O que é BIM?

O Building Information Modeling (BIM), ou Modelagem de Informações da Construção é uma maneira de criar digitalmente um modelo virtual da obra, ou construção, tornando-se um suporte ao projeto, nas diversas etapas desta. Trouxe importantes inovações para a tecnologia de projetos – ao representar graficamente as informações de construção, a quantidade de insumos, de materiais e prazos, tornando-se uma ferramenta indispensável para identificar inconsistências e incompatibilidades nos projetos das diferentes disciplinas. Mas o que é o BIM? É um conceito para elaborar projetos de construção, que permite administrar informações disseminadas em diferentes sistemas. Ou seja, a união entre tecnologia, gestão de informações e integração de dados que proporciona maior comunicação entre os profissionais das diversas disciplinas, que desta forma trabalham de forma colaborativa e integrada, viabilizando estudos, análise do projeto e da sequência construtiva, orçamento, planejamento da obra e otimização da manutenção. O BIM oferece um modelo completo, em até sete dimensões, da obra, que permite visualizar com mais clareza o trabalho a ser realizado (3D – Volume) e que valoriza, principalmente a etapa de planejamento (4D), permite que a execução seja realizada reduzindo os gastos (5D – Orçamento e Custos), o desperdício e o retrabalho (6D – Sustentabilidade). Além disso, funciona como um banco de dados, que reúne todas as informações do projeto e que permite monitorar a qualidade da construção ao longo das diversas etapas de maneira mais eficiente, até o final de sua vida útil (7D – Manutenção). É uma tecnologia que integra software de diferentes fabricantes para que possam conversar entre si, numa linguagem comum e aberta. Ou seja, une as informações e permite que sejam trocadas sem conflitos, de maneira que os aplicativos se tornam compatíveis e atuam em conjunto para agrupar as informações do projeto. Os objetivos da plataforma são: A proposta da plataforma BIM surgiu nos anos 70, nos Estados Unidos da América, a partir do trabalho de Charles M. Eastman, um empreiteiro que queria um arquivo da construção de sua obra, integrando todas as informações. O que não era possível graças às limitações tecnológicas da época. Hoje ele é um dos grandes especialistas neste tema. A plataforma está relacionada a uma pesquisa realizada na Universidade Carnegie-Mellon, em Pittsburgh, e nasceu nos anos 70, mas sua real implementação se deu apenas nos anos 90. Com o BIM, os projetos se tornam mais completos e precisos, e envolvem informações que atingem todo o ciclo de vida da edificação, seja o projeto, a construção, a manutenção, ou mesmo a demolição. Permite também que qualquer mudança feita no projeto aconteça em tempo real, agilizando o processo de correções e do trabalho da equipe. A plataforma permite a integração entre projetos, possibilitando assim, o desenvolvimento do projeto em vários escritórios distantes, por exemplo, em diferentes partes do mundo. Com o desenho em três dimensões e a possibilidade de simular aspectos relevantes da construção, é possível garantir que o trabalho seja realizado de forma previsível e com maior precisão, permitindo, assim, prever as consequências de cada uma das mudanças que se deem ao longo do desenvolvimento do projeto; como, por exemplo, reconhecer e encontrar, antes da execução, os possíveis problemas provocados pela sobreposição de projetos de uma obra, que causem interferências, atrasos e dificuldades de implementação. Essa característica permite antecipar e resolver problemas de execução da obra, antes mesmo deles acontecerem, promovendo a agilidade do processo. Sem o BIM, é comum que esses erros ocorram e sejam repetidos de uma etapa para outra. Dessa maneira, profissionais como engenheiros, arquitetos e outros, envolvidos na construção, têm a possibilidade de tratar as informações, se manterem em constante comunicação e reduzirem o tempo dispensado ao trabalho, proporcionando grande economia ao projeto. Enfim, com os recursos oferecidos pelo BIM é possível realizar um planejamento mais completo e mais próximo da realidade, com previsão de efeitos e consequências da construção, inclusive para a manutenção e a recuperação de materiais e da própria construção, como um todo, permitindo ver como a obra vai se comportar ao longo do tempo. Por essas razões, o Crea-RJ destaca o BIM como uma tecnologia de modernização e promoção da eficiência na Engenharia e na construção civil, alinhada com as práticas contemporâneas de gestão de projetos e construção. O apoio ao BIM reflete a busca por inovação e melhoria contínua nos processos de construção. Com informações do artigo ‘BIM ou transformação digital na construção civil’, do engenheiro civil Carlos Eduardo de Vilhena Paiva.
Crea-RJ terá parceria com a prefeitura de Volta Redonda; presidente visita universidades do Sul Fluminense

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) e a prefeitura de Volta Redonda vão assinar um Termo de Cooperação Técnica com o objetivo de aprimorar a fiscalização do exercício legal da profissão de engenheiro, agrônomo e das geociências naquela cidade do Sul Fluminense. A informação foi dada pelo presidente do Crea-RJ, o engenheiro civil Miguel Fernández, e pelo prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto. “Use a gente como referência em tudo o que precisarem”, afirmou Neto, ao receber o presidente do Crea-RJ na sede da prefeitura de Volta Redonda, o Palácio 17 de julho, na quarta-feira, dia 10 de julho. “A nossa realidade é de um setor fundamental, o setor das engenharias, para o desenvolvimento de Volta Redonda, da região do Sul Fluminense, do estado do Rio e do país”, afirmou o presidente do Crea-RJ, agradecendo a presteza do prefeito Francisco Neto, em seu quinto mandato à frente do poder executivo municipal. Com uma população de cerca de 260 mil habitantes, Volta Redonda tem o quarto maior IDH do estado (0,771) e é considerado um dos municípios mais importantes por sua colaboração com o desenvolvimento industrial do país. Desde 1941, o município abriga a maior siderúrgica da América Latina, a CSN. Por isso, a região é um grande ponto de concentração de engenheiros. Atualmente há cerca de dez mil engenheiros atuando na região do médio do Paraíba. Durante dois dias, o presidente do Crea-RJ e sua comitiva percorreram a região, visitando entidades profissionais e universidades que formam grande quantidade de engenheiros. O presidente do Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda (Senge-VR), Fernando Jogaib, recebeu o presidente do Crea-RJ na sede da entidade, e manifestou sua satisfação pela visita e pela parceria com o Conselho. O sindicato reúne cerca de mil engenheiros da região. “Acho muito importante as instituições estarem trabalhando juntas com os mesmos objetivos, que são sobretudo a valorização profissional. Por isso, temos políticas públicas sociais, que são importantíssimas para a sociedade e para os engenheiros e engenheiras”, afirmou Jogaib, ressaltando que tem buscado permanentemente a parceria entre as entidades sindicais e as universidades para apoiar o profissional desde os bancos escolares. A reunião entre o presidente do Senge-VR e o presidente do Crea-RJ ocorreu na sede do sindicato que divide o mesmo prédio com o Conselho, que tem ali a Inspetoria de Volta Redonda, que atua nos municípios de Volta Redonda, Barra Mansa e Pinheiral. O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, visitou também a sede da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Volta Redonda (AEVR), que fica na Vila Santa Cecília e é presidida pela arquiteta Laura Jane Lopes Barbosa. A AEVR tem 500 associados ativos e 40 empresas conveniadas. Acompanhada da conselheira Nilza Sabioni, a presidente da AEVR, arquiteta Laura Jane, afirmou a relevância da visita do presidente do Crea. “Estamos muito felizes com a presença do Miguel aqui em Volta Redonda porque precisamos cada vez mais agregar forças para valorizar todo o setor”, afirmou Laura Jane. Acompanhado da engenheira Denise Baptista, que é diretora de interior do Crea-RJ; da diretora administradora da Mútua (a caixa assistencial do Sistema Confea/Crea), Ana Paula Masiero, e de assessores, o presidente do Crea-RJ foi recebido por reitores de três grandes universidades da região – o Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), onde foram empossados 24 inspetores do Crea-RJ, na segunda, dia 8 de julho – a Universidade Geraldo Di Biase e o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). A comitiva visitou as instalações e laboratórios dos cursos de engenharia das instituições. O reitor da Universidade de Barra Mansa, Bruno Lemos – que foi o anfitrião na posse dos inspetores do Crea – ressaltou a importância da parceria com o Crea-RJ: “Essas parcerias são fundamentais para o desenvolvimento da cidade e do Centro Universitário de Barra Mansa, que vem melhorando cada vez mais os processos e a qualidade do ensino e, portanto, o resultado final que é a qualidade do