CREA Aqui: inscreva-se no maior encontro da Engenharia, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro

CREA AQUI: o maior encontro da Engenharia, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro Em 2025, o CREA-RJ comemora 91 anos de história! Para marcar essa trajetória de compromisso com a excelência profissional, promovendo a ética e em defesa da sociedade, será realizado o CREA Aqui, um evento inovador que não apenas homenageia o passado e exalta o presente, mas também projeta o futuro das profissões tecnológicas. No dia 5 de junho, a Marina da Glória será o ponto de encontro de profissionais, estudantes, especialistas, entidades, instituições públicas, privadas e empresas, reunindo cerca de 3 mil participantes em um ambiente dinâmico de debates estratégicos e networking qualificado. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO E INSCREVA-SE

Sementes brasileiras viajam ao espaço em missão histórica

Elas nasceram no solo brasileiro, passaram por processos avançados de melhoramento genético e, agora, deram um salto extraordinário: sementes de grão-de-bico e mudas de batata-doce desenvolvidas pela Embrapa cruzaram a fronteira da Terra a bordo de um foguete da Blue Origin. A viagem espacial, realizada em 14 de abril de 2025, teve como destaque a presença da cantora Katy Perry e marcou a primeira missão da Blue Origin com uma tripulação composta exclusivamente por mulheres. Mas, discretamente, foram as sementes brasileiras que protagonizaram um capítulo importante na união entre ciência agropecuária e exploração espacial. Transportadas pela engenheira aeroespacial e ex-cientista da NASA Aisha Bowe, as sementes integram um projeto da Rede Space Farming Brasil, iniciativa vinculada à Agência Espacial Brasileira (AEB), que busca desenvolver sistemas agrícolas sustentáveis para o cultivo de alimentos em ambientes extraterrestres. A escolha das espécies não foi por acaso. A batata-doce é reconhecida por seu crescimento rápido, resistência, valor nutricional e adaptabilidade a condições adversas — atributos essenciais para a agricultura espacial. Já o grão-de-bico é rico em proteínas e possui grande potencial para melhorias genéticas que o tornem mais eficiente em ambientes de microgravidade. O objetivo é claro: entender como essas plantas se comportam no espaço, onde a ausência de solo fértil, a radiação intensa e a microgravidade impõem desafios extremos. Os resultados poderão beneficiar não apenas futuras missões tripuladas a outros planetas, como Marte, mas também gerar soluções inovadoras para problemas enfrentados na Terra, como a escassez de água e nutrientes em regiões vulneráveis. Assim, o que começou como uma simples semente plantada em solo nacional agora germina possibilidades que cruzam fronteiras planetárias. Um passo pequeno para a agricultura brasileira — mas um salto promissor para a ciência que alimenta o futuro.