sustentável, possuindo projetos como a tarifa zero nos ônibus municipais e o passaporte universitário, que oferece bolsas de estudos aos estudantes universitários. Dos 13 delegados eleitos para representarem o CREA-RJ no 12º Congresso Estadual de Profissionais – CEP, sete são com mandato e seis sem mandato. Além disso, foram apresentadas 16 propostas no total durante todo o encontro. Composição da mesa A mesa de abertura do evento foi composta pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández; o vice-presidente do CREA-RJ, engenheiro de produção Alberto Balassiano; o diretor-geral da MÚTUA-RJ – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA, engenheiro civil Jamerson Freitas; o coordenador do curso de Engenharia Civil da Universidade de Vassouras, engenheiro civil Gustavo José; e o inspetor do CREA-RJ em Maricá, engenheiro sanitarista, ambiental e de segurança do trabalho Francisco Argolo. Depoimentos Presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández “Hoje já é o 8º Encontro Microrregional sendo realizado, após percorremos o estado do Rio de Janeiro buscando escutar as mais diversas realidades e demandas dos profissionais dos setores das Engenharias, Agronomia e Geociências. A ideia de promover esses encontros está atrelada à descentralização do olhar para a região metropolitana, onde se concentra cerca de 70% da população do estado.” Vice-presidente do CREA-RJ, engenheiro de produção Alberto Balassiano “Maricá é uma cidade que tem se desenvolvido muito nesses últimos anos, principalmente por meio das atividades de petróleo e gás na região, o que é um avanço importante para a área de Engenharia. Além disso, a prefeitura vem trabalhando em projetos sociais, como por exemplo no transporte público, onde os ônibus possuem tarifas gratuitas.” Diretor-geral da MÚTUA-RJ, engenheiro civil Jamerson Freitas “Gostaria de dar os parabéns para a cidade de Maricá, que hoje já se consolidou como pulsante na economia do estado, desenvolvendo cada vez os seus setores por meio de grandes projetos.” Coordenador do curso de Engenharia Civil da Universidade de Vassouras, engenheiro civil Gustavo José “Como coordenador de curso, minha maior preocupação é a formação de pessoas. Se hoje a gente consegue se reunir neste ambiente para ter uma discussão técnica relevante, é porque todos aqui passaram pela vida acadêmica. A minha responsabilidade é formar profissionais com uma matriz curricular e inserção no mercado de uma maneira moderna.” Coordenadora e professora do curso de Engenharia Civil da Univassouras em Saquarema, engenheira sanitarista Queren Cabral “Este encontro foi muito importante na tentativa de aproximar a Univassouras do CREA-RJ. Nosso compromisso é trabalhar para a formação desses profissionais, e é fundamental que a gente tenha um Conselho que vai recebê-los no mercado.” Inspetor do CREA-RJ em Maricá, engenheiro sanitarista, ambiental e de segurança do trabalho Francisco Argolo “A presidência e o Sistema precisam que os inspetores conheçam empresas e setores públicos, realizando um trabalho de aproximação do CREA-RJ a esses locais.” Conselheiro do CREA-RJ, geógrafo Vagner Fia “Existem vários assuntos que o Sistema CONFEA/CREA precisa estar debatendo e refletindo. Na questão urbana, por exemplo, a gente tem aqui na região um mega projeto na área da Restinga, relacionado ao Resort da IDB, que no momento se encontra parado na Justiça.” Professor da UFRRJ, engenheiro agrônomo João Araújo “Estou aqui para trazer uma contribuição de políticas públicas que a gente acredita, onde desenvolvemos projetos de pesquisa e de inovação inovação para a sustentabilidade das cidades.”
Brasil reivindica ilha submersa no Atlântico do tamanho da Espanha

O Brasil pleiteia junto à ONU a soberania sobre a Elevação do Rio Grande, uma formação submersa no Atlântico Sul com cerca de 500 mil km² — área comparável à da Espanha — situada a 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul. Submersa a cerca de 5 mil metros de profundidade, a estrutura é considerada uma antiga ilha vulcânica tropical, com solo semelhante ao do interior paulista. Pesquisas da USP confirmam a presença de rochas vulcânicas, argila vermelha e uma elevada concentração de “terras raras” — minerais estratégicos para a transição energética global. Apesar de possuir a segunda maior reserva mundial desses elementos, o Brasil ainda não domina a cadeia completa de beneficiamento, exportando boa parte como matéria-prima bruta. A reivindicação está amparada na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que permite a ampliação da plataforma continental se houver comprovação de continuidade geológica. A área em questão integra a chamada Margem Oriental-Meridional, uma das três zonas em águas internacionais requeridas pelo Brasil fora da sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE). A Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU analisa desde fevereiro de 2025 o pedido brasileiro. Um parecer técnico emitido em março reconheceu a metodologia usada pelo país, mas ainda não há prazo para decisão final. Expedições realizadas desde 2018, com apoio de veículos submarinos não tripulados, revelaram cânions, formações geológicas e indícios da existência de florestas e recifes em um ambiente outrora tropical. A pesquisa segue ativa, com envolvimento de universidades como USP, Mackenzie, UERJ, UNB, Unisinos e Ufes, que investigam aspectos geológicos, biológicos, ambientais e legais da região. Fonte: G1