profissional que a gente forma lá na ponta”, afirmou o reitor Bruno Lemos. Na Universidade Geraldo Di Biase, em Volta Redonda, a comitiva do Crea-RJ foi recebida pela pró-reitora de Assuntos Acadêmicos, Elisa de Alcântara, e pelo diretor das faculdades de engenharia e coordenador do curso de engenharia mecânica, Gustavo de Paiva Silva, que também é inspetor do Crea-RJ na região. A universidade tem 1.200 alunos de Engenharia, de um total de 4.500 estudantes. O presidente do Crea-RJ e a pró-reitora e professora Elisa anunciaram a intenção de criar um curso para alunos a partir do segundo ano sobre como fazer uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), o instrumento fundamental para se estabelecer responsabilidades em obras e serviços de engenharia. O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, reforçou a importância de a profissão investir em comunicação e também como as instituições devem se aperfeiçoar no diálogo com o público jovem. “É um desafio das Engenharias, que deveriam pensar em promover o diálogo com os jovens já no ensino médio, por meio de feiras de Engenharia”, destacou Fernández, lembrando que a Mútua (a caixa de assistência) agora permite o ingresso dos estudantes que podem desfrutar de clubes de vantagens e cursos gratuitos. A pró-reitora da Universidade Geraldo Di Biase, Elisa de Alcântara, disse que a universidade está aberta à parceria com o Crea-RJ e aproveitou para criticar a proliferação de cursos de Ensino À Distância (EAD) na área das Engenharias, o que está, segundo ela, criando uma concorrência desleal com os cursos presenciais, onde em geral se verifica maiores investimentos em laboratórios e instalações para os estudantes. No Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), a comitiva do Crea-RJ foi recebida pela reitora, professora Ivanete Oliveira, e pelo pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Márcio Lins, que também é conselheiro do Crea. Ao longo do encontro, realizado na quarta-feira, dia 9 de julho, no campus Universitário Olezio Galotti, em Três Poços, eles conversaram sobre uma aproximação entre a instituição e o Conselho, a fim de reforçar o compromisso de ambos com a formação profissional e o fortalecimento da imagem
Parabéns ao município de Mendes por seus 72 anos!
A cidade de Mendes tem origem em um simples rancho para pouso de tropas, erguido às margens do “Caminho Novo do Tinguá”, num atalho que ligava a aldeia de Valença com a cidade do Rio de Janeiro. O pequeno aglomerado, de temperatura agradável e solo fértil, começou lentamente a se desenvolver graças à constante circulação de tropeiros. A gênese da história da região está diretamente ligada à distribuição de terras de sesmarias e ao desmembramento da grande Fazenda de Santa Cruz, conhecida como Sertão Rei, onde tiveram atuação também os Jesuítas. O Arraial dos Mendes teve seu primeiro registro em 1847 e, por volta de 1850, passou a ser conhecida por Santa Cruz dos Mendes. A partir daí, desenvolveu-se na região o cultivo do café. O grande crescimento da lavoura cafeeira provocou a vinda da ferrovia para a região. Em 1864, foi inaugurada a estação da Estrada de Ferro D. Pedro II. Às margens da ferrovia foram sendo construídas as seguintes estações: Mendes, Humberto Antunes, Martins Costa, Nery Ferreira e Morsing. Em 1889, lá se instalou a companhia de papel Itacolomy, iniciando a fase industrial do município, onde depois surgiriam outras fábricas, como a cervejaria Teutônia, a fábrica de fósforos Serra do Mar, o frigorífico Anglo e outras. No entanto, é com a inauguração da iluminação elétrica, ocorrida em 12 de outubro de 1912, que o município demonstra um potencial para o desenvolvimento. Desta forma, a região vivenciou duas fases distintas de desenvolvimento: a primeira ligada ao cultivo do café, no século XIX, e a segunda, no século XX, com a implantação das indústrias. Mendes já foi parte de Piraí, Vassouras e Barra do Piraí mas, graças ao seu crescimento econômico, conseguiu emancipação em 1952, por força da Lei n.º 1.559, de 11 de julho daquele ano, e foi definitivamente instalado em 11 de janeiro de 1953. O Crea-RJ parabeniza Mendes por seus 72 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Prefeitura Municipal de Mendes