Mútua-RJ promove evento virtual sobre relação entre nutrição e trabalho

Você sabia que a alimentação inadequada pode impactar diretamente sua produtividade no trabalho? Pensando nisso, a Mútua-RJ, por meio do seu Programa de Saúde e Bem-Estar, convida todos os profissionais para o evento virtual “Nutrição e Energia para o Dia a Dia”, que será realizado no dia 16 de abril, das 15h às 16h30. O objetivo do evento é conscientizar sobre a importância de uma alimentação equilibrada como base para manter níveis estáveis de energia, melhorar a concentração, fortalecer a imunidade, reduzir o cansaço e potencializar o bem-estar emocional e o desempenho nas atividades do dia a dia. A palestra será conduzida por Ingrid Peclat, nutricionista pós-graduada em Nutrição Clínica Ortomolecular e especialista em atendimentos individuais e grupos de emagrecimento. Durante o encontro, serão apresentadas informações práticas e atualizadas sobre estratégias alimentares que favorecem a saúde e o rendimento profissional e nos estudos. O link para o evento será enviado por e-mail e/ou WhatsApp, após a inscrição. Faça a sua agora!

Programa Mulher CREA-RJ realiza live sobre Comunicação Assertiva

Dando continuidade às ações do Programa Mulher Crea-RJ em 2025, no próximo dia 15 de abril, será realizada mais uma edição da série de lives mensais transmitidas pelo YouTube do CREA-RJ. O tema da vez será “Comunicação Assertiva e Não Verbal na Prática”, com a participação da psicóloga Suzana Soares. Com 18 anos de experiência na área de Recursos Humanos, Suzana é pós-graduada em Psicologia Estratégica em Negócios, possui MBA em Terapia Cognitivo Comportamental e é especialista em DISC, comportamento humano, comunicação não violenta e programação neurolinguística. Atualmente, atua como Gerente de RH do Crea-RJ. A live será transmitida pelo canal www.youtube.com/webtvcrearj/live, e promete trazer reflexões e dicas práticas sobre como aprimorar a comunicação interpessoal no ambiente profissional e pessoal. Não perca essa oportunidade de desenvolvimento e troca de experiências!

A extensão da Era do Gelo: período da megafauna brasileira é redefinida por pesquisadores da UFRJ

Últimos representantes da megafauna da América do Sul viviam no Ceará há 3.500 anos | Imagem: Júlia d’Oliveira/DivulgaçãoCientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com outras universidades, descobriram que a megafauna permaneceu viva em terras brasileiras muito mais tempo do que a suposta extinção abrupta no limite do Holoceno-Pleistocenos, mais conhecida como a “Era do Gelo”, há 11.700 mil anos. O resultado foi alcançado a partir de datações radiométricas, que permitiram calcular com precisão a idade de objetos antigos e fósseis pela análise do carbono 14, um isótopo radioativo presente em compostos orgânicos. A Megafauna é usada para definir um conjunto de animais que viveram durante o Pleistoceno, há mais de 11 mil anos. São preguiças, tatus, mastodontes e outros mamíferos que tinham uma característica comum: eram todos de grande porte. O artigo da pesquisa analisa a fauna que existiu no Brasil após os eventos de extinção dos grandes mamíferos e os motivos climáticos da alteração da biota durante o tempo presente. E os materiais foram escavados entre 2006 e 2010, segundo Celso Ximenes, coautor do estudo e pesquisador do Museu de Pré-História de Itapipoca (MUPHI), Ceará Oito fósseis da megafauna de mamíferos que estavam localizados em Itapipoca (Ceará) e no rio Miranda (Mato Grosso do Sul) foram objetos de análises no Laboratório de Radiocarbono da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, único laboratório a realizar esse tipo de análise na América do Sul. De acordo com o professor Ismar Carvalho, do Instituto de Geociências da UFRJ, o estudo coloca em xeque uma das mais consolidadas teorias da geologia e paleontologia sobre a extinção catastrófica dos animais. As idades obtidas no estudo, junto com a evidência arqueológica, demonstram que as teorias de caça predatória por humanos e da rápida expansão humana para novos territórios não são muito adequadas para explicar a extinção da megafauna na América do Sul. As preguiças gigantes (Eremotherium laurillardi), os tigres dentes-de-sabre (Smilodon populator), os toxodontes (Toxodon platensis), os mastodontes (Notiomastodon platensis), e as paleolamas (Palaeolama major) desapareceram aos poucos, entre 7.800 e 3.400 anos. “Essa história não é bem assim. Foram encontrados fósseis em ambos os estados brasileiros, que demonstram ter cerca de 3.500 anos. Os grandes mamíferos do período sobreviveram por milhares de anos e não houve a extinção em massa”, afirma o professor Carvalho, um dos autores do artigo publicado no Journal of South American Earth Sciences, meio de publicação internacional relacionados com todos os aspectos das Ciências da Terra no continente sul-americano.   Os grandes animais que viveram em várias épocas da história da Terra, particularmente durante o período Pleistoceno, que começou há 2,6 milhões de anos e terminou há aproximadamente 11.700 anos, compõem a denominada “megafauna”, que variavam de répteis colossais a enormes mamíferos. Diversas teorias têm sido propostas para explicar a extinção da megafauna: mudanças climáticas, caça intensiva por humanos e doenças estão entre elas. A América do Sul foi o continente em que a extinção da megafauna foi mais brutal, com o desaparecimento de cerca de 83% dos grandes mamíferos, de acordo com o artigo Megafauna extinction in South America: a new chronology for the Argentine Pampas.   Para o pesquisador Fábio Henrique Cortes Faria (UFRJ), a descoberta abre novas perspectivas para a ciência. “Do ponto de vista arqueológico, é importante entender como era a interação entre os humanos e a megafauna, e também entender de que forma fatores como o tempo de reprodução, cuidados parentais, alimentação e adaptabilidade contribuíram para o fim das espécies. Além disso, podemos traçar um paralelo à nossa atualidade para compreender os eventos de extinção causados por mudanças climáticas e ambientais”, informou Farias . Os fósseis analisados são das coleções paleontológicas do Museu de Pré-História de Itapipoca (Ceará) e do Laboratório de Zoologia do Departamento de Biologia da UFMS (Campo Grande, Mato Grosso do Sul). Além dos dois pesquisadores da UFRJ, integraram a equipe Hermínio Ismael de Araújo-Júnior (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Uerj), Celso Lira Ximenes (Museu de Pré-História de Itapipoca/Muphi) e Edna Maria Facincani (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul/UFMS). O estudo contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fonte: UFRJ