Visita técnica do Crea-RJ leva TV Globo a fazer longa reportagem no local de contaminação por tolueno no Rio Guapiaçu

Em entrevista ao telejornal RJ-TV, exibido hoje pela TV Globo, o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, voltou a alertar que o problema da contaminação do Rio Guapiaçu por tolueno ainda não foi totalmente resolvido. – Estamos numa situação de risco caso tenhamos uma chuva intensa que possa vir a romper os diques de contenção. Isso representa um grave risco à população e pode ter que paralisar novamente a distribuição de água do sistema Imunana-Laranjal – disse Miguel. Uma semana depois que o presidente do Crea esteve no ponto zero de contaminação, no Rio Guapiaçu, conforme foi publicado na coluna de Ancelmo Gois e no site do Crea-RJ, a reportagem da Globo foi ao local, acompanhando técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A reportagem tem 12 minutos. A paralisação do sistema Imunana-Laranjal durou três dias, prejudicando cerca de dois milhões de pessoas. O RJ-TV concluiu que o problema verificado no sistema que abastece a região de Niterói e São Gonçalo demonstra a fragilidade de todo o sistema de abastecimento de água no Rio de Janeiro. O comentarista Edmilson Ávila disse que o mesmo problema pode ocorrer no sistema Guandu. Em artigo publicado no site do Globo, esta semana, o presidente do Crea-RJ já advertiu para os riscos da ausência de redundância (uma espécie de back-up) no sistema de abastecimento da Região Metropolitana do Rio. – Sistemas fundamentais de infraestrutura, como o de abastecimento de água coletivo, devem ser projetados com redundâncias, em virtude do alto impacto social e econômico que geram quando são interrompidos. A redundância, nesse caso, significa manter sistemas duplicados ou triplicados para garantir a disponibilidade de processos e equipamentos críticos – escreveu Miguel, no artigo publicado no jornal O Globo. O tolueno é altamente tóxico e já se passaram duas semanas que foi descoberta a contaminação sem que se tenha descoberto a origem do produto, informou a repórter Mônica Teixeira, que sobrevoou a área alagada onde ainda há concentrações de tolueno. Ela disse que o episódio levanta questões sobre como são feitas as análises da água. Por isso, a reportagem ouviu também o presidente do Conselho Regional de Químicos que criou uma comissão para analisar o problema. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente já fiscalizou 26 empresas na região e que 15 responsáveis técnicos prestaram depoimentos, sem chegar à origem do vazamento. Segundo a apresentadora do telejornal, Mariana Gross, “todas as hipóteses estão sendo avaliadas” para chegar aos responsáveis pelo vazamento. Ricardo Marcelo, do Inea, lembrou que foram instalados diques e barreiras de contenção em 12 pontos. A Cedae informou que realiza testes de hora em hora na captação da água do Rio Guapiaçu e a contaminação da água foi controlada. Está nos planos da Cedae a ampliação do laboratório de análise de águas, informou o técnico Robson Campos.

Amazul faz parte do programa nuclear da Marinha do Brasil

A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. foi inaugurada em 2013 com o objetivo de absorver, promover, desenvolver, transferir e manter atividades sensíveis ao