Encontros Microrregionais mobilizam os profissionais do interior do estado do Rio de Janeiro

Os municípios de Itaperuna, Campos dos Goytacazes e Macaé acenderam o entusiasmo dos profissionais do CREA-RJ durante os Encontros Microrregionais preparatórios para o 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), que aconteceram, respectivamente, nos dias 23, 24 e 25 de junho. Somando as três cidades, se inscreveram 112 profissionais; foram apresentadas 27 propostas e foram eleitos 45 delegados. Estes eventos reuniram profissionais, estudantes, autoridades locais, representantes de entidades de classe e instituições de ensino para debater o tema central “Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das cidades”, alinhado aos eixos temáticos: Acessibilidade e Mobilidade Urbana; Saneamento Básico; Engenharia Pública; Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético para os municípios. Balanço O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, faz um balanço dos três encontros. “Foram dezenas de profissionais em cada uma dessas cidades que discutiram temas relevantes do nosso setor, apresentando propostas, moções, críticas, sugestões e elogios. Então, foi muito rico o debate. Aproveito para mandar um recado. Você, profissional, que seja da nossa classe, da Baixada Fluminense, da Região Serrana, da nossa capital, do Leste, da Baía de Guanabara e do Metropolitano. Não deixe de participar dos próximos encontros, podendo ser candidato a delegado, e venha participar do nosso Congresso Estadual de Profissionais, ajudando a fortalecer cada vez mais o nosso Conselho e a nossa profissão”. Quem pode participar O regimento do 12º CEP determina que profissionais com a anuidade 2025 do CREA-RJ em dia têm direito a voz e voto, podem apresentar propostas e têm direito a se candidatar a delegados(as). Estudantes das áreas abrangidas pelo CREA-RJ têm direito a voz, mas não têm direito a voto. Os três encontros atestaram o fortalecimento da participação regional e o engajamento dos profissionais do interior. O próximo encontro microrregional está marcado para dia 2 de julho, em Nova Iguaçu, na Câmara de Dirigentes Lojistas (Rua Gov. Portela 966, Centro). Próximos passos Os delegados eleitos deverão comparecer ao 12º CEP no dia 2 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio de Janeiro. Os mais votados representarão o CREA-RJ no Congresso Nacional de Profissionais. Serão debatidas, consolidadas e votadas as propostas regionais, que seguirão posteriormente ao Congresso Nacional de Profissionais (CNP), em outubro, no Espírito Santo. Esses encontros mostram que, no interior do estado, a participação dos profissionais segue firme, garantindo que o desenvolvimento urbano, técnico e sustentável seja construído de forma coletiva e representativa. Mais informações em nosso site: www.crea-rj.org.br/12cep ITAPERUNA – 2º Encontro Microrregional Em Itaperuna, o encontro aconteceu no dia 23 de junho, na Uni Redentor, e reuniu engenheiros(as) e demais profissionais do Sistema, que deliberaram sobre os desafios locais, apresentaram propostas e elegeram delegados que representarão a região no 12º CEP, garantindo que as demandas do Noroeste Fluminense cheguem à instância estadual. Números Profissionais inscritos com anuidade 2025 em dia: 37 Eleitos: 15 delegados (11 sem mandato e 4 com mandato) Propostas apresentadas: 9 Opinião dos participantes Pietro Valdo Rostagno (Diretor Financeiro da Mútua/RJ) “O Noroeste Fluminense, onde localiza-se Itaperuna, é a região mais pobre do estado do Rio de Janeiro. Nós não temos empresas, nós não temos indústrias, nós não temos praticamente nada. Nós temos uma agricultura baseada no tomate, no pepino, que são fortes. Também temos uma pecuária baseada no leite e no gado de leite, que é forte na região. Mas no restante da Engenharia nós somos muito pobres. Então, o engenheiro aqui no Noroeste Fluminense sobrevive na raça. Ele é guerreiro. Por isso a importância dele estar aqui hoje no nosso evento microrregional, para justamente melhorar ainda mais o que nós já temos de bom. Nós não temos muito, nós temos até pouco, mas queremos mais. E por isso esse evento é tão importante para nós, para termos algo a mais dentro da Engenharia do Noroeste Fluminense”. Sebastião Petrucci (Coordenador da Regional Norte do CREA-RJ) “A Coordenação Regional Norte abrange os municípios do Norte e Noroeste do estado. A importância desse evento é grande demais, porque é uma oportunidade que os profissionais têm de apresentarem as suas propostas, de mostrarem a voz e a vez de que com essas propostas, elas cheguem ao Congresso Estadual de Profissionais no Rio de Janeiro e, possivelmente, no Congresso Nacional de Profissionais. E essas propostas, sendo aprovadas, elas podem chegar a virar propostas de políticas públicas e até mesmo de resoluções do Conselho Federal”. Daniela Galdino (Presidente da APENF – Associação de Profissionais de Engenharia do Noroeste Fluminense) “Eu queria agradecer ao CREA Rio de Janeiro por estar proporcionando hoje o segundo encontro microrregional na cidade de Itaperuna. Estamos na luta há muito tempo, estamos tendo esta oportunidade e queremos apresentar nossas propostas. Ter a representatividade feminina em Itaperuna é muito importante, porque hoje conseguimos agregar muito mais mulheres no Sistema e no interior do Noroeste Fluminense”. Antonio Floriano Peixoto (Assessor da Presidência nas regiões Norte e Noroeste) “Este é um grande evento para os profissionais da Região Noroeste, onde se concentra o pessoal da área de Engenharia Civil, da Agronomia e das Geociências e tendo em vista o desenvolvimento dessa região. Aqui nós temos as indústrias básicas e um pólo grande de papel aqui, temos também atividades relacionadas à área de Mecânica, que funciona bem. Nós estamos aqui hoje com vários colegas de vários municípios prestigiando esse evento, que para nós é de grande importância, onde  estamos formulando as propostas para serem encaminhadas ao Congresso Estadual de Profissionais no Rio de Janeiro.  E estamos aqui trabalhando muito, que é uma determinação dessa gestão do presidente Miguel Fernández, para que a gente possa atender os colegas e diminuir esse vácuo entre o interior e a sede. Estamos aqui à disposição. Esse é o nosso propósito”. Mônica Alceno (Secretária de Obras do Município de Itaperuna) “É uma honra tanto como profissional quanto gestora pública participar deste evento, que vem agregar e muito no município. Nós estamos neste diálogo contínuo e constante, tanto CREA quanto gestão pública para promover aqui no município várias melhorias. Nós temos várias ideias, nós temos vários sonhos para colocar em execução aqui no nosso

GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ recebe o professor Antônio Gusmão para falar sobre o seu livro “Diretrizes e Logística Urbana para Cidades Brasileiras”

O Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do CREA-RJ realizou a quarta reunião, no dia 25 de junho, na sede do Conselho, no Centro do Rio, e contou com a participação especial do engenheiro eletricista, professor e escritor Antônio Carlos Sá de Gusmão.  Professor Associado da Universidade Federal Fluminense na Escola de Engenharia em Niterói, há 22 anos, Antônio Gusmão atua nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão, na área de Engenharia de Produção, Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente e Engenharia Agrícola e Ambiental com ênfase nos seguintes temas: Planejamento, Projeto e Controle de Sistemas de Produção, Logística e Transporte, e Engenharia e Meio Ambiente. Também é Mestre em Engenharia de Produção pela UFF e Doutor pela Coppe/UFRJ na área de Engenharia de Transporte.  O início dos trabalhos começou com a apresentação do livro “Diretrizes e Logística Urbana para Cidades Brasileiras” do Prof. Dr. Gusmão, fruto de sua tese de doutorado e finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2024 na categoria Engenharias. Ao abordar os conjuntos de princípios e práticas para otimizar o fluxo de bens e serviços dentro do ambiente urbano, assim como soluções para a movimentação de cargas e pessoas, o livro tem como objetivo fazer uma movimentação adequada da carga e da descarga nas cidades e trazer um desenvolvimento sustentável e, assim, melhorar a qualidade de vida.  “A gente fala muito no Brasil e no exterior de transporte de pessoas, transporte de passageiros, mas as cidades não vivem sem as cargas. As cargas são fundamentais para movimentar as atividades econômicas, sociais, culturais, o empreendedorismo e a própria vida, porque nós dependemos que elas cheguem nos supermercados para que a gente possa comprar os alimentos de forma apropriada”, afirmou Gusmão.  Além disso, também foram abordadas as propostas de diretrizes para planejamento e regulação da mobilidade de cargas; integração com o Plano Diretor Urbano para estabelecer o equilíbrio no sistema de transporte; padronização e incentivo à pesquisa e formação de conhecimento sobre o tema e a importância das parcerias público-privadas na implantação de soluções logísticas com envolvimento das  stakeholders (poder público, transportadores, comerciantes e usuários). E foi solicitado apoio institucional do CREA-RJ para que o professor representasse a instituição no Congresso Internacional de Engenharia, a ser realizado em setembro, com palestra plenária sobre logística urbana.  Dessa forma, os membros do grupo apontaram para a ausência de planos de mobilidade nos municípios fluminenses, o desafio da integração metropolitana para soluções de transporte, a falta de infraestrutura adequada para carga e descarga urbana, os problemas de segurança e regulamentação para o transporte noturno, assim como o exemplo dos condomínios logísticos na Zona Oeste do Rio;  e a experiência do Arco Metropolitano como obra de alto custo e pouca efetividade.    “Nós achamos de extrema importância discutir a logística, pois não tem como se discutir a mobilidade urbana sem se pensar na logística, afinal, as cidades precisam que as cargas entrem e saiam da cidade e isso gera um impacto muito grande. Então, a contribuição dessa apresentação foi muito boa, importante para a gente. A partir dessa apresentação que aconteceu hoje aqui no GT, podemos pensar em várias outras pautas de desdobramento dela e vamos estar trabalhando nas próximas reuniões aqui para discutir a melhor forma da nossa mobilidade do Rio de Janeiro funcionar bem”, reforçou Alexandre Almeida, coordenador do GT. Além dos convidados, esta reunião contou com a presença dos membros Antônio Batista, Licinio Machado Rogério, Haroldo Santos, Vera Bacelar, além dos membros externos, a engenheira Eunice de Barros da SEMOVE e do Rafael Poubel da AGETRANSP, além do apoio administrativo da supervisora da Gerência de Programas (Grpro), Lacimar da Conceição.  A próxima reunião foi marcada para o dia 16 de julho, às 15h, na sede do CREA-RJ. 

