Dia Mundial da Água

No dia 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Água. A data é um esforço da comunidade internacional para colocar em pauta questões essenciais que envolvem os recursos hídricos. O tema em 2025 é “Preservação das Geleiras”. O objetivo é conscientizar sobre o papel fundamental das geleiras para a vida e o ciclo da água.  O privilégio do domínio da ciência e da tecnologia acarreta a contrapartida do compromisso com os anseios e necessidades da sociedade, que se traduz na segurança, durabilidade, confiabilidade, funcionalidade, proteção ao meio ambiente, ao patrimônio artístico, cultural e natural. O Crea do Rio de Janeiro defende a sociedade, na medida em que assegura os serviços por ela contratados, executados por profissionais com capacidade técnica e habilitação para desenvolver as atividades a que se propõem. Assim, o Conselho assume o papel de conscientizar e trabalhar ao lados dos profissionais para que sejam empreendidas iniciativas em defesa de uma política nacional de recursos hídricos, preocupada com a preservação da vida e com a manutenção deste bem social para as atuais e futuras gerações. Embora as águas ocupem cerca de 71% da superfície do planeta, apenas 0,63% deste volume encontra-se na forma em que pode ser utilizada para o consumo humano (água potável). Dessa ínfima parcela, boa parte não é aproveitada, por inviabilidade técnica, econômica ou financeira (geleiras e águas subterrâneas, por exemplo). A estimativa de água doce disponível e de fácil aproveitamento é de aproximadamente 14 mil km3/ano. A demanda mundial já representa 43% deste total e vem crescendo exponencialmente. Considerando o crescimento populacional, em 50 anos experimentaremos o esgotamento da potencialidade. Ao discutirmos água, estamos falando das chances de, tecnicamente, alterarmos esse quadro e consolidarmos um padrão de consumo e distribuição. Em alguns estados brasileiros, o potencial hídrico renovável per capita já se aproxima do sinal de alerta de escassez hídrica. Enquanto falamos de consumo, é preciso lembrar que boa parte dos municípios brasileiros não dispõe de água tratada. O Ranking do Saneamento, apresentado na pesquisa do Instituto Trata Brasil, em 2019, demonstrou que 35 milhões de habitantes, sendo 5,5 milhões nas 100 maiores cidades do Brasil, permanecem sem serviços de água tratada. A pobreza combinada com os baixos índices de saneamento básico é responsável pela morte de uma criança a cada 10 segundos. Todos os 100 mil cursos hídricos brasileiros – entre rios, lagos, córregos e lagoas – encontram-se de alguma forma poluídos. Estima-se que 25% das águas subterrâneas já estejam contaminadas. O cenário moderno impõe às organizações a disputa por fatias do pensamento. Temos obrigações perante a sociedade e estamos canalizando esforços em prol da sustentabilidade, da qualidade de vida e pelo fim da exclusão social, tanto por uma nova política de conscientização da população, quanto pela preservação, por meio da adoção de programas alternativos. O papel do Crea-RJ em firmar ações de cooperação integrada pode sinalizar para um novo horizonte ético e de adequação à realidade. Estamos falando da técnica funcionando como intervenção positiva. Confira o vídeo!

Dia do(a) Engenheiro(a) Hídrico e Hidrogeólogo(a)

