14° Encontro de Líderes: conectando lideranças que geram soluções

Equipe do Crea Rio presente no 14º Encontro de Líderes. Com o objetivo de incentivar reflexões sobre o papel da engenharia, agronomia e geociências no desenvolvimento do país, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) promove durante o 14º Encontro de Líderes, o Fórum de Políticas Públicas. Reunindo parlamentares e lideranças políticas de todo o país em uma tarde de debates e networking, o evento aconteceu nos dias 28 a 30 de janeiro, em Brasília (DF), no Estádio Mané Garrincha. Dividido em três paineis, teve como eixos temáticos: ‘Infraestrutura e o papel dos profissionais técnicos na construção do Brasil’, ‘Os desafios da realização da COP-30 na Amazônia’ e ‘O futuro da formação brasileira na área tecnológica’. Sobre o Encontro de Líderes Anualmente, líderes representantes dos fóruns consultivos do Sistema Confea/Crea se reúnem em Brasília para a realização de suas primeiras reuniões do ano. É durante este encontro que o Colégio de Entidades Nacionais, o Colégio de Presidentes e as Coordenadorias de Câmaras Especializadas definem calendários, planos de trabalho e os coordenadores do ano. A realização do encontro obedece à Lei nº 5.194/1966, cujo artigo 53 estabelece que os Conselhos Federal e Regionais se reúnam pelo menos uma vez por ano para estudar e estabelecer providências para o aperfeiçoamento da aplicação da Lei. Dispositivos de regulamentação do Encontro de Líderes são encontrados nas Resoluções nº 1.012/2005, 1.056/2014, 1.088/2017 e 1.110/2018. A abertura A ministra do Planejamento, Simone Tebet, ofereceu aos profissionais presentes à abertura do 14º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua, nesta terça-feira (28/1), a oportunidade de conhecer o andamento das cinco Rotas de Integração Sul-Americana, planejadas pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Se o local escolhido para a palestra magna do evento, em uma obra de arte da recente engenharia brasiliense, o estádio Mané Garrincha, já representava o reencontro dos profissionais com suas criações, a temática da palestra magna do evento acabou possibilitando vislumbrar não apenas os novos projetos que tanto despertam o interesse de todos os profissionais do Sistema, mas possibilitou até mesmo despertar ou reencontrar um sentimento de integração com os nossos vizinhos sul-americanos. A ministra buscou sistematizar um conjunto de atividades que envolvem nada menos do que 190 projetos, a grande parte já em andamento, e que proporcionarão a integração econômica de diversos estados do país com os principais corredores de produção e de exportação do país e do continente sul-americano. “Não é uma palestra magna, magno é o evento, a partir do título: conectando lideranças que geram soluções. Sou uma pessoa de diálogo. E tudo o que o Brasil precisa é de união. E o Brasil precisa de vocês. A solução dos problemas do Brasil não está só na classe política, mas na atuação de todos nós. Vocês são os construtores do Brasil, no campo ou na cidade. Vocês são o PIB do Brasil”, considerou Tebet, sob o aplauso dos espectadores. As Rotas de Integração Sul-Americana Rota 1 — Ilha das Guianas: exportação de alimentos e bens de consumo final para a Venezuela e a Guiana, além da Ásia e do Mercado Comum e Comunidade do Caribe;Rota 2 — Amazônica: exportação de produtos da bioeconomia, máquinas, equipamentos e bens de consumo de Manaus para Peru, Equador e Colômbia, além da Ásia e América Central;Rota 3 — Quadrante Rondon: exportação de alimentos, máquinas, equipamentos e bens de consumo final para a Peru, Bolívia e Chile, além do mercado asiático;Rota 4 — Bioceânica de Capricórnio: exportação de alimentos, máquinas e equipamentos e bens de consumo final para Paraguai, Argentina e Chile, além do mercado asiático; eRota 5 — Porto Alegre–Coquimbo: exportação e importação de insumos, alimentos, máquinas e equipamentos e bens de consumo final para Argentina, Uruguai e Chile, além do mercado asiático. Jovens lideranças na política e no Sistema Na quarta-feira (29), o segundo dia do 14º Encontro de Líderes teve início com o painel “Jovens lideranças no Sistema e na política: como incentivar?”