Crea Júnior leva estudantes de engenharia a uma viagem aos bastidores do Sambódromo
A 15 dias do Carnaval, um grupo de estudantes de engenharia de diversas faculdades teve direito a uma aula prática numa das maiores obras de engenharia do país, que é também o palco do maior desfile de carnaval do mundo – o Sambódromo, na região central do Rio de Janeiro. A visita técnica que levou fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) a apresentarem aos estudantes os bastidores da Sapucaí foi organizada pelo Crea Júnior, o programa do CREA voltado para os estudantes com o objetivo de promover a interlocução e a integração entre o Conselho, os estudantes e os gestores das instituições de ensino superior que ministram cursos nas áreas das Engenharias, da Agronomia e das Geociências (Geografia, Geologia e Meteorologia). O coordenador do Crea Júnior, Eduardo Santos, considerou a atividade muito importante para o desenvolvimento do programa. “A visita técnica ao Sambódromo foi uma oportunidade valiosa para os estudantes compreenderem a importância da fiscalização, da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e do papel do CREA-RJ no mercado de engenharia”, afirmou Santos, agradecendo o apoio recebido pela presidência e pela gerência de fiscalização do CREA: “O apoio irrestrito da fiscalização foi essencial para a realização da visita, demonstrando o compromisso do CREA-RJ com a qualidade e segurança das atividades no Sambódromo. Além disso, a sinergia entre a Superintendência Técnica e Estratégica se mostrou fundamental para garantir que eventos dessa magnitude possam continuar acontecendo de forma organizada e dentro das normas técnicas do Conselho”, destacou Santos. O gerente de fiscalização do CREA-RJ, Cosme Chiniara, conduziu a visita técnica ao Sambódromo, que contou com a participação de fiscais, que forneceram aos estudantes informações fundamentais para a boa execução da fiscalização que está empenhada principalmente no combate ao exercício ilegal da profissão. Cosme ressaltou que a visita contribuiu bastante para dar visibilidade ao trabalho da fiscalização. Depois de serem recebidos pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, e pela assessora da presidência, Mickaela Midon, os estudantes partiram para o Sambódromo, onde foram recebidos pelos fiscais. Na sede do CREA, o presidente parabenizou os estudantes pelo engajamento no Crea Júnior e deu uma breve explicação sobre a estrutura do Conselho. Na visita técnica que durou cerca de duas horas, os estudantes tiveram a oportunidade de receber informações sobre as responsabilidades dos engenheiros envolvidos nos serviços em andamento no Camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro. Todos usavam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), conforme exigido pela fiscalização do CREA. Bastante empolgados e cheios de curiosidade, os estudantes visitaram a Dispersão e Apoteose, onde as escolas de samba terminam o desfile; verificaram a infraestrutura das arquibancadas; e percorreram vários pontos da Passarela do Samba. Na pista, posaram para fotos com os fiscais. Os fiscais abordaram temas essenciais para o exercício da profissão, como obrigatoriedade e emissão da ART para a realização de serviços e obras de engenharia; processos de fiscalização e autuação; e orientação sobre boas práticas na engenharia. O gerente da fiscalização, Cosme Chiniara, ressaltou a importância do trabalho pedagógico da fiscalização. “O CREA está mais empenhado em orientar do que multar”, observou Chiniara. Sem parar de fotografar e filmar tudo o que viam, os estudantes pareciam sedentos de informação prática para complementar suas atividades acadêmicas. Um deles era o estudante de engenharia civil da Universidade de Vassouras, do campus Maricá, Wellington Luiz Rocha, no 10º período: “O Crea Júnior se tornou uma ferramenta muito importante para quem está estudando engenharia no Rio de Janeiro. Com esse projeto você adquire conhecimento prático, já que estamos quase sempre muito presos à teoria. Aqui você vê na prática o que aprende na faculdade, você vê na sua frente como se comporta uma estrutura que você estuda no papel”, contou Wellington, que ficou muito impressionado com tudo o que viu no Sambódromo. “Até então não havia feito uma visita técnica com essa dimensão. O conhecimento é algo que ninguém tira de você; eu recomendo a todo estudante que venha participar do Crea Júnior”, afirmou Wellington, pretende estudar também engenharia elétrica. Ana Beatriz de Figueiredo Pereira, estudante de engenharia mecânica, na Universidade Veiga de Almeida, também ficou impressionada com a quantidade de gente trabalhando no Sambódromo para produzir o maior espetáculo da terra. “A visita serviu para confirmar pra mim como a engenharia é importante e como os engenheiros devem ser responsáveis para que dê tudo certo numa festa como essa”, observou Ana Beatriz. Formada como tecnóloga em rede de computadores e telecomunicações desde 2005, Walessa Pedrosa, de 42 anos, está no 7º período de engenharia civil na Unig, de Nova Iguaçu, e a cada dia se convence mais da importância de participar do Crea Júnior. “Estou no Crea-RJ desde 2022 e só vejo vantagem no aprimoramento da minha formação acadêmica e profissional”, afirmou Walessa, após a visita técnica ao Sambódromo. Sob a coordenação do engenheiro José Carlos Sussekind, a Passarela do Samba foi construída em um período de apenas quatro meses, com a participação de 2.690 operários que trabalhavam 24 horas por dia. Sua estrutura, em peças pré-moldadas de concreto, mede 700 metros de extensão e 13 metros de largura e apresenta capacidade para cerca de 60 mil pessoas. Além de mudar permanentemente a paisagem urbana da região onde ele foi instalado, o Sambódromo mudava também a forma de organização dos desfiles, tornando-os mais grandiosos e profissionais e divididos em dois dias, o que não acontecia nos anos anteriores. Este ano será realizado em três dias. A estrutura do Sambódromo foi planejada para acomodar a complexa logística do Carnaval, incluindo as necessidades das escolas de samba, dos artistas, dos membros da organização e do público em geral. As arquibancadas são divididas em setores, cada um com sua própria estrutura de apoio, incluindo banheiros, áreas de alimentação e espaços para serviços de emergência. Além disso, o Sambódromo é equipado com sistemas de iluminação e som de última geração, garantindo que os desfiles ocorram com o máximo de visibilidade e qualidade sonora. Como participar do CREA JR-RJ Para participar do programa Crea Júnior, o
