CREA-RJ celebra o Dia do Geólogo com homenagem a profissionais e debate sobre a nova legislação

No dia 6 de junho, o CREA-RJ promoverá em sua sede um encontro especial em comemoração ao Dia do Geólogo, celebrado anualmente no dia 30 de maio. A atividade será realizada na sede do Conselho, reunindo profissionais da área, estudantes e representantes de entidades da Geologia. Como parte da programação, haverá uma homenagem aos geólogos Francisco Baptista Duarte, Maria Antonieta da Conceição Rodrigues e Hernani Aquini Fernandes Chaves, reconhecendo suas importantes contribuições para o desenvolvimento da Geologia no Brasil. O evento também contará com o debate Lei nº 15.026 / 2024: Equiparação entre Profissional Geólogo e Engenheiro Geólogo só tem aspectos positivos. A nova legislação tem sido recebida com entusiasmo pela comunidade técnica e o encontro será uma oportunidade para discutir seus aspectos positivos e os avanços que ela representa para a valorização da categoria. Entretanto, outros pontos de vista podem enriquecer a discussão. A iniciativa reforça o compromisso do CREA-RJ em valorizar os profissionais da Geologia e promover o diálogo sobre temas relevantes para o exercício ético e qualificado da profissão. Serviço: 6 de junho de 2025, às 15h30 Sede do Crea-RJ: Rua Buenos Aires, 40 – Centro, Rio de Janeiro
Dia do(a) Geógrafo(a)
No dia 29 de maio, é celebrado o Dia do Geógrafo, profissional responsável por estudar a interação entre a sociedade e o espaço natural. O Bacharel possui habilitação para trabalhar com estudos ambientais, planejamento regional, mapeamento e diversas outras funções. Este profissional possui suas atribuições definidas pela Lei Federal n° 6.664 de 1979 e o órgão que fiscaliza a atuação profissional no Brasil é o Confea e os CREAs de cada região. Os geógrafos são historicamente conhecidos como cientistas que elaboram mapas, sendo esta a área de especialização chamada de cartografia, um dos temas da Geografia, assim como a climatologia e a geomorfologia. Os estudos de um geógrafo não são apenas os detalhes físicos do ambiente, mas também seus impactos sobre as pessoas e sobre a natureza, percorrendo a ecologia, o clima e os padrões naturais de cada localização, sem contar a economia e também a cultura, assim como a dinâmica populacional e os processos de globalização. Os geógrafos identificam, analisam e interpretam a distribuição e disposição das formas e de outras características da superfície terrestre. Os mais modernos geógrafos estão frequentemente envolvidos na resolução de problemas ambientais, como o aquecimento global e as mudanças climáticas no geral. Com suas capacidades técnicas, são fundamentais para diversos setores, que incluem planejamento urbano e regional, gestão de recursos, análise de desastres naturais e geopolítica, analisando diferentes aspectos, como clima, relevo, solo, recursos naturais, tecnologia, infraestrutura, entre outros. A data foi estabelecida no Brasil pela Lei nº 6664/79, com o objetivo de definir os requisitos para sua execução e áreas de atuação direta, em 29 de maio de 1936, paralelamente à criação do Instituto Nacional de Estatística, atual Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mercado de Trabalho O mercado de trabalho na área de Geografia tem crescido, estimulado pela conscientização sobre questões ambientais e a necessidade de planejamento territorial, principalmente nos grandes centros urbanos. O exercício da profissão exige, assim, uma formação ampla e pretende desenvolver habilidades analíticas e boa capacidade de interpretação de dados e informações variadas que formam esses sistemas espaciais sejam eles socioeconômicos, demográficos, biogeográficos, geoecológicos ou outros. Os geógrafos assim formados adquirem competências específicas que os qualificam para emitir avaliações, pareceres e laudos ambientais; a contribuir no planejamento territorial (urbano e rural) em diferentes escalas; a orientar e refletir sobre as dinâmicas demográficas e suas diferenças espaciais; sobre os sistemas logísticos de circulação de pessoas e de bens; na elaboração e estruturação e manejo de sistemas de informação geográfica; em suma, em todas as atividades que tenham relação com o ordenamento territorial. O geógrafo é chamado para atuar como profissional em investigações de natureza puramente científica, como também na aplicação direta de seus conhecimentos adquiridos nos projetos associados ao diagnóstico, ao planejamento e à implantação de políticas e ações sociais, econômicas e administrativas em órgãos públicos ou junto à iniciativa privada. Em muitas dessas carreiras se impõem a especialização e aprofundamento da qualificação, sobretudo daqueles que pretendem fazer pesquisa. Nesses casos, os cursos e formações de pós-graduação são o percurso recomendado e o grande