. O objetivo do painel foi promover reflexões e debater ideias e projetos que incentivem os futuros profissionais a se engajarem com o Sistema e, eventualmente, com a política nacional. A formação de novas lideranças é essencial não apenas para o fortalecimento da engenharia, mas também para o desenvolvimento do país. O painel contou com a participação dos conselheiros federais Gutemberg Farias e Maycon Juan, da coordenadora nacional do Crea Jr., Thays Casais, e do coordenador do Crea Jovem-AP, Ângelo Rodrigues. Empreendedorismo e segurança para a sociedade Empreendedorismo foi o tema central da primeira palestra da quarta-feira (29), no Espaço Conexões do 14º Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea e Mútua. Com foco na prevenção de incêndio, o assunto foi ministrado pela engenheira de segurança do trabalho Elaine Figueiredo, colunista de referência nacional na maior revista do segmento no Brasil – Cipa&Incêndio e do Blog da Engenharia. Com base na experiência de atuação em todo o Brasil, Elaine sugeriu investir na profissionalização e buscar conhecimento técnico e normativo prático, identificar o nicho de mercado e onde há poucos profissionais atendendo, se posicionar com autoridade, saber usar ferramentas tecnológicas para acelerar os resultados e entregar a melhor solução para o cliente. Engenheiros na gestão pública Também no segundo dia, quarta-feira (29), o debate sobre “A importância de profissionais técnicos na gestão pública” foi destaque no Espaço Conexões. A discussão, baseada nas experiências dos participantes na gestão pública, teve como objetivo promover uma reflexão sobre a relevância de se ocupar cargos técnicos com profissionais devidamente habilitados. O debate enfatizou como essa prática influencia diretamente o desenvolvimento das cidades e a qualidade de vida da população. O painel foi mediado pelo renomado engenheiro civil e professor Murilo Reis, autor do livro “Precisa-se de Engenheiro: Como construir sua carreira em bases sólidas!”. Lideranças femininas Como construir espaços para lideranças femininas em cargos de decisão” foi o tema da palestra ministrada pela advogada e influenciadora Fayda Belo, na quarta-feira (29). Criminalista especializada em crimes de gênero, direito antidiscriminatório e feminicídios, Fayda é pós-graduada em Direito Penal e Processo Penal e tem se destacado pela
Tendências para a construção civil em 2025: novas tecnologias e materiais

Após 2024 ter sido um ano de superação no setor de construção no Brasil, as previsões para 2025 apontam cenários que podem ser ainda melhores. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a construção civil teve crescimento de 3,5% no segundo trimestre de 2024, destacando-se em comparação ao avanço geral de 1,4% da economia brasileira no mesmo período. Depois do reaquecimento do mercado, iniciado em 2023, após o período da pandemia de Covid-19, delineia-se o aumento de empreendimentos e a retomada de grandes obras e reformas em 2025. A tecnologia tem desempenhado um papel muito importante em aprimorar diversos setores, e a construção civil não é exceção. Diante dos importantes avanços tecnológicos que se fazem presentes em todos os setores produtivos, grandes inovações devem começar a fazer parte da rotina das grandes obras no Brasil. Algumas tendências prometem revolucionar o setor, trazendo mais produtividade com menos impacto ambiental. A impressão 3D segue como uma das grandes promessas, permitindo a criação de estruturas rápidas e com menos desperdício de materiais. Diversas iniciativas já estão utilizando essa abordagem para construir casas e edifícios de maneira mais econômica e acessível. Além disso, novos tipos de concreto estão sendo desenvolvidos para aumentar a durabilidade e a eficiência das construções. Um exemplo é o concreto auto-regenerativo, que contém bactérias capazes de reparar rachaduras automaticamente, prolongando a vida útil das estruturas. A construção modular e pré-fabricada também tem ganhado cada vez mais espaço, permitindo a montagem de edifícios de forma mais rápida e com menos impacto ambiental. A produção fora do canteiro reduz desperdícios e melhora a qualidade da obra, uma vez que os módulos são fabricados em ambientes controlados. Uma grande preocupação relacionada aos assunto envolvido com a construção civil é a questão da sustentabilidade: materiais como concreto reciclado, madeira engenheirada (processo industrial para excluir nós, trincas e rachaduras, a fim de alinhar as fibras e transformar em tábuas, lâminas ou até mesmo micropartículas), bioplásticos e tijolos ecológicos estão cada vez mais em evidência, contribuindo para a redução da pegada de carbono e a preservação do meio ambiente. A digitalização do setor está crescendo com o uso de Inteligência Artificial e automação para otimizar processos construtivos. Robôs de alvenaria, drones para monitoramento de obras e softwares de gestão baseados em IA estão ajudando a aumentar a eficiência e reduzir custos. Outro aspecto relevante é a busca por construções sustentáveis e neutras em carbono, o que tem levado à adoção de edifícios com sistemas de captação de água da chuva, energia solar e design bioclimático. A certificação de construções verdes está se