Parabéns ao município de Bom Jesus do Itabapoana, por seus 86 anos!
Diz a tradição deste município que, por volta de 1842, chegou às terras onde hoje se acha localizada a cidade de Bom Jesus do Itabapoana, em busca de terrenos virgens adaptáveis aos tratos agrícolas, o mineiro Antônio José da Silva Nenem. Ele procedia de Bom Jesus da Vista Alegre, lugarejo de Minas Gerais, de onde trouxe, em sua companhia, a esposa, dois filhos e alguns empregados, desde logo se dedicando ao desbravamento do local, construindo moradia e fazendo plantações. Campo Alegre foi o primeiro nome dado à povoação nascente, em homenagem à Vista Alegre que, para trás, o pioneiro deixara. Mais tarde, como pela proximidade com o rio Itabapoana, foi mudado para Bom Jesus do Itabapoana. Com o decorrer dos anos, fortes correntes populacionais foram atraídas pela perspectiva de explorar terras férteis, fazendo com que o governo criasse, em 1862, a freguesia de Bom Jesus do Itabapoana nos limites de Campos, que, posteriormente, passou à jurisdição de Itaperuna. Pelo Decreto nº 150, de 24 de novembro de 1890, o município alcança sua emancipação, que pouco durou devido a sua extinção pelo Decreto nº 1, de 8 de maio de 1892. Em virtude do seu desenvolvimento, Bom Jesus do Itabapoana tornou-se ponta de trilho do ramal da estrada de ferro Leopoldina e centralizou a produção de grande zona cafeeira, cuja área de abrangência se estendia por vasta faixa capixaba. Além disso, o próprio rio Itabapoana propiciava certa independência econômica local em relação à sede Itaperuna, fator relevante para que a autonomia fosse restabelecida pelo Decreto nº 633, de 14 de dezembro de 1938, e definitivamente instalado em 1º de janeiro de 1939. O sítio urbano ocupa o vale do rio Itabapoana, ao longo da margem direita, com topografia relativamente movimentada. Com a erradicação do café e o deslocamento da população rural para o núcleo, o processo de urbanização se acelerou e a área ocupada ultrapassou os limites do perímetro urbano legal, tanto em função da pressão demográfica como em decorrência da falta de controle urbanístico adequado. A proximidade da sede municipal com a cidade de Bom Jesus do Norte, no estado do Espírito Santo, caracteriza processo de conurbação. Na realidade, a cidade capixaba comporta-se como bairro de Bom Jesus do Itabapoana, função consolidada pela dependência socioeconômica de sua população em relação ao núcleo principal fluminense. O Crea-RJ parabeniza Bom Jesus do Itabapoana por seus 86 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Dia da Confraternização Universal
No dia primeiro de janeiro, é celebrado o Dia da Confraternização Universal. A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir a fraternidade mundial, simbolizando o desejo de união e paz entre os povos, independentemente da religião, política, raça e gênero. Cada cultura elabora a comemoração de acordo com suas tradições e costumes. No Brasil, o feriado nacional de ano novo foi instituído pela Lei n° 108, de 19 de outubro de 1935 e ratificado pela Lei n° 10.607, de 19 de dezembro de 2002. Origem da data A origem do ano novo remonta aos mesopotâmicos, que teriam sido os primeiros povos a celebrar a chegada de um novo ciclo. Eles dependiam da agricultura para sobreviver, celebrando, em março, o fim do inverno e início da primavera, reiniciando o ciclo de colheita, período em que se iniciava uma nova safra. No império romano, a data foi instituída pelo imperador Júlio César para homenagear o deus das mudanças e transições, Jano, em 46 a.C. Os gregos celebravam em dezembro, entre os dias 21 e 23, em homenagem aos deus Dionísio, da fertilidade, ao desfilarem com um bebê dentro de um cesto. Já os egípcios celebravam o ano novo quando a estrela de Sírius surgia no horizonte de Mênfis, cidade dos faraós, o que marcava o começo da enchente anual do rio Nilo, o melhor momento para a plantação e a colheita. Foi apenas no final do século XVI, em 1532, com a adoção do calendário gregoriano pela igreja católica, que o primeiro de janeiro passou a ser o dia do ano novo. Apesar da ONU ter o Dia Internacional da Paz, que foi criado no dia 21 de setembro de 1981, o Dia da Confraternização Universal é reconhecido por ela como o diálogo entre os povos para promover um mundo justo e igualitário através do respeito e paz frente às adversidades. No Brasil, a confraternização universal é marcada por muitas festas e o sincretismo religioso se faz presentes nos rituais e supertições de virada de ano. Fogos de artifícios são um dos destaques da festa de começo de ano, assim como o brinde com champanhe, usar roupas brancas para remeter à paz, pular sete ondas do mar e pratos típicos com lentilha e romã para trazer a boa sorte e prosperidade. E aqui também se celebra o Réveillon, que na França era atribuído a jantares elegantes da nobreza que ocorriam durante todo o ano. A palavra significa “acordar” ou “despertar”. O Crea-RJ deseja um feliz 2025, com fraternidade, paz, prosperidade, amor, equilíbrio e união entre os diversos povos. Que sejam derrubados muros e construídas pontes para estreitar laços entre as pessoas, celebrando diversidade e inovações a cada passo. E que as Engenharias, a Agronomia e as Geociências sejam preceptoras de tecnologias para o desenvolvimento de uma sociedade mais unida e focada no bem comum.