desenvolvimento recente desses cursos são uma demonstração do progresso e da ampliação dessa área de conhecimento. O salário de um geógrafo pode variar com base em vários fatores, incluindo a localização geográfica, o nível de experiência, a especialização e a demanda regional. Em geral, ele pode receber mais em áreas de alta demanda, como planejamento urbano, geotecnologia e questões ambientais. Os geógrafos trabalham em agências públicas e privadas, planejamento e gestão ambiental e territorial. Pode-se destacar a atuação dos geógrafos em instituições como o IBGE, Ministério do Planejamento, Agência Nacional de Águas e diversos órgãos estaduais e municipais no setor público e também em empresas de engenharia, consultoria ambiental, gestão ambiental, geomarketing entre outras no setor privado. Hoje um geógrafo ganha em média R$6.583,70 para uma jornada de trabalho de 41 horas semanais de acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados de 327 profissionais admitidos e desligados em regime CLT nos últimos 12 meses divulgados pelo Novo CAGED. Neste ano, a remuneração para geógrafo pode variar entre o piso salarial mínimo de R$6.403,89 e o teto salarial de R$12.957,75, dependendo do segmento da empresa, localidade, formação, experiência na função e política de cargos e salários da empresa. O CREA-RJ parabeniza todos os geógrafos pelos seus estudos que impulsionam o desenvolvimento humano em equilíbrio com a natureza, essencial para as novas tecnologias, promovendo a conscientização frente às mudanças climáticas. Confira o vídeo aqui Fonte: UFRJ e UFSM
Dia Mundial da Energia
No dia 29 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Energia. Esta data, criada em 1981 pela Direção Geral de Energia de Portugal, tem como objetivo demonstrar a importância da energia elétrica para geração de vida e de criação de novos meios de tecnologia que otimizem a vida em sociedade, como a iluminação, refrigeração, uso de equipamentos eletrônicos, funcionamento hospitais, escolas e outros serviços essenciais. A energia é uma propriedade que se manifesta de diferentes formas e pode ser definida de várias maneiras, dependendo do contexto. De modo geral, a energia é compreendida como a capacidade de um corpo ou sistema de realizar um trabalho ou produzir uma mudança em si mesmo ou em outros. Essas mudanças podem ser tanto físicas quanto químicas, como, por exemplo, um deslocamento ou movimento, calor, luz ou reações químicas. Já a energia elétrica consiste no movimento de elétrons (cargas negativas) entre dois pontos quando há uma diferença de potencial elétrico entre eles, que entram em contato por meio de um transmissor ou condutor, como um cabo metálico. Como resultado, gera-se uma corrente elétrica que é usada para alimentar uma grande variedade de dispositivos e sistemas elétricos. Energia sustentável O sétimo objetivo da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), plano de ação global que reúne 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas com foco na erradicação da pobreza e na promoção de uma vida digna a todos, é sobre a utilização de Energia Limpa e Sustentável, garantindo o acesso a uma energia acessível, segura e moderna, que vem de fontes não poluentes e não emitem gases nocivos ao meio ambiente. Em seus tópicos, são abordados: – Assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia; – Aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global; – Dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética; – Reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa; – Expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países menos desenvolvidos, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio. Os combustíveis fósseis (como carvão, petróleo e gás) são os principais culpados por essa variação do clima, sendo responsáveis por mais de 75 % do total das emissões globais de gases de efeito estufa e por cerca de 90 % de todas as emissões de dióxido de carbono, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). E eles ainda são responsáveis por mais de 70 % do fornecimento global (contra 82 % em 2022), de acordo com o último relatório da Agência Internacional de Energia. As energias renováveis, principalmente a solar e a eólica, continuam crescendo e espera-se que se tornem a principal fonte de geração de eletricidade até 2025. O Brasil é referência em energia limpa e renovável. Ao atingir a marca de 200 gigawatts (GW) de potência centralizada, o país confirma seu protagonismo: desses 200 GW alcançados, 84,25% são de fontes renováveis e 15,75% de fontes não renováveis. E as três maiores fontes de energia são a hídrica (55%), a eólica (14,8%) e a biomassa (8,4%), segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em 2024. Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica; Iberdrola e ONU