Dia de Proteção às Florestas

No dia 17 de julho, é celebrado o Dia de Proteção às Florestas, data que destaca a importância da preservação das matas para a manutenção da vida e equilíbrio dos ecossistemas. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), a definição de floresta é “área medindo mais de 0,5 ha com árvores maiores que 5m de altura e cobertura de copa superior a 10%; ou com árvores capazes de alcançar estes parâmetros in situ. Não estão incluídas as áreas predominantemente sob uso agrícola ou urbano”.   As florestas são capazes de mitigar a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos como ondas de calor, secas, enchentes e ciclones tropicais, sendo essenciais no papel de sustentar a subsistência até o fornecimento de água, segurança alimentar e a regulação dos padrões pluviométricos globais. Elas também fornecem abrigo, empregos e segurança para as populações que dependem dela. O Brasil possui cerca de 496 milhões de hectares de florestas, o que representa cerca de 58,3% do seu território. Isso consolida o país como o segundo com maior área florestal do mundo, atrás apenas da Rússia, de acordo com o levantamento feito pelo Serviço Florestal Brasileiro. Logo, isso traz destaque ao setor florestal brasileiro, tornando-o estratégico para a economia do país e para as agendas internacionais de conservação ambiental e combate aos efeitos adversos das mudanças climáticas.  O desmatamento é outro importante fator que contribui com o aquecimento global, já que as florestas são responsáveis por reduzir o CO2 presente na atmosfera. O Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais contabilizou entre janeiro e agosto de 2024, um aumento de 78% de queimadas no Brasil, em relação ao mesmo período de 2023. Esse contexto leva à degradação de terras e florestas, o que libera ainda mais dióxido de carbono. (Aterros para lixo, produção de energia, indústria, transporte, edificações, agricultura e uso da terra estão entre outros dos principais emissores de metano. Outra consequência do desmatamento é o desenvolvimento de áreas secas de forma mais intensa ao longo dos anos. Em 2024, as secas afetaram todos os continentes, com impactos significativos nos recursos hídricos, na agricultura, ecossistemas e comunidades vulneráveis. A agricultura é o primeiro setor a ser atingido durante as secas, principalmente os pequenos agricultores. A capacidade de retenção de água da atmosfera e as circulações oceânicas e aéreas que impulsionam os sistemas de chuva estão mudando à medida que o clima aquece. Isto significa que os riscos de secas e inundações aumentam em diferentes tempos e lugares. A elevação das temperaturas piora as secas, aumentando a perda de água nos solos através da evaporação e transpiração das plantas.   A Amazônia é o maior bioma brasileiro, com  aproximadamente 5 milhões de km², se estende ao longo de nove países da América do Sul. No Brasil, 60% da área desse bioma abriga 38 milhões de habitantes, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. De toda a água da Terra, cerca de 97% é salgada, dos 3% restantes, parte está congelada e cerca de 1% é água doce em estado líquido. A maior bacia hidrográfica do mundo é a Amazônica, que detém 20% da água doce do mundo e aproximadamente 80% das águias superficiais do Brasil. As áreas da tecnologia e ciência que atuam dentro do ramo florestal, como a Engenharia Florestal e a Meteorologia, são fundamentais para a gestão dos sistemas florestais, a redução dos impactos causados pelo clima e pela atividade industrial, o uso sustentável dos recursos naturais, previsão e monitoramento do clima  e outros.