A Engenharia Hídrica e a Hidrologia são áreas que atuam na análise e monitoramento dos recursos hídricos como as águas subterrâneas, sua formação, circulação, as propriedades físicas e químicas e a interação com o meio. Esses profissionais são responsáveis pela gestão sustentável da água.  O curso de Engenharia Hídrica foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC e as atividades desempenhadas pelos profissionais na área foram normatizadas pela Resolução Nº 429, de 30 de junho de 2006, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Já Hidrologia, como ciência interdisciplinar, não possui um curso específico, podendo a formação se dar por meio de uma graduação em Geologia, Engenharia Geológica, Engenharia Ambiental e até mesmo Geografia e Física.  No dia 22 de março, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Hídrico(a) e Hidrogeólogo(a). A data foi escolhida por ser também o Dia Mundial da Água, instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar da importância da defesa dos recursos hídricos e da preservação da água, com destaque para a doce, essencial para a vida.  A gestão sustentável da água proporciona uma infinidade de benefícios para indivíduos e comunidades, incluindo saúde, segurança alimentar e energética, proteção contra riscos naturais, educação, melhores padrões de vida e emprego, desenvolvimento econômico e uma variedade de serviços ecossistêmicos. Engenharia Hídrica  O(A) Engenheiro(a) Hídrico(a) é o(a) profissional que possui capacitação para se dedicar ao desenvolvimento de projetos, à gestão e supervisão de atividades que fazem uso de recursos hídricos no cotidiano. A principal função dessa engenharia é planejar e orientar a utilização de águas de bacias hidrográficas, prevenindo os impactos negativos que elas possam sofrer em consequência de atividades industriais, agrícolas e urbanas. No setor de energia, atua na operação de reservatórios e no planejamento da água disponível. Ao lado dos Engenheiros Sanitaristas e Ambientais, trabalha com a recuperação e a manutenção dessas áreas hídricas, como os sistemas de abastecimento de água, sistemas de drenagem de água e de irrigação e o tratamento da água e do esgoto. Com os Engenheiros Civis, projetam canais, portos e barragens e obras de controle  de cheia.  Segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), esse profissional está preparado para realizar avaliação, quantificação, projeção, montagem, construção, fiscalização e gestão de empreendimentos ligados aos recursos hídricos, sistemas de circuitos hídricos, sistemas de informações hidrológicas e gestão de recursos hídricos.  Graduação  O curso de Engenharia Hídrica confere o título de bacharelado e possui duração média de cinco anos. É uma graduação que os alunos possuem a oportunidade de estudar disciplinas que envolvem conhecimentos das Ciências Exatas, Biológicas e até Sociais como Matemática, Física, Química, Economia, Fenômenos de Transporte, Mecânica dos Sólidos, Mecânica Aplicada, Geoprocessamento, Topografia e Geodésia; Microbiologia Sanitária, Bioquímica, Controle da Poluição Ambiental e Segurança no Trabalho.  O setor mais abrangente é o de projetos de sistemas de irrigação e bombeamento, que visam garantir o abastecimento de água no meio rural e em centros urbanos. O bacharel ainda pode trabalhar no monitoramento, diagnóstico, manejo e gestão dos recursos hídricos, em condições naturais ou em estruturas artificiais. Ele também encontra vagas na área de desenvolvimento tecnológico de ferramentas para avaliação dos recursos hídricos e processos envolvidos com a a água. Sua atuação vai desde o planejamento até a execução de projetos na área ambiental e na de infraestrutura hídrica. Os setores elétrico, de saneamento básico, de portos e hidrovias também abrem vagas para o graduado. E o Brasil ainda guarda mais de 12% do total de água potável superficial do planeta e precisa preservar seus mananciais hídricos, como o Aquífero Guarani, um dos maiores depósitos de água do mundo.  Pós-graduação A pós-graduação em Engenharia Hídrica, assim como mestrado e doutorado, oferece diversas oportunidades, tanto na área de pesquisas quanto na atuação no mercado de trabalho. Ao inovar  – Saneamento Ambiental: ao se especializar nesta seção, o(a) engenheiro(a) irá se voltar para o tratamento de água e esgoto, drenagem urbana, assim como também atuar no controle da poluição hídrica e na gestão de resíduos sólidos. Também podem colaborar com a Engenharia Química, a Engenharia Ambiental e a Engenharia Sanitária.  – Hidráulica: fundamental para o desenvolvimento da Engenharia Hídrica, é a ciência que estuda o comportamento dos fluidos como os líquidos em tubulações, rios e canais, tornando viável que as cidades desempenhem os suprimentos de água e os fluxos das linhas de distribuição. Assim, os profissionais especializados nessa área podem operar em escoamento de rios e canais, obras hidráulicas como barragens, vertedouros e tomadas d’água, na hidrometria e modelagem hidráulica.  – Irrigação e Drenagem: esses engenheiros(as) irão estudar as técnicas de irrigação, que consiste em aplicar a quantidade de água necessária nos solos e de drenagem, que controla o excesso de água  presente no solo para o processo de aeração e evitar a salinização. Logo, podem exercer o planejamento de sistemas de irrigação e drenagem, otimização do uso planejado da água na agricultura e na redução dos impactos dessa prática.  – Recursos Hídricos: são fontes de água disponíveis na natureza e que podem ser empregadas num determinado uso ou atividade, como na agricultura. Logo, ao se especificar neste ramo, os(as) engenheiros(as) podem fazer a gestão integrada de bacias hidrográficas, modelagem hidrológica, a própria qualidade da água e como fazer que a água potável seja acessível a toda população.  Hidrogeologia Apesar de serem áreas complementares, a Hidrologia é a ciência que estuda o ciclo da água na natureza, assim como seus processos e interações com o meio ambiente, fornecendo como base para a Engenharia Hídrica. Esta aplica os conhecimentos da Hidrologia para projetar, avaliar e construir sistemas que utilizam os recursos hídricos.  A função principal da Hidrologia é também proteger os depósitos subterrâneos de água e é necessário entender que as características dos aquíferos são influenciados por vários aspectos, incluindo o tipo de rocha, e isso determina a forma como a água que armazenam se comporta. Logo, é preciso adequar as técnicas de perfuração para cada tipo de material ao capturar as águas.  Assim, o Hidrogeólogo pode atuar em várias vertentes desta ciência que também se preocupa