Futurista propõe na 79ª SOEA exercício de imaginação do futuro para mudarmos o presente

Com o tema “Educação, tecnologia e inovação para um futuro sustentável”, a 79ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (SOEA), em Salvador, teve palestra magna do expert em futuros Tiago Mattos, que levantou a plateia de cerca de quatro mil pessoas, nesta segunda, dia 7 de outubro, lotando o Auditório Chapada Diamantina do Centro de Convenções de Salvador, que sedia o evento.  A SOEA é promovida pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), e reúne seis mil engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas e demais profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua. “O fato de estarmos em 2024 de corpo não quer dizer que estamos presentes com alma. Precisamos treinar nosso olhar para o futuro”, afirmou Mattos, que faz parte de um clube de futuristas onde discutem o futuro da humanidade. Ele contou que esse grupo foi um dos primeiros a saber, em janeiro de 2020, que o mundo enfrentaria a pandemia de Covid-19, oficialmente decretada apenas em março. “Estamos em 2024, mas em diversas áreas ainda temos mentalidade em 1974. Como podemos viver, de fato, com o mindset condizente à nossa época? Por meio da aplicação da Lei dos Futuros, que possui três premissas básicas, com certeza seremos pessoas vivendo à frente de nosso tempo”, disse Mattos, apresentando suas três leis sobre o futuro: 1 – Um futuro imaginado não pode ser desimaginado O palestrante deu exemplo de uma tecnologia futura em que as roupas terão tamanhos adaptáveis de acordo com cada corpo.  “Depois que imaginamos, não dá mais para imaginarmos corpos que precisam se adaptar ao tamanho das roupas ao invés de roupas que se adaptam aos corpos”, ponderou. 2 – Uma vez que o futuro é imaginado, ele muda o seu presente “É muito fácil entender que o passado constrói o presente, mas é muito difícil entender que o futuro muda o presente”. Um exemplo simples do cotidiano, que foi utilizado pelo palestrante, é quando pegamos o guarda-chuvas antes de sair de casa para nos prepararmos para a chuva que acreditamos que está por vir. Neste mesmo sentido, mas em maior escala, a empresa Cover, que produz casas em uma semana, moldou seu presente para o futuro que estava por vir.  “Para fazer a empresa, eles precisaram repensar a engenharia civil, mudando os buildings blocks de suas casas, inovando completamente na construção civil. E a revolução que eu acho mais incrível da Cover é que não são casas para pessoas ricas, mas moradias de habitação popular. Já a Primeval Foods faz carnes em laboratório com gostos exóticos. Como a agronomia pode moldar seu presente para esse futuro que está por vir?”, questiona Mattos. 3 – Portanto, quanto mais você imagina, mais você se corrige no tempo “A maioria das pessoas não coloca a imaginação como hábito, assim como academia, uma alimentação saudável. Para a gente ser presentista, precisamos ser futuristas. Senão, não vamos entender 2024”, afirma Tiago Mattos.  O palestrante trouxe cases importantes como a Perso, projeto da L’Oreal, que permite customizar cosméticos em tempo real, e trouxe a seguinte indagação:  “Exemplos que eu trouxe aqui não são o futuro, são o presente e a nossa percepção das coisas agora começa a partir desse novo protótipo”, disse. “Deste modo, esta lei retrata a capacidade de imaginar e visualizar possibilidades futuras, influencia nossa capacidade de aprender e corrigir erros ao longo da jornada. Quanto mais se imagina, mais se tem repertório de futuro”, acrescentou. A noite de abertura teve também a participação de organizadores e convidados da SOEA. Emocionado com a realização da primeira Soea da sua gestão, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Vinícius Marchese, ressaltou os esforços das equipes envolvidas no evento. Ele destacou alguns projetos do Confea, colocou sua gestão à disposição dos profissionais e ressaltou que esta, que ele considera a maior Soea da história do Sistema, está focada na educação, tecnologia, inovação e futuro do país.  Em seu discurso de abertura, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), o engenheiro agrimensor Joseval Carqueija, falou sobre a satisfação da Bahia em realizar pela 5ª vez a SOEA no ano em que o Crea-BA completa 90 anos de atividades.  “Começamos este evento batendo todos os recordes e podemos dizer com orgulho que fomos anfitriões da maior SOEA de todos os tempos: foram 498 trabalhos inscritos no Contecc e recorde também no número de inscritos (cerca de 6 mil). Para este grande evento acontecer não poderia deixar de registrar o brilhante trabalho da minha equipe do Crea-BA, do Confea e da empresa licitada. Sem vocês nada disso seria possível”, destacou. A mesa solene de abertura contou, ainda, com as presenças do diretor-presidente da Mútua Nacional, Joel Krüger; da conselheira Ana Adalgisa, representando o Plenário do Confea; de Rosa Tenório, presidente do Crea-AL e coordenadora do Colégio de Presidentes; do bastonário (presidente eleito) da Ordem dos Engenheiros de Portugal, Fernando de Almeida Santos; do secretário de Turismo da Bahia, Luís Maurício Bacelar, que é engenheiro civil; e de Samio Cássio de Carvalho, superintendente regional da Caixa Econômica Federal, que patrocina o evento mais importante da Engenharia Nacional.

