Brasil lidera uso de fontes renováveis na matriz elétrica global

O Brasil consolidou sua posição como líder mundial no uso de fontes renováveis na matriz elétrica, com impressionantes 89% da eletricidade gerada por empreendimentos que não utilizam combustíveis fósseis. Esse índice coloca o país 23 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o Canadá, que registra 66% de uso de fontes renováveis em sua matriz elétrica, segundo dados do site especializado Ember Energy. A principal fonte de energia elétrica no Brasil é a hidrelétrica, responsável por 61% da produção nacional em 2024. Além disso, o país tem investido significativamente em outras fontes limpas, como a energia solar e eólica, que juntas representaram 22% da geração elétrica em 2023. Esse crescimento reflete a diversificação da matriz energética brasileira, reduzindo a dependência das hidrelétricas e ampliando a participação de outras fontes renováveis. O avanço das energias renováveis no Brasil também tem impulsionado a economia. A energia solar, por exemplo, tornou-se a segunda maior fonte de energia do país, com 17,4% de participação na matriz energética, gerando mais de R$ 195 bilhões em investimentos e cerca de 1,2 milhão de empregos verdes. Energia solar alcança 22% da matriz elétrica e se torna a segunda maior fonte do país A energia solar no Brasil ultrapassou a marca de 55 gigawatts (GW) de potência instalada, consolidando-se como a segunda principal fonte da matriz elétrica nacional, com 22,2% de participação. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Do total instalado, 37,6 GW provêm de sistemas de geração própria — como painéis solares em telhados e quintais — presentes em cerca de 5 milhões de imóveis. Os demais 17,6 GW são provenientes de grandes usinas solares conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Somente nos primeiros meses deste ano, foram adicionados 1,6 GW ao sistema. Nesse período, mais de 147 mil novos sistemas solares foram instalados, abastecendo aproximadamente 228,7 mil imóveis. Desde 2012, o setor fotovoltaico atraiu mais de R$ 251,1 bilhões em investimentos, gerou mais de 1,6 milhão de empregos verdes e contribuiu com R$ 78 bilhões em arrecadação para os cofres públicos. A geração própria de energia solar está presente em mais de 5,5 mil municípios brasileiros. As residências lideram o uso, representando 69,2% dos imóveis com sistemas solares, seguidas por comércios (18,4%) e propriedades rurais (9,9%). Minas Gerais destaca-se com mais de 900 mil imóveis com geração própria, seguido por São Paulo (756 mil) e Rio Grande do Sul (468 mil). Apesar do crescimento, a Absolar aponta desafios, como cancelamentos de projetos por distribuidoras e dificuldades na conexão de pequenos sistemas devido a alegações de sobrecarga na rede. A entidade defende a aprovação do Projeto de Lei que institui o Programa Renda Básica Energética (Rebe) e atualiza a Lei 14.300/2022, visando fortalecer a micro e minigeração distribuída. Fonte: Agência Brasil
Dia Nacional da Ética na Engenharia
No dia 2 de maio é comemorado o Dia Nacional da Ética na Engenharia. A data marca a importância do Sistema Confea/CREA e para a sociedade em geral, sendo uma forma de lembrar da responsabilidade social e profissional que todos os engenheiros carregam em suas atividades. Estabelecido em 1971, o Código de Ética Profissional acompanha o cotidiano dos profissionais da Engenharia, da Agronomia e das Geociências, atendendo o que preconiza a Lei nº 5.194/1966 quando define o caráter social das atividades abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. A Engenharia é definida como a aplicação de métodos científicos e empíricos ao utilizar os recursos disponíveis na natureza para a otimização da vida e está presente em todos os aspectos do cotidiano, em sua utilização material e intelectual de objetos e serviços. Com isso desenvolvem soluções tecnológicas que impactam na vida das pessoas. Logo, a sua responsabilidade não é apenas na aplicação das técnicas, mas também na forma como eles atuam na profissão. O Código de Ética Profissional O Código de Ética Profissional recebeu sua última atualização em 2002, por meio da Resolução nº 1.002. A partir desse compilado de princípios éticos, o Confea propaga a ética profissional como caminho para alcançar a excelência das profissões da Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia, bem como a valorização do Código como principal instrumento para orientar a conduta dos profissionais. A Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, regula o exercício das profissões acima, prevendo sobre atividades, o uso do título profissional, exercício ilegal da profissão, atribuições, direitos de autoria de plano ou projeto, fiscalização do exercício profissional, mediante criação dos órgãos públicos fiscalizadores federal e regionais, bem como sobre registro dos profisssionais e de sociedades, piso salarial e das penalidades aplicáveis ao descumprimento da Lei. Entre 2014 e 2015, o Plenário do Confea instituiu um Grupo de Trabalho para incorporar ao Código de Ética as sugestões das Comissões de Ética dos Creas. O GT elaborou minuta de resolução (a de nº 1.090) que regulamentou o art. 75 da Lei n. 5195/66, definindo o termo “crime infamante” e suas penalidades. Curiosidades sobre o Código de Ética Profissional: – Desenvolvimento sustentável deve ser prioridade no exercício profissional de engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos e meteorologistas; – O profissional que aceitar trabalho para o qual não tenha qualificação pode sofrer processo ético; – O salário mínimo profissional é uma garantia prevista no Código de Ética Profissional; – Todos os profissionais da Engenharia, Agronomia, Meteorologia, Geologia, Geografia e de áreas correlatas têm direito à proteção da propriedade intelectual sobre sua criação; – Cada Crea possui uma Comissão de Ética para julgar em primeira instância denúncias de infração do Código de Ética Profissional; – O Plenário do Confea funciona como última instância de julgamento de processos éticos. Denúncias devem ser feitas nos Creas, que julgarão os casos antes de o tramitarem para o Confea. O Código de Ética não é apenas um documento jurídico, mas sim um manifesto de nossa determinação coletiva em elevar os padrões éticos em nossas profissões. É um convite para que todos os engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos e meteorologistas do Brasil se unam em um compromisso comum: o compromisso de serem guardiões da integridade, defensores da transparência e construtores de um futuro onde a ética não seja apenas uma opção, mas sim a única escolha. Confira o vídeo aqui Fonte: Confea