CREA-RJ realiza megaevento na Marina da Glória e inaugura novo momento para a Engenharia no estado

Prepare-se para o maior movimento de resgate e valorização da Engenharia fluminense, o 91º aniversário do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ). O presidente do Conselho, engenheiro civil Miguel Fernández, anuncia que vai realizar o CREA AQUI, um megaevento que reunirá mais de três mil profissionais na Marina da Glória, Aterro do Flamengo, no dia 5 de junho, das 8h às 22h.  Com a principal finalidade de valorizar esses profissionais, o evento terá debates sobre o impacto das Engenharias na economia fluminense, além de lançamento de livros, palestras, feiras orgânica e tecnológica, estandes de exposição de instituições e empresas de Engenharia, e um show com as bandas Blitz e Barlavento (formada por três engenheiros).  Líder da Blitz, o ator Evandro Mesquita já mandou seu recado pelas redes sociais: “Eu também estarei no CREA AQUI, o maior encontro de Engenharia, Agronomia e Geociências do estado do Rio. Quero ver todo mundo lá”, disse Evandro, líder da banda que promete levar os convidados “a dois passos do paraíso”! O evento também marcará o lançamento do aplicativo de serviços do CREA-RJ, que promete desburocratizar e agilizar o atendimento dos 110 mil profissionais e 26 mil empresas registrados na entidade. Mais uma marca dessa gestão, que incrementou a fiscalização, com objetivo pedagógico, além de levar diversas melhorias na informatização do Conselho. O megaevento do CREA-RJ terá ainda a presença de pelo menos 500 alunos de 19 faculdades e universidades estaduais, entre as quais a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Além dos estudantes, representantes de associações de engenheiros e arquitetos estão organizando caravanas que sairão de várias regiões do estado. O maior grupo deve vir da cidade de Paraty, localizada no litoral sul do RJ, e será formado por mais de 20 engenheiros que trabalham na prefeitura. Miguel Fernández, o engenheiro mais jovem a presidir o CREA-RJ, traz em seu perfil a inovação e o resgate do protagonismo que as Engenharias merecem, reafirmando seu compromisso com o resgate da profissão no estado. “Este evento significa um grande movimento de valorização dos nossos profissionais, para apresentarmos à sociedade a importância desse setor, seja para o desenvolvimento econômico e social, ou pensar num futuro melhor para o nosso estado e para o nosso país. O setor das Engenharias foi alvo de muitas injustiças e pouco reconhecimento nos últimos anos, queremos e vamos mudar esse panorama”, afirma Fernández, que promove profundas mudanças no Conselho desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2024. “O CREA AQUI inicia um movimento de exposição e valorização do nosso setor. Profissionais que atuam na área poderão debater e fortalecer vínculos, pois essa troca de experiência é essencial para o fortalecimento da categoria. Queremos também levar para a sociedade toda a dimensão da importância do profissional da Engenharia. Dar transparência à significância e à real dimensão que ela precisa ter e que ela tem. Este evento será a nossa pedra fundamental neste projeto de valorização, o início de um grande processo”, reforça Miguel. Valorização para voltar a crescer A Engenharia enfrenta grandes dificuldades e desafios. Entre eles a queda nos investimentos do setor e refluxo nos negócios causados pela Operação Lava-Jato, que levou ao desmonte de grandes empresas do setor. Como reflexo, houve uma queda de 51% na busca pela profissão entre os cursos de graduação. Para enfrentar essa situação, o presidente do CREA-RJ defende que é preciso unir esforços e mudar essa realidade. “Um país sem uma Engenharia forte está fadado ao fracasso, ao subdesenvolvimento. Índices econômicos mostram que o setor é essencial para termos crescimento e geração de emprego. E um país de dimensões continentais, como é o caso do Brasil, precisa de engenheiros e engenheiras que possam nos reconduzir a esse crescimento que tanto queremos. E o CREA AQUI faz parte desse movimento”, destaca o presidente do CREA-RJ. O evento tem apoio de grandes empresas, como a Queiroz Galvão, e das entidades mais longevas e respeitadas da Engenharia na América Latina, como o Clube de Engenharia (1880) e a Escola Politécnica da UFRJ (1792). O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, confirmou presença e manifestou total apoio ao CREA AQUI, reforçando a importância do evento para o setor. “É importantíssima essa iniciativa do CREA-RJ. Não há desenvolvimento sem Engenharia, nem Engenharia sem desenvolvimento. E a Engenharia está completamente parada. Isso prejudica também os economistas e os administradores de empresas. Louvo essa iniciativa do Conselho. Estaremos presentes, dando todo o apoio”, afirma Bogossian. Painéis mostram impacto do investimento público em obras Levantamento da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ) revela que, entre 2020 e 2024, o volume de investimentos públicos em obras no Estado do Rio de Janeiro e na capital ultrapassaram R$ 33,7 bilhões — valor equivalente a quase 4% do PIB do estado, um número que destaca o peso estratégico da Engenharia na economia fluminense.  Para discutir o impacto das Engenharias na economia estadual e desvendar o futuro das Engenharias, o CREA AQUI terá os painéis “Infraestrutura, Sustentabilidade e Desenvolvimento: Desafios e Perspectivas para o Estado” e “ Cidades que pensam o futuro: a Engenharia na transformação urbana”.  O primeiro painel terá a participação de diversas autoridades estaduais e municipais, entre as quais o Governador Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o secretário estadual de Infraestrutura e Obras Públicas do RJ, engenheiro Uruan Cintra de Andrade, o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Aguinaldo Ballon, e o secretário estadual de Agricultura do RJ, Flávio Ferreira, provando que o CREA também é agronomia. O segundo painel terá a participação de relevantes autoridades municipais, como o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o secretário de Infraestrutura da cidade do Rio de Janeiro, engenheiro Wanderson Santos, o presidente da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz), Rafael Thompson, o presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), geógrafo Elias Jabbour, e o presidente