Profissional do Rio de Janeiro é galardoado com Medalha do Mérito do Sistema Confea/Crea e Mútua, durante 79ª SOEA

Como parte da programação da 79ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, foi realizada a solenidade de entrega da Medalha do Mérito, de inscrição do nome no Livro do Mérito e de Menção Honrosa. O Confea homenageia profissionais, empresas e instituições que de alguma contribuíram para a melhoria da qualidade de vida e progresso da sociedade, desenvolvimento tecnológico e aprimoramento técnico das profissões que compõem o Sistema Confea/Crea.  Entre 2024, o engenheiro civil Sergio Hampshire de Carvalho Santos, profissional indicado pelo Crea-RJ e aprovado pelo Plenário do Confea, foi um dos homenageados com a Medalha do Mérito do Sistema Confea/Crea e Mútua. Sérgio Hampshire de Carvalho Santos é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo concluído sua graduação em 1975. Posteriormente, obteve o mestrado em Engenharia Civil na mesma instituição, com conclusão em 1980. Em 1992, concluiu seu doutorado também em Engenharia Civil, na mesma universidade. Sua área de atuação concentra-se em Estruturas de Concreto, com expertise em dinâmica das estruturas, confiabilidade, concreto estrutural e fundações de máquinas. Além disso, participa ativamente de eventos acadêmicos e congressos relacionados à área de pontes e estruturas. Atualmente, é Professor Titular na UFRJ e coordenador em comissão da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Maior honraria do Sistema Confea/Crea e Mútua O chanceler do Mérito e vice-presidente do Confea, engenheiro Luiz Lucchesi, destacou que esta é a mais alta distinção concedida aos profissionais, empresas e entidades que constroem a história do maior conselho profissional do Brasil. “Ao reverenciarmos a memória, a atuação e o desempenho desses profissionais e organizações, fazemos justiça e promovemos a renovação contínua das nossas atribuições. O desenvolvimento do Brasil depende do trabalho dos profissionais e das demais partes do Sistema. Somos os motores do crescimento”, afirmou. Medalha e inscrição no Livro do Mérito   A Medalha do Mérito é uma honraria concedida a profissionais registrados no Crea que contribuem ou tenham contribuído para a melhoria dos serviços prestados pelo Sistema Confea/Crea e pela Mútua, ou para o desenvolvimento do país em áreas como economia, cultura, academia, ciência, técnica, classe, política, meio ambiente, ética ou sociedade. A inscrição no Livro do Mérito homenageia profissionais registrados no Crea, já falecidos, que se destacaram por relevantes serviços prestados. A Menção Honrosa é concedida a pessoas jurídicas que contribuíram para a melhoria dos serviços do Sistema Confea/Crea e da Mútua, bem como para o desenvolvimento socioeconômico, tecnológico e sustentável do país e a qualidade de vida das pessoas.

Engenheiro Wagner Victer fala sobre 90 anos do Crea-RJ e a importância do Conselho Profissional para a sociedade

O atual gerente-executivo da Petrobras do Campo de Búzios, o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo, engenheiro Wagner Victer, fala sobre os 90 anos do Crea-RJ, em sua coluna semanal Rio de Janeiro: Soluções e Sustentabilidade. No quadro do Jornal Rádio Brasil, da Rádio Nova Brasil FM (89.5), o ex-secretário de Estado de Educação falou sobre: “O Papel de um Conselho Profissional e os 90 Anos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – Crea-RJ”.