tornando um diferencial competitivo no mercado. Outro avanço que vem sendo adotado é o uso da realidade aumentada e virtual na engenharia, permitindo melhor planejamento e visualização das obras antes mesmo de sua execução. Essa tecnologia facilita a identificação de falhas, melhora a comunicação entre as equipes e reduz retrabalhos. Ferramentas como drones, robôs e softwares avançados estão transformando completamente os processos de planejamento e de execução de projetos, proporcionando maior precisão, eficiência e economia. Contudo, muitos negócios, especialmente os menores, ainda mostram resistência em adotar essas soluções tão eficazes. Mesmo frente às inúmeras vantagens que a modernização oferece, a construção civil ainda conta com muitos métodos tradicionais, e isso tem gerado atrasos, desperdícios e aumento de custos. Muitos gestores enxergam a adoção de novas tecnologias como algo caro ou complexo, sem perceber que essas ferramentas foram criadas justamente para simplificar o trabalho. Apesar dos desafios a serem enfrentados em 2025, como elevação da taxa de juros no país, a escassez de mão de obra qualificada, a reforma tributária, o acesso ao crédito e as mudanças climáticas, o ano promete transformações significativas na construção civil, com a incorporação de tecnologias que aumentam a eficiência e reduzem os impactos ambientais. Investir em atualização tecnológica é estar preparado para os desafios do futuro e contribuir para um setor com mais qualidade e inovador e sustentável.
Fiscalização do CREA-RJ marca presença no Seminário Turismo RJ: Segurança e Tecnologia em Grandes Eventos

A Fiscalização do CREA-RJ marca presença no Seminário “Turismo RJ: Segurança e Tecnologia em Grandes Eventos”. Cerca de 30 agentes de fiscalização do CREA-RJ, de todas as regiões do estado, compareceram ao evento. O objetivo foi a atualização a respeito da atuação de diversos órgãos e instituições públicas em grandes eventos no Rio de Janeiro. Para o Gerente de Fiscalização do CREA-RJ, Cosme Chiniara, esses eventos de capacitação são extremamente importantes para a fiscalização. “Os fiscais precisam estar atualizados sobre as tendências, a magnitude dos eventos e, principalmente, o tipo de evento, uma vez que quanto mais pessoas estão reunidas, maior a possibilidade de ter um sinistro de uma escala maior. Hoje, com a equipe de grandes eventos do CREA-RJ, a fiscalização está mais focada e se especializando cada vez mais em fiscalizar eventos pelo Rio de Janeiro inteiro”. O Supervisor de Fiscalização da Regional Metropolitana do CREA-RJ, Alex José, também esteve presente. “É uma oportunidade de aprendizado, onde vamos junto aos outros órgãos saber da responsabilidade de cada um na fiscalização dos eventos na cidade de Rio de Janeiro. É um nicho muito importante da engenharia, como foi mostrado nos eventos do final do ano: Natal e Réveillon”, afirmou. O seminário contou com a presença de diversas autoridades do setor, como o presidente de Fecomércio, Antonio Florencio de Queiroz Junior; o subsecretário de operações integradas da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Coronel Maurílio Nunes; e o subsecretário de estado de turismo do Rio de Janeiro, Nilo Sérgio Félix. “A Secretaria de Estado de Turismo vem desenvolvendo um papel fundamental. Tivemos um crescimento de 26,8% no turismo internacional. Abraçamos todo o interior do Estado. As cinco principais regiões turísticas: Costa do Sol, Costa Verde, Região Serrana, Vale do Café, Região Metropolitana, mostrando as riquezas do nosso interior e, mais do que isso, hoje também fomentando e captando grandes eventos. O Rio de Janeiro é um destino importantíssimo nesse mercado de grandes eventos”, analisou. E completou: “Eu quero aqui também registrar a participação do CREA-RJ nessa fiscalização, de mostrar mais uma preocupação em estar nos grandes eventos, bem arrumado, para que possamos trazer a segurança para a população, para os que vem nos visitar, para os que frequentam e participam desses grandes eventos no Rio de Janeiro, que é o cenário mais importante do Brasil”. O Seminário foi dividido em dois painéis. O primeiro tema foi “Segurança e turismo: o papel da segurança para alavancar o turismo em um estado com vocação para receber viajantes do mundo todo”. E o segundo foi “Segurança e tecnologia: estratégias, recursos tecnológicos e desafios das polícias do estado do Rio para a realização de grandes eventos como o Réveillon. O evento foi realizado pela Editora Globo com o apoio da Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, no Hotel Hilton, em Copacabana. Foi uma manhã de muito aprendizado, troca de informações e confraternização entre os agentes de fiscalização do CREA-RJ.
