GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ recebe o presidente e o diretor de Engenharia da Central

O Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do CREA-RJ realizou a terceira reunião de 2025 e recebe como convidados o presidente da Central, Fabrício Abílio, e o diretor de Engenharia e Operações, Ary Arruda, nesta quinta-feira, 22 de maio, na sede do Conselho, no Centro do Rio. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, abriu a reunião, que contou com a presença do coordenador do GT Alexandre Almeida, dos membros Antonio Batista, Licinio Machado Rogério e Haroldo Santos, do representante externo Rafael Poubel, da Agenersa, do conselheiro Valter Cosme Azevedo e dos apoios técnicos Landijara Duarte e Rodrigo Machado. “Desde que eu assumi a presidência do CREA-RJ a mobilidade urbana tem sido um dos grandes pontos de pressão que recebo regularmente seja dos profissionais, dos conselheiros e da sociedade. A imprensa nos cobra muito. Questões que envolvem Supervia, Metrô, estação da Gávea, Linha 3. A gente sabe que a dinâmica não é simples e que transcende a Engenharia. Os problemas incluem questões políticas, questões jurídicas, questões sociais,questões de segurança pública, então, não é só Engenharia neste debate, mas é também a Engenharia. Da nossa parte, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, a gente criou este GT para construir um diálogo que não fique intramuros, mas que consiga conversar com as instituições que estão na ponta. A nossa missão aqui é somar esforços para que os serviços de Engenharia sejam exercidos com excelência garantindo segurança para a sociedade”, afirmou o presidente Miguel Fernández. Na pauta da terceira reunião do GT de Mobilidade, a transição da concessão dos trens urbanos da capital e da região metropolitana do Rio, que deixarão de estar sob responsabilidade da Supervia e passaram para uma nova operadora, assim que o processo, iniciado no final do ano passado, chegar ao fim. Segundo o acordo entre a concessionária e o governo do estado, em um período de 6 a 9 meses, o serviço será transferido para a nova operadora. “Excelente a iniciativa do Crea-RJ a respeito desse grupo permanente para tratar da ferrovia, de pessoas com gabarito elevadíssimo de conhecimento, a Central Logística está sempre à disposição em nome do secretário Washington Reis , ele pediu para gente vir para prestar esclarecimentos, neste momento é muito importante que a sociedade saiba o que o Rio de Janeiro está fazendo. A Central Logística participa com dois membros no Grupo de Trabalho, os trabalhos técnicos foram todos finalizados preparatórios para licitação e agora eu tenho a informação que o Grupo de Trabalho já enviou para a Procuradoria Geral do Estado, que está fazendo a análise e em momento oportuno vai liberar com parecer favorável para tocar este futuro operador”, avaliou o presidente da Central, Fabrício Abílio. O coordenador do GT de Mobilidade, Alexandre Almeida, fez um balanço da reunião. “A presença do presidente da Central e do diretor de Engenharia enriqueceu muito o debate aqui no Grupo de Trabalho do CREA-RJ, eles estão sempre muito abertos a atualizar como é que está os andamentos da Central, da Secretaria, e esse processo de transição da Supervia, que tem nos preocupado muito. A gente também tem aventado nesta reunião um termo de cooperação técnica entre o CREA e a Central no sentido de melhorar a atuação da fiscalização profissional e em breve estaremos dando sequência a isso também. A reunião foi muito positiva, vamos seguir acompanhando como está esta transição da concessão da Supervia”.
Confea convida profissionais, estudantes e sociedade a participarem das consultas públicas sobre projetos e legislações

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) está com quatro consultas públicas abertas em seu portal. A iniciativa tem como objetivo reunir contribuições de profissionais do Sistema Confea/Crea, estudantes das áreas tecnológicas e da sociedade em geral para o aprimoramento de projetos e normativos que impactam diretamente o exercício profissional e a segurança da população. As consultas públicas são ferramentas fundamentais para a construção coletiva de normas mais atualizadas e alinhadas com a realidade do mercado e da sociedade. Participar significa exercer cidadania e colaborar com o fortalecimento da Engenharia, Agronomia e Geociências no Brasil. Atualmente, estão abertas as seguintes consultas públicas: 1 – Anteprojeto de Resolução nº 002/2025 – Regulamentação das Atividades dos TecnólogosEste anteprojeto propõe regulamentar o exercício e discriminar as atividades profissionais dos tecnólogos em suas diversas modalidades, para efeito de fiscalização do exercício profissional. Além disso, revoga a Resolução nº 313, de 26 de setembro de 1986, e dá outras providências.Contribuições até 5/6/2025 2 – Anteprojeto de Resolução nº 003/2025 – Consolidação das Atividades dos Engenheiros EletricistasVisa a consolidar normativos acerca das atividades e competências profissionais dos engenheiros da modalidade eletricista, proporcionando maior clareza e uniformidade nas atribuições desses profissionais.Contribuições até 5/6/2025 3 – Anteprojeto de Resolução nº 004/2025 – Alterações na Resolução nº 1.137/2023 sobre ART e AcervosPropõe alterações na Resolução nº 1.137, de 31 de março de 2023, que dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), o Acervo Técnico-Profissional e o Acervo Operacional, visando aprimorar os procedimentos e registros relacionados.Contribuições até 5/6/2025 4 – Anteprojeto de Resolução nº 005/2025 – Atividades dos Engenheiros Ambientais e SanitaristasEste anteprojeto discrimina as atividades e competências profissionais do engenheiro ambiental, do engenheiro ambiental e sanitarista, e do engenheiro sanitarista e ambiental, buscando estabelecer diretrizes claras para o exercício dessas profissões.Contribuições até 14/6/2025 A participação nas consultas públicas fortalece a democracia, contribui para a melhoria da regulamentação profissional, valoriza a atuação técnica e ética dos profissionais e colabora diretamente para a construção de normas que promovem a segurança e o bem-estar da sociedade. O Confea reforça que todas as sugestões são bem-vindas e serão analisadas pelas comissões responsáveis. A efetiva participação da comunidade contribui para a criação de diretrizes mais coerentes e representativas, consolidando um Sistema mais transparente e conectado com os anseios dos profissionais e da sociedade. Fique atento aos prazos e participe: sua opinião faz a diferença. Acesse agora!
