Comunicado de Funcionamento

Em virtude dos feriados da Sexta-Feira Santa, do Dia de Tiradentes e do Dia de São Jorge e considerando decreto do Governo do Estado que estabeleceu ponto facultativo nas repartições públicas no dia 22/04, não haverá expediente na Sede, Inspetorias e Postos de Relacionamento do CREA-RJ no período de 18/04 a 23/04. O CREA-RJ volta às atividades normais no dia 24/04, quinta-feira.

MCTI e Cemaden lançam o GeoRisk, recurso desenvolvido para antecipar a previsão de deslizamentos

O GeoRisk foi lançado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em fevereiro, sendo um novo sistema desenvolvido pelo Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa do MCTI. O sistema tem como objetivo aprimorar a capacidade de previsão e monitoramento de deslizamentos de terra, oferecendo alertas com até 72 horas de antecedência, o que representa um avanço expressivo em relação às previsões anteriores, que eram feitas com 24 horas de antecedência. “Lançar este novo sistema, que aprimora a qualidade das previsões de risco de deslizamentos, nos coloca na vanguarda da antecipação de riscos. Trata-se de uma ferramenta inovadora, com o potencial de salvar vidas e evitar perdas materiais”, afirmou a ministra do MCTI, Luciana Santos. O GeoRisk é capaz de gerar previsões mais precisas e antecipadas sobre riscos de deslizamentos de terra, utilizando modelos numéricos de previsão meteorológica, dados históricos de chuva e limiares críticos de precipitação previamente definidos. Ele classifica os riscos em cinco níveis (muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto) e apresenta os resultados de forma clara e objetiva, facilitando a tomada de decisões pelas autoridades competentes. O sistema emprega uma abordagem pouco aplicada globalmente, utilizando “limiares críticos de precipitação” para determinar a probabilidade de deslizamentos de terra. A metodologia atribui um maior peso aos modelos meteorológicos que historicamente apresentam os melhores resultados, garantindo maior precisão nas previsões. Isso garante análises mais confiáveis e oferece suporte mais eficiente às autoridades na elaboração de alertas para a população. Entre os resultados do novo sistema, destaca-se um aumento de 13% na taxa de detecção de ocorrências de deslizamentos e de 15% na taxa de acerto das análises de risco, quando comparado com os métodos tradicionais, demonstrando maior precisão e efetividade nos alertas. Desde o início dos testes com o GeoRisk, o sistema foi capaz de detectar 90% dos principais desastres associados a deslizamentos de terra. O sistema foi aprimorado ao longo de três anos consecutivos, por meio de testes estatísticos e calibração com aprendizado de máquina (machine learning), aumentando a sua precisão. O GeoRisk é calibrado para oferecer resultados tanto em nível regional quanto municipal. Atualmente, o Cemaden monitora 1.133 municípios, dos quais 1.083 já possuem limiares de risco específicos identificados. Para os demais municípios, o Centro adota um limiar padrão de 250 mm de precipitação. A implementação do GeoRisk visa a fortalecer ainda mais a capacidade do Cemaden em gerar alertas rápidos e eficazes, com um impacto direto na prevenção de desastres naturais. A integração do sistema com a Sala de Situação do Cemaden permitirá oferecer previsões mais precisas e detalhadas, ajudando os gestores públicos a tomarem decisões informadas e a protegerem as populações em áreas de risco. Com sua abrangência nacional, o GeoRisk será fundamental para melhorar a segurança das comunidades em todo o Brasil, oferecendo uma previsão de risco de deslizamentos para todas as regiões do país. Conheça o GeoRisk! Fonte: Confea 

Parabéns ao município de São Sebastião do Alto, por seus 134 anos!

Inicialmente ocupada por índios coroados e goitacazes, a região do atual município de São Sebastião do Alto teve seu desbravamento motivado pelo ciclo do ouro, na segunda metade do século XVIII. A partir de 1786, os garimpeiros começaram a se dirigir em grandes levas para as margens dos afluentes dos rios Negro, Macuco e Grande. No entanto, logo se verificou o esgotamento dos filões existentes, permanecendo apenas um pequeno número de pessoas que se adaptaram a novas atividades, destacando-se a agricultura. A região passou a apresentar desenvolvimento muito lento. Somente em 1852 foi criado o curato de São Sebastião, sendo elevado a freguesia em 1855, vinculada ao município de Cantagalo. No ano de 1861, em virtude da criação do município e da vila de Santa Maria Madalena, a freguesia de São Sebastião, já por essa época denominada de São Sebastião do Alto, foi desmembrada de Cantagalo, passando a integrar o município então criado. Por essa ocasião, as lavouras da freguesia prosperavam apoiadas nos braços de pessoas escravizadas. Com a abolição, em 1888, esse desenvolvimento diminuiu, ressentindo-se toda a região de seus efeitos. A elevação da freguesia à categoria de município, dada pelo Decreto nº 194, de 17 de abril de 1891, obedeceu mais às dificuldades encontradas pelas autoridades de Santa Maria Madalena em dirigi-la, devido à escassez de vias de comunicação, do que ao progresso da localidade. Procedeu-se à sua instalação em 7 de dezembro de 1892. Finalmente, em 1929, a vila foi elevada à categoria de cidade, decorrente de lei que estabelecia que todas as sedes de municípios teriam esse status. O centro urbano encontra-se localizado num dos platôs da serra do Deus-Me-Livre, estabelecido ao longo do estreito vale do córrego da Cidade. A sede municipal limita-se praticamente ao núcleo central. Sua evolução data da época em que o município se dedicava à lavoura de café. Com a queda deste produto na região, em meados da década de 40, desde essa época a cidade tem tido lento crescimento. Atualmente, São Sebastião do Alto se destaca entre os maiores produtores de leite da região. A agricultura está voltada para a cana de açúcar, cereais e legumes. O Crea-RJ parabeniza São Sebastião do Alto por seus 134 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro