Dia Nacional da Ciência e do(a) Pesquisador(a)

No dia 8 de julho, é celebrado o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador. Esta data tem como objetivo destacar a importância da produção científica no país e divulgar suas práticas e estudos para toda sociedade, inclusive despertar o interesse dos jovens pelas ciências. Também é uma homenagem à criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948.  A SBPC é uma organização voltada para o conhecimento científico, tecnológico, educacional e cultural do Brasil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, sediada em São Paulo. Ela exerce um papel significativo na expansão e aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, assim como na difusão e popularização da ciência, e representa 161 sociedades científicas afiliadas e sócios ativos, entre pesquisadores, docentes, estudantes e cidadãos no geral.  A entidade também contribui para o debate permanente das questões relacionadas à área por meio de diversas publicações, como o Jornal da Ciência, a revista Ciência e Cultura, o portal na internet, e a edição de livros sobre temas diversos relacionados à ciência brasileira.  Desde janeiro de 2023, foram contratados mais de R$26,3 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para fortalecer a ciência brasileira. A verba supera os valores contratados entre 2020 e 2022, quando, juntando os três anos, os recursos não chegaram a R$10,5 bilhões. Os programas que recebem esse investimento vão desde o combate à fome, transição energética, transformação digital ao Pró-Amazônia (iniciativas locais e gerar conhecimento sobre a sociobiodiversidade amazônica) e a recuperação de acervos científicos.  E apesar de maiores oportunidades e acesso à educação, as mulheres ainda representam um número menor na ciência: a porcentagem média global de pesquisadoras é de 33,3%, e apenas 35% de todos os estudantes das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) são mulheres, segundo a Unesco. Os números demonstram como ainda persistem barreiras e baixa representatividade para as mulheres e meninas, sobretudo em áreas consideradas predominantemente masculinas. Assim, o edital Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação, que vai investir R$100 milhões ao longo de três anos em 126 projetos aprovados para incentivar a permanência e a ascensão de meninas e mulheres em carreiras dessas áreas. A previsão é de que sejam concedidas entre 4.500 e 5.400 bolsas a meninas e mulheres da educação básica ao doutorado. Contribuições realizadas por cientistas brasileiros:  Fontes: Academia Brasileira de Ciências (ABC); Agência Gov; ONU; Fapesp; SBPC; Unesco.