CREA-RJ abre período de indicações para o Prêmio Johanna Döbereiner 2025
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Johanna Döbereiner 2025, que reconhece e valoriza personalidades, instituições ou entidades que se destacaram de maneira significativa no campo da Agronomia. Concedido anualmente, o prêmio homenageia a excelência e o compromisso com o avanço científico, tecnológico, educacional e social da Agronomia no Brasil, seja por meio de estudos, pesquisas, projetos inovadores, ações transformadoras ou posições que contribuíram de forma expressiva para o desenvolvimento e fortalecimento da área. As indicações podem ser realizadas por pessoas físicas ou entidades e devem ser enviadas exclusivamente por e-mail [email protected], para a Câmara Especializada de Agronomia. O prazo para o envio das indicações é até o dia 30 de junho de 2025. Envios após essa data não serão considerados. Para mais informações, acesse aqui!
Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca
Celebrado no dia 17 de junho, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem como objetivo a conscientização a respeito da necessidade de cuidar das regiões semiáridas, alertar sobre a degradação do solo, a escassez de água, assim como fortalecer a implementação de medidas de combate nos países afetados e promover a coexistência sustentável com essas adversidades. A desertificação, agravada pela seca e pelas atividades humanas, ameaça a segurança alimentar e a biodiversidade, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com as Nações Unidas, a desertificação, a degradação da terra e a seca estão entre os desafios ambientais atuais mais urgentes. Até 40% de toda a área terrestre é considerada degradada. Os solos saudáveis garantem a produção de 95% dos alimentos consumidos, além de vestuário, abrigo, postos de emprego, meios de subsistência e meios de proteção para circunstâncias como secas, inundações e incêndios florestais. Assim, com a atual população mundial estimada em 8 bilhões de habitantes, associada a padrões de produção e consumo insustentáveis, cresce a demanda por recursos naturais, colocando pressão excessiva sobre a terra a ponto de degradação. No Brasil, segundo a pesquisa realizada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), identificou áreas de clima árido, como nos desertos, no norte da Bahia nos últimos 30 anos. A intensificação das mudanças climáticas, relacionada à perda de vegetação natural torna essas áreas ainda mais secas, com a disponibilidade de água em condições parecidas com as encontradas em áreas desérticas. Nos últimos 10 anos, o desmatamento da Caatinga atingiu uma área equivalente ao tamanho de Portugal, a ponto de, hoje, estar com quase 50% do seu território afetado por processos acentuados e severos de desertificação. Entre os quadros mais graves está o Ceará, onde todos os 184 municípios são afetados por esse fenômeno. No Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí a extensão afetada ultrapassa 90% dos seus territórios, a maior parte localizada no Semiárido, onde as condições ambientais são vulneráveis à exploração extrativista ou a administração inadequada dos recursos naturais. Mudanças climáticas e a seca O desmatamento é outro importante fator que contribui com o aquecimento global, já que as florestas são responsáveis por reduzir o CO2 presente na atmosfera. O Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, contabilizou entre janeiro e agosto de 2024, um aumento de 78% de queimadas no Brasil em relação ao mesmo período de 2023. Esse contexto leva à degradação de terras e florestas, o que libera ainda mais dióxido de carbono. Aterros para lixo são uma das principais fontes de emissões de metano. Energia, indústria, transporte, edificações, agricultura e uso da terra estão entre os principais emissores. E uma das consequências do desmatamento é o desenvolvimento de áreas secas de forma mais intensa ao longo dos anos. Em 2024, as secas afetaram todos os continentes, com impactos significativos nos recursos hídricos, na agricultura, ecossistemas e comunidades vulneráveis. A agricultura é o primeiro setor a ser atingido durante as secas, ainda mais com os pequenos agricultores, o que leva à escassez de alimentos e crises humanitárias. A capacidade de retenção de água da atmosfera e as circulações oceânicas e aéreas que impulsionam os sistemas de chuva, estão mudando à medida que o clima aquece. Isto significa que os riscos de secas e inundações aumentam em diferentes tempos e lugares. A elevação das temperaturas piora as secas, aumentando a perda de água nos solos através da evaporação e transpiração das plantas. O calor prolongado intensificou a devastadora seca na Bacia do Rio Amazonas. A Amazônia é uma das maiores florestas tropicais do mundo e a mais importante em absorver o carbono terrestre, sendo importante para a estabilidade do clima global. Assim, as secas podem ser devastadoras para estas florestas tropicais que não resistem a períodos de baixa pluviosidade e altas temperaturas. E com isso pode se desencadear a liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, acelerando o processo do aquecimento global. O CREA-RJ firma também o compromisso que os profissionais da área de Engenharia, Agronomia e Geociências têm com o meio ambiente. A preservação do solo e dos mais variados recursos naturais é o primeiro passo para os avançar em tecnologias e construir pontes para o futuro.