Executivo da Cedae defende que saneamento básico é pilar estratégico para a agenda ESG

Em artigo, o superintendente executivo de ESG da Cedae, Allan Borges, defende que o saneamento básico é um pilar estratégico de qualquer agenda ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) – as práticas que mostram o comprometimento de uma empresa com a sustentabilidade e uma gestão responsável. Leia a íntegra do artigo: Saneamento é ESG Por Allan Borges* A universalização do saneamento básico no Brasil extrapola a mera prestação de serviço: ela se configura como um pilar estratégico de qualquer agenda ESG que busque conciliar eficiência econômica, equidade social e resiliência ambiental. Em pleno ano de 2025, 46,3% da população brasileira ainda vive sem acesso à coleta de esgoto, e 13,6% não têm sequer abastecimento de água potável regular (SNIS 2023). Além disso, cerca de 8 milhões de moradias ainda enfrentam déficit qualitativo por ausência de infraestrutura mínima de água e esgoto (IBGE/PNAD Contínua 2022). Esse cenário se agrava em áreas informais — favelas e loteamentos clandestinos — onde a ausência de rede não só expõe famílias a riscos de diarreia, hepatites e outras doenças (reduzíveis em até 60% com saneamento adequado, segundo OMS/UNICEF 2022), mas também perpetua a vulnerabilidade urbana, a exclusão, a desigualdade territorial e a estigmatização de comunidades inteiras, afetando não apenas a autoestima, mas também o orgulho e o pertencimento de tantas famílias aos seus territórios. No campo ambiental, o “E” de ESG encontra no saneamento um vetor poderoso de mitigação da crise climática: estações de tratamento de esgoto e resíduos com digestão anaeróbia convertem efluentes, outrora descartados diretamente nos corpos hídricos, em energia – biogás, que por meio da queima reduz emissões de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O), gases agravantes do aquecimento global segundo as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC (AR6, 2021). Já o reúso de água não potável — em irrigação de parques, limpeza pública ou processos industriais — contribui para a segurança hídrica e diminui a pressão sobre mananciais cada vez mais ameaçados por secas e eventos extremos, elemento vital diante das secas recorrentes que assolam diversas regiões deste Brasil profundamente desigual. No pilar “S” de Social, a conexão de domicílios informais à rede de água e esgoto constitui medida de justiça urbana. Estudos do Banco Mundial apontam que o valor de um imóvel em áreas vulneráveis pode subir até 20% com a chegada de saneamento, enquanto indicadores de saúde pública melhoram drasticamente: menos internações, menos mortalidade infantil, mais tempo produtivo promovendo renda e coesão social. Do ponto de vista da governança – o “G” de ESG -, o Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020) consolida um salto regulatório: impõe metas de 99% de cobertura de água e 90% de esgotamento sanitário até 2033. Mas, para além das metas, o marco impôs a necessidade de transparência, metas contratuais, e indicadores de desempenho auditáveis, abrindo caminho para a emissão de títulos sustentáveis (“green bonds” e “social bonds”) com “pricing” mais atraente no mercado de capitais e nos bancos de fomento (BNDES, Caixa), ao vincular o retorno financeiro ao cumprimento de marcos socioambientais. Integrar saneamento e habitação em áreas informais demandará modelos híbridos: redes convencionais nas vias principais, sistemas descentralizados (fossas sépticas modernas, biofiltros) em locais de difícil acesso e infraestrutura verde — jardins de chuva e bio‑bacias de contenção — para reduzir enchentes e promover recarga hídrica, conforme a Estratégia Nacional de Adaptação à Mudança do Clima. Municípios, consórcios regionais e prestadores privados precisam alinhar suas metas a indicadores reconhecidos internacionalmente (CDP Water Security, GRESB Infrastructure) e capacitar agentes públicos em gestão de riscos climáticos, contratos ESG e tecnologia de monitoramento remoto. O desafio é monumental. O novo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB 2024) estimou R$ 728 bilhões de investimento até 2033 para a universalização, com retorno estimado em R$ 1,4 trilhão em benefícios diretos e indiretos (Trata Brasil 2023). Entretanto não resta dúvida sobre a perspectiva transformadora do saneamento em ativo diretamente ligado ao desenvolvimento. Cada real investido em saneamento retorna até R$ 4,5 à sociedade. Isso sem considerar o valor inegociável da dignidade humana e da preservação