Passeio ciclístico encerra programação da Campanha Maio Amarelo da CET Rio

Para fechar com chave de ouro as ações do Maio Amarelo na cidade do Rio de Janeiro, a CET-Rio promove, neste sábado (31), a partir das 10h, um grande passeio ciclístico no Parque Madureira. A iniciativa marca o encerramento da campanha de conscientização sobre segurança no trânsito, que mobilizou milhares de pessoas ao longo do mês com atividades educativas, culturais e interativas. Durante o mês de maio, a campanha Maio Amarelo reuniu esforços de diversas instituições parceiras, como o Detran-RJ, INTO, Operação Lei Seca (SEGOV), Secretaria Municipal de Educação (SME), Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Rio Ônibus. A programação contou com palestras, oficinas, simulações, exposições e intervenções urbanas em pontos estratégicos da cidade, promovendo reflexões sobre comportamentos seguros no trânsito e o respeito à vida. Entre as ações realizadas, destacaram-se as atividades do programa Bike Educa, que ensina a convivência segura entre pedestres, ciclistas e motoristas; dinâmicas sobre pontos cegos e uso de simuladores que demonstram os efeitos do álcool e das drogas na direção; além de distribuição de materiais informativos e mudas de plantas, incentivando também a preservação ambiental. Última parada: Parque MadureiraNeste sábado, o Parque Madureira será o ponto de encontro de ciclistas, famílias e cidadãos engajados na causa da segurança viária. A concentração acontece em frente ao palco Samba, próximo ao portão 1. Além da pedalada, o evento oferece atividades para todas as idades, incluindo distribuição gratuita de água e mudas de plantas. A participação é gratuita e aberta ao público. A ação reforça o lema do Maio Amarelo 2025: “Paz no trânsito começa por você”. Passeio Ciclístico do Maio AmareloLocal: Parque Madureira – Palco Samba (próximo ao portão 1)Data: Sábado, 31 de maioHorário: A partir das 10hParticipação gratuitaAtividades educativas, distribuição de mudas e água