Crea-RJ realiza a primeira reunião do GT de Mobilidade Urbana de 2025

O Crea-RJ realizou, no dia 12 de fevereiro, na sede do Conselho, no Centro do Rio, a primeira reunião ordinária do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana em 2025. O relatório da Agetransp voltou a ser pauta no debate, dessa vez com novos dados da operação na SuperVia. Rafael Poubel, gerente da Câmara Técnica de Transporte da Agetransp, apresentou os tipos de ocorrências registradas e sua relação com a evasão de passageiros. “A gente trouxe a questão desse aumento de ocorrências desde o ano de 2021. Verificamos que pelo menos 70% dessas ocorrências estão relacionadas às questões de segurança pública, como delitos contra concessionária, vandalismos e acesso indevido às áreas da concessionária. Então, verificando essa questão, a agência tem tentado buscar o diálogo com as Secretaria de Segurança, com os órgãos responsáveis pela segurança, com o Estado, tentando trazer uma melhoria nesse sentido para a concessionária, porque melhorando a segurança você melhora automaticamente a qualidade da concessão, diminuindo esses vandalismos e esses furtos você tem uma operação com menos problemas, uma operação mais regular, que sofre menos interferências externas e isso pode recuperar o tempo de viagem em intervalos menores e, principalmente, a segurança para o passageiro. A segurança e o conforto desse passageiro é necessário para que se traga esse passageiro de volta a um sistema de transporte tão importante para o Rio de Janeiro, como é o sistema de transporte ferroviário”, afirma Poubel. Além do relatório, também foram discutidos temas como a mudança da concessão do sistema ferroviário; o projeto da estrada de ferro entre Rio de Janeiro e o Espírito Santo (EF 118); e a possibilidade de convidar novas lideranças para os próximos encontros. Alexandre Almeida, coordenador do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana, reforçou o papel do GT na luta pela melhora do serviço ferroviário. “Nesse processo de transição da operadora Supervia, ficou decidido na reunião que iremos chamar os representantes da Secretaria de Transporte da Central Logística para nos explicar como é que está esse processo, e se podemos fornecer algum tipo de contribuição. Sem dúvida, o sistema de transporte ferroviário do Rio de Janeiro vem se degradando muito nos últimos anos. É fundamental que o sistema volte a prestar um serviço de qualidade para a população, e o nosso GT está aqui para ajudar nesse sentido”, alerta Alexandre Almeida. Além de Alexandre Almeida e Rafael Poubel, compareceram à reunião os conselheiros Antonio Batista, Licinio Machado Rogério e Vera Bacelar, além da convidada externa Eunice Horácio, da Semove, e ainda os funcionários do Crea-RJ Haroldo Enes, José Lazaroni e Lacimar Marques. A próxima reunião do GT de Mobilidade Urbana ficou agendada para a última semana de março. Confira as fotos!
Clube de Engenharia realiza a palestra “A industrialização e o desenvolvimento: a experiência da China”
O Clube de Engenharia realiza, no dia 19 de fevereiro, das 17h às 20h, a palestra “A industrialização e o desenvolvimento: a experiência da China”, ministrada pelo presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Elias Jabbour. A China, com seu gigantismo populacional e territorial, se tornou também uma potência econômica. Superou seu atraso apostando num modelo de industrialização exitoso, o que também está impactando a geopolítica mundial. Elias Jabbour vai contar como se deu esse processo nas últimas décadas e que lições ele pode trazer para o Brasil. Jabbour é professor associado licenciado dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Econômicas e em Relações Internacionais da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Ele é autor de livros e artigos sobre o modelo econômico chinês. Sua principal obra, “China: o socialismo do século 21”, escrito em parceria com Alberto Gabriele, recebeu o Special Book Award of China 2022, prêmio dado por Pequim aos melhores livros estrangeiros sobre o país. Foi consultor sênior do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos BRICS, e atualmente preside o Instituto Pereira Passos (IPP), da Prefeitura do Rio. A realização do evento é do presidente do Clube de Engenharia, engenheiro Francis Bogossian, com o apoio do Crea-RJ, Senge-RJ, Fisenge, Firjan e ACRJ. O evento será realizado na sede do Clube de Engenharia, na Avenida Rio Branco, 124, 20º andar, Centro, Rio de Janeiro, em formato híbrido, com transmissão pelo Sympla Zoom. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.sympla.com.br/evento-online/a-industrializacao-e-o-desenvolvimento-a-experiencia-da-china/2825779?referrer=www.google.com Data: 19/02 Horário: Das 17h às 20h Evento híbrido Transmissão: Sympla Zoom Local: Av. Rio Branco, 124 – 20º andar – Centro – Rio de Janeiro