ambiental. A voz dos tomadores de decisão públicos será decisiva para garantir que cada “favela-bairro” receba água tratada e esgoto coletado, aplicando um princípio básico de dignidade humana e de gestão sustentável. No Brasil, levar infraestrutura de saneamento às periferias não é apenas obra de engenharia, mas política pública de equidade, governança e combate às mudanças climáticas. Em um país onde o acesso à água e ao esgoto ainda define o CEP da dignidade, cabe aos líderes públicos e privados reafirmar: saneamento é ESG, é Saúde, é Justiça. E é agora! *Allan Borges é Superintendente Executivo de ESG da Cedae, doutorando em direito da cidade pela UERJ, mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGV e professor da Escola Superior de Defensoria Público do Estado do Rio de Janeiro
Supertalls redefinem os limites da construção vertical e engenheira brasileira lidera o segmento no país

A engenheira civil Stéphane Domeneghini ocupa hoje um dos postos mais desafiadores da engenharia estrutural brasileira: liderar a concepção e execução dos chamados “supertalls”, edifícios com mais de 300 metros de altura, que demandam soluções técnicas de última geração. Com formação sólida, mais de 15 anos de atuação e especialização em estruturas verticais, ela comanda projetos de referência nacional, como a One Tower e a Epic Tower, além do icônico Senna Tower — futuro edifício residencial mais alto do mundo. O Senna Tower, em construção em Balneário Camboriú (SC), terá mais de 500 metros de altura e está sendo edificado sobre uma das formações rochosas mais resistentes do planeta. Para viabilizar essa obra, a equipe de engenharia sob sua coordenação precisou investir em estudos geotécnicos avançados, modelagens computacionais de alta precisão e simulações sísmicas e eólicas em túnel de vento. Inovação em estabilidade estrutural, BIM e integração multidisciplinar Entre os destaques técnicos do Senna Tower está a adoção do sistema Tuned Mass Damper (TMD), uma tecnologia de controle passivo de vibração que será aplicada pela primeira vez em um edifício na América Latina. Trata-se de um amortecedor de massa sintonizada posicionado próximo ao topo da edificação, que atua como contrapeso dinâmico para reduzir os efeitos de forças horizontais, especialmente do vento, que incidem sobre a estrutura. Esse tipo de solução é comum em torres de grande altura, como a Taipei 101 (Taiwan) ou o Burj Khalifa (Emirados Árabes), e sua aplicação no Brasil representa um salto tecnológico no setor. Stéphane também aposta no uso extensivo da modelagem BIM (Building Information Modeling), não apenas para a representação tridimensional do projeto, mas como ferramenta de gestão integrada entre as disciplinas de estrutura, instalações, fachada e fundações. Essa abordagem garante maior previsibilidade na execução, redução de conflitos em obra e otimização de prazos e custos. “A precisão e a interoperabilidade entre as áreas técnicas são vitais em construções dessa magnitude”, ressalta a engenheira. Sustentabilidade e certificação LEED Além da inovação estrutural, a sustentabilidade é pilar central dos projetos liderados por Stéphane. O Senna Tower busca obter a certificação LEED Platinum, o mais alto nível do selo internacional de construções sustentáveis. Para isso, estão sendo considerados critérios como uso racional de água, eficiência energética, materiais de baixo impacto ambiental e qualidade do ar interior. “Em um edifício com mais de 100 pavimentos, cada sistema precisa ser eficiente e integrado desde a concepção, para garantir performance ambiental e conforto aos usuários”, explica. Desafios de solo, vento e verticalização extrema Os desafios enfrentados vão além do convencional. A atuação em Balneário Camboriú, cidade com presença marcante de ventos costeiros e solos rochosos, exige um grau de engenharia diferenciado. As fundações dos supertalls são executadas com estacas de grandes profundidades, com controle de recalques milimétricos, e toda a estrutura é projetada com sistemas de núcleos rígidos e contraventamentos que asseguram o desempenho sob cargas dinâmicas. Apesar de estar em um ambiente historicamente dominado por homens, Stéphane Domeneghini tornou-se referência técnica e inspiração para uma nova geração de engenheiras. Sua recente participação como única brasileira no júri técnico do Congresso do CTBUH (Council on Tall Buildings and Urban Habitat) demonstra o reconhecimento internacional de seu trabalho, baseado na excelência técnica, visão estratégica e inovação contínua. Fonte: Confea