Ranking do Saneamento 2024 evidencia desigualdades estruturais no Brasil e lentidão nos avanços

Apesar de políticas públicas mais ambiciosas e de um marco legal atualizado, a universalização do saneamento básico no Brasil ainda está distante. É o que mostra o Ranking do Saneamento 2024, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2022). A pesquisa analisa os 100 municípios mais populosos do país e revela uma realidade marcada por lentidão nos avanços, desigualdades regionais persistentes e uma disparidade gritante entre os melhores e os piores colocados. Pela primeira vez desde o início da série histórica do ranking, três municípios alcançaram a nota máxima (10,0), atendendo plenamente aos critérios de universalização de saneamento definidos pelo Novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020): Maringá (PR), São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP).Essas cidades atingiram praticamente 100% de cobertura de água potável e mais de 90% de coleta e tratamento de esgoto — as metas para a universalização até 2033. Além disso, apresentam baixíssimas perdas de água na distribuição e investimentos consistentes e planejados, o que evidencia que a meta é viável, desde que haja planejamento, gestão eficiente e comprometimento político. Universalização ainda é exceção No entanto, apenas 24 dos 100 maiores municípios têm mais de 90% da população com acesso à coleta de esgoto — número que revela o quão distante o país está das metas nacionais. Entre 2021 e 2022, os dados mostram avanços marginais: Ou seja, quase 90 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à coleta de esgoto e cerca de 32 milhões não têm água tratada em casa. O crescimento quase inexpressivo compromete seriamente o cumprimento das metas do marco legal, previsto para 2033. Além disso, as perdas de água permanecem alarmantes. Em média, mais de 36% da água tratada é perdida antes de chegar às torneiras, por vazamentos, furtos ou falhas operacionais — um indicador de ineficiência e desperdício de recursos públicos. Desigualdades regionais escancaradas O ranking evidencia a disparidade entre regiões do país. Os 20 municípios com pior desempenho se concentram majoritariamente nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para as capitais Porto Velho (RO), Macapá (AP), Belém (PA), Santarém (PA) e Rio Branco (AC).Essas cidades apresentam índices inferiores a 35% de coleta e tratamento de esgoto. Em alguns casos, como em Macapá, menos de 10% da população têm acesso à rede de esgotamento sanitário. Mesmo em estados mais desenvolvidos, há exemplos críticos: Belford Roxo, Duque de Caxias e São Gonçalo (RJ) estão entre os dez piores colocados, com índices muito baixos de coleta e tratamento e altas perdas de água — um reflexo da fragilidade da gestão e da precariedade da infraestrutura mesmo em áreas metropolitanas. Investimentos muito aquém do necessário O estudo calcula que o Brasil precisaria investir cerca de R$ 47 bilhões por ano para atingir as metas de universalização até 2033. Entretanto, em 2022 foram investidos apenas R$ 22 bilhões — menos da metade do necessário. Além da escassez, há também o problema da má alocação dos recursos. Os municípios com melhor desempenho investem, em média, R$ 132 por habitante ao ano, enquanto os piores investem R$ 42 por habitante — menos de um terço. Essa disparidade sugere não só falta de recursos, mas também deficiência na capacidade técnica e institucional de planejar e executar obras. Exemplos de superação e lições para o país O ranking mostra que é possível melhorar. Um caso emblemático é Aparecida de Goiânia (GO), que subiu 34 posições desde 2015, hoje ocupando a 18ª posição. A cidade investiu fortemente na ampliação da rede e firmou parcerias público-privadas (PPPs) bem-sucedidas, demonstrando como a combinação entre planejamento, regulação eficaz e cooperação com o setor privado pode acelerar os avanços. O Ranking do Saneamento 2024 reforça que a universalização do saneamento é viável — mas está longe de ser realidade para a maioria dos brasileiros. Em um país com enormes desigualdades e desafios estruturais, o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário deveria ser um direito básico, não um privilégio regional. O saneamento básico está diretamente relacionado à saúde pública, à dignidade humana e ao desenvolvimento econômico.