Dia do(a) Engenheiro(a) Civil, da Construção Civil e do Patrono da Engenharia Civil, Frei Galvão
A Engenharia Civil é a área da Engenharia dedicada ao planejamento, projeto, construção e manutenção de infraestruturas essenciais, como edifícios, estradas, pontes e sistemas de água e esgoto. Os engenheiros civis desempenham um papel crucial na segurança, funcionalidade e sustentabilidade das obras, impactando diretamente a qualidade de vida da população e o desenvolvimento econômico do país. Os profissionais utilizam conhecimentos de matemática, física e ciências dos materiais para garantir que as obras sejam seguras, funcionais e sustentáveis. Além disso, fatores como meio ambiente e impacto social são avaliados durante o desenvolvimento dos projetos. A atuação desses profissionais é fundamental para o crescimento urbano e rural, assegurando que toda população tenha acesso a serviços básicos de infraestrutura de forma adequada. O curso de Engenharia Civil foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC, e as atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução No 218, publicada em 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Em 25 de setembro, comemora-se o Dia do(a) Engenheiro(a) Civil. A data foi oficialmente estabelecida pela Lei no 13.359/2016 como o Dia Nacional do Patrono da Construção Civil e dos Profissionais da Engenharia Civil. Esse dia foi escolhido em homenagem à beatificação de Frei Antônio de Sant’Ana Galvão, que é o padroeiro da construção civil no Brasil. Quem foi Frei Galvão? Membro da Ordem Franciscana Menor, São Frei Galvão nasceu em Guaratinguetá (SP), em 1739. Foi assistente de pedreiro e mestre-de-obras, erigindo edificações de real valor arquitetônico e em sólidas bases estruturais, sendo reconhecido como Patrono da Construção Civil e como o primeiro santo do país. Por 28 anos, trabalhou na edificação do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência (1774 a 1788), atual Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz (de que foi também fundador) e da Igreja de Nossa Senhora da Luz (1788 a 1802), da qual foi também autor do desenho de sua fachada. O complexo do Mosteiro da Luz, que compreende a igreja, o convento das Irmãs Concepcionistas (claustro), o túmulo e o memorial de Frei Galvão, entre outras edificações, foi declarado pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade e considerado, pela prefeitura de São Paulo, a mais importante construção arquitetônica colonial paulistana do século XVIII. São Frei Galvão faleceu em 23 de dezembro de 1822. Graduação em Engenharia Civil O curso de Engenharia Civil, confere o título de bacharelado e possui duração média de cinco anos. Trata-se de uma jornada que prepara os estudantes para se tornarem especialistas no planejamento, projeto, construção, operação e manutenção de edificações e de infraestruturas. No período da graduação, os alunos têm aulas de Cálculo, Física Experimental, Mecânica, Resistência de Materiais, Química e Desenho Técnico. Os estudantes também têm a chance de fazer estágios em empresas do setor, onde podem aplicar seus conhecimentos em situações práticas, desenvolvendo habilidades essenciais e adquirindo uma compreensão detalhada das operações cotidianas da indústria de Engenharia Civil. Pós-graduação em Engenharia Civil A pós-graduação em Engenharia Civil, assim como os programas de mestrado e doutorado, oferece diversas oportunidades para o profissional se desenvolver, aplicando habilidades e competências essenciais dentro de empresas do ramo. Esses cursos aprofundam a compreensão dos princípios fundamentais da Engenharia, abordando temas como estruturas, geotecnia, saneamento, transporte e gestão de projetos. O Brasil, com seu crescente mercado de construção civil, demanda profissionais qualificados em diversas regiões, especialmente nas áreas urbanas em expansão. Engenheiros civis formados têm oportunidades de trabalho em empresas de construção, consultorias, órgãos públicos, universidades e institutos de pesquisa. Além disso, podem atuar em projetos de infraestrutura sustentável e conservação ambiental, contribuindo para o desenvolvimento de cidades mais resilientes e eficientes. A Engenharia Civil possui uma gama de especializações que podem ser focadas em diferentes áreas e o profissional pode se especializar nas seguintes áreas: – Gestão em Construção Civil: o gestor atua como coordenador da obra. Em um município, por exemplo, um engenheiro pode ser contratado para apoiar a administração urbana, abrangendo áreas como o planejamento de tráfego e saneamento. Ele é responsável por liderar e motivar as equipes, garantir a segurança e monitorar a produtividade, assegurando que tudo siga conforme o planejado. – Geotecnia: em um curso de Geotecnia, o profissional se especializa principalmente no estudo do solo e seu comportamento. Sua função é assegurar que as intervenções realizadas sejam feitas de forma adequada, para que as construções mantenham a segurança necessária. – Perícia na Construção Civil: esse especialista pode trabalhar na Justiça Federal e Estadual, ajudar bancos na avaliação de imóveis para financiamentos, e analisar questões relacionadas a construções. Ao concluir o curso, o aluno estará preparado para elaborar laudos técnicos que avaliam bens móveis e imóveis de acordo com a legislação e normas da ABNT, além de identificar e relatar seus problemas. O Crea-RJ parabeniza todos os profissionais ligados à Engenharia Civil, que com seus conhecimentos e competências técnicas, trabalham em busca de um futuro mais seguro e sustentável para todos. Confira o vídeo
Parabéns ao município de Miguel Pereira, por seus 69 anos!
A história do atual município de Miguel Pereira está vinculada à de toda a região de Vassouras, da qual ele fazia parte. Naquela região, no ‘Caminho Novo do Tinguá’, nas proximidades da margem direita do rio Paraíba do Sul, se erigiu a vila, mais tarde cidade de Vassouras e, em bifurcação, se atingia a roça do Alferes, onde se desmembraria a do Pati, que seria a primitiva sede municipal Pati do Alferes. Esse roteiro, que partia do Rio de Janeiro, ganhava, depois de transposta a serra, a roça de Marcos da Costa, Roça do Alferes, confirmando, assim, a penetração através do território do atual Município, pois a sesmaria de Marcos da Costa se localizava nas proximidades das cabeceiras do rio Sant’Ana. Essa região alcançou grande prosperidade, graças à mão de obra escravizada, e sentiu os efeitos da abolição, assim como quase todos os municípios fluminenses, provocados pela falta de braços para os trabalhos do campo. Por volta de 1878, já se cogitava da construção de uma estrada de ferro, que partindo de Belém (atual Japeri), fosse terminar em Pati do Alferes. Em 15 de março de 1882 o Governo Federal assinou contrato, determinando a passagem ferroviária pelos vales do rio Sant’Ana e ribeirão de Ubá. O primitivo nome da localidade era Barreiros. Por ali passavam, na época, tropas de burros, que ficavam atolados, em virtude da grande quantidade de barro existente no local. Depois que se construiu a Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil, por volta de 1898, vencida já a serra, a localidade passou a chamar-se Fazenda da Estiva. Em 1918, seu topônimo foi mudado para Professor Miguel Pereira, ilustre figura da medicina brasileira que, com a saúde abalada, ali residiu durante vários anos. O Crea-RJ parabeniza Miguel Pereira por seus 69 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Câmara Municipal de Miguel Pereira