Dia do(a) Engenheiro(a) Ambiental
A Engenharia Ambiental é a área responsável por desenvolver técnicas e soluções voltadas à preservação do meio ambiente e à saúde pública, ao acompanhar a exploração dos recursos naturais, diminuindo seu impacto na natureza, tal como desmatamento, contaminação de bacias hidrográficas, erosão do solo e poluição da água e do ar, incluindo a poluição sonora. Os profissionais da Engenharia Ambiental são importantes para lidar com os impactos no contexto das mudanças climáticas, por promoverem medidas para reduzir o efeito do ser humano na natureza, com sustentabilidade e uso racional dos recursos disponíveis. Também administram sistemas de tratamento de esgoto, distribuição de água para o consumo, descarte correto do lixo, otimização de técnicas para a preservação do meio ambiente, avaliação de projetos e suas implicações ao ambiente que ele se encontra, laudos técnicos e planejamento energético. O curso de Engenharia Ambiental foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC e as atividades desempenhadas pelos profissionais na área foram normatizadas pela Resolução Nº 447, de 22 de setembro de 2000, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). No dia 31 de janeiro é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Ambiental. A data foi escolhida devido ao Projeto de Lei n°615, de 2007, e em homenagem à primeira turma de graduação na Universidade Federal de Tocantins (UFT), em 1997. Graduação O curso de Engenharia Ambiental confere o título de bacharelado e possui duração média de cinco anos. Os alunos que escolherem seguir essa carreira terão a oportunidade de estudar disciplinas que envolvem Biologia, Química, Física, Hidrologia, Geomorfologia, Hidrologia, Ecologia, Legislação e Planejamento Ambiental, como: Auditoria e Perícia Ambiental; Bioclimatologia; Cálculos; Eletricidade Aplicada; Geoprocessamento Ambiental; Gestão de Recursos Hídricos; Hidráulica; Microbiologia e outras que podem variar dependendo da instituição de ensino. Os estudantes também estarão preparados para atuar em indústrias, empresas de consultoria ambiental, assim como de energias e de saneamento, instituições de pesquisa para aprimoramento da profissão e a busca de novas soluções para reequilibrar os processos da natureza. Pós-graduação A pós-graduação em Engenharia Ambiental, assim como o mestrado e o doutorado, oferece diversas oportunidades, tanto na área de pesquisa quanto na atuação no mercado de trabalho, inovando em tecnologia, ensino e sustentabilidade, capacitando profissionais para atuar nas mais diversas frentes, como: – Auditoria, Perícia e Licenciamento Ambiental: nesta especialização, os(as) engenheiros(as) se voltam para as questões legais, de licenciamento ambiental e perícia, estudando conceitos de Sustentabilidade Ambiental, Inovações Tecnológicas, Análise de Risco e Recuperação de Áreas Degradadas e Estudos de Conflitos Ambientais. – Educação Ambiental: área do desenvolvimento da educação e das ciências da natureza, seu foco é no desenvolvimento de políticas e ações educativas para a conservação ambiental. O(A) profissional vai aprender a avaliar políticas públicas em educação ambiental, como aplicar conceitos de sustentabilidade no cotidiano e analisar os impactos de intervenções humanas, tanto no que ele degrada quanto que é conservado. – Gestão Ambiental: esses profissionais avaliam os impactos de projetos e atividades, realizando editorias com estratégias de conservação e proteção. E a partir de seu conhecimento, tomam decisões nos projetos considerando os aspectos políticos, econômicos e sociais. Com a legislação ambiental, podem desenvolver estratégias direcionadas a causas específicas, contribuindo ainda mais na redução de riscos ao meio ambiente e no controle desses impactos. – Saneamento básico: necessário para a saúde da população e do desenvolvimento sustentável das cidades, esta área realiza o uso adequado dos recursos hídricos, buscando reduzir o consumo de água que não seja necessário; tratamento adequado dos efluentes, como esgotos, com objetivo de remover poluentes e sua localização no meio ambiente; a gestão integrada dos resíduos sólidos, potencializando a reciclagem e compostagem e prevenção da poluição do ar, água e solo, provenientes das atividades de saneamento. O Crea-RJ parabeniza todos(as) os(as) Engenheiros(as) Ambientais pelo trabalho desenvolvido, ao pensar tanto no bem-estar da sociedade em suas inovações e planejamentos de novos meios de viver – que impulsionam o seu conforto e seu desenvolvimento, quanto ao agir para minimizar o impacto no meio ambiente e respeitar os seus ciclos para a manutenção de todo ecossistema. Confira o vídeo!