CREA-RJ realiza evento em celebração ao Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal

Em alusão ao Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Florestal, realiza, no dia 10 de julho, a partir das 15h, na sede do Conselho, no Centro do Rio, ciclo de debates com o objetivo de promover a valorização da profissão, discutir os desafios contemporâneos da Engenharia Florestal urbana e lançar oficialmente a Norma Técnica de Fiscalização da Atividade de Poda Urbana.  A iniciativa visa a fomentar o diálogo entre profissionais, instituições e sociedade, abordando temas como o manejo adequado da arborização urbana, responsabilidades técnicas, boas práticas de poda e o papel da engenharia florestal na sustentabilidade das cidades.  O evento tem como público-alvo profissionais, estudantes, empresas, entidades de classe, instituições de ensino e membros da sociedade que atuam na área de Engenharia Florestal.  As inscrições devem ser feitas pelo Sympla: https://shre.ink/xCvX PROGRAMAÇÃO 14h30 | Credenciamento e Receptivo  15h00 | Mesa de Abertura:  15h30 | Ciclo de Debate: “Desafios e perspectivas na atuação florestal urbana”, com moderação do Eng. Florestal Luis Mauro Sampaio Magalhães  16h30 | Lançamento da Norma Técnica de Fiscalização da Atividade de Poda Urbana  17h00 | Encerramento 

Pesquisadores da UFRJ desenvolvem projeto para diminuir o uso de agrotóxicos e auxiliar na saúde das plantas

Constituído a partir de leveduras probióticas, que são microorganismos vivos benéficos à saúde humana quando consumidos em quantidades adequadas, o projeto YOB23, desenvolvido pela equipe Osiris Rio, tem como objetivo ajudar na saúde das plantas com aumento da produtividade vegetal, gerando maior resistência e tamanho da raiz em longo prazo. A equipe é composta por estudantes de graduação, pós-graduação e professores do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM) da instituição.  A pesquisa é liderada pela professora do Instituto, Mônica Montero-Lomelí. Com o projeto, a equipe conquistou a medalha de prata na última edição do International Genetically Engineered Machine (iGEM) Grand Jamboree, em outubro de 2024, em Paris. O produto que foi apresentado na competição internacional de biologia sintética é uma nova aplicação de um antigo projeto da equipe: o RevitaNad+.  Segundo Ana Paula Goulart, uma das participantes e estudante de Biotecnologia, o produto consiste em um suplemento farmacológico de nicotinamida ribosídeo, suplemento alimentar que melhora o metabolismo, à base dessas leveduras probióticas. Ele também tem o intuito de aumentar a biodisponibilidade de NAD+ (enzima que auxilia na produção de energia e na saúde imunológica) em humanos e retardar doenças relacionadas ao envelhecimento. Assim, o processo de aplicação do produto na agricultura tem como base a ideia da junção da planta com a levedura modificada que irá gerar o aumento de NAD+, a tornando saudável e produtiva.  O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com 720 mil toneladas de pesticidas, essa quantidade representa por volta de 60% a mais do que a empregada pelos Estados Unidos, este ocupando o segundo lugar do ranking mundial. E a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chama atenção para a grande quantidade de agrotóxicos banidos em outros países que ainda são usados no Brasil. E 20 insumos utilizados no país são proibidos na União Europeia.  Com isso, o produto desenvolvido pelos pesquisadores pretende diminuir o uso de agrotóxicos, químicos que controlam as pragas: “Nos testes foi vista a capacidade do produto de aumentar a taxa de germinação e a resistência tanto sobre o estresse salino quanto na seca”, destaca Ana Paula. Clarissa Chacon, estudante de Biomedicina e pesquisadora do projeto, completa ao dizer que as substâncias utilizadas estimulam os processos naturais do vegetal e não possuem elementos tóxicos para o ambiente, como os agrotóxicos.  Além de o produto ser sustentável, é economicamente viável para as empresas. Segundo Lucas Santiago, estudante da pós-graduação em Química Biológica no IBqM e pesquisador do projeto, aderir ao produto seria benéfico também porque “as empresas que investem em produtos e pesquisas sustentáveis ganham alguns incentivos fiscais, como a redução da taxa de impostos”. A Lei n° 11.196/05, mais conhecida como Lei do Bem,  oferece incentivos fiscais a empresas que investem em atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (PD&I).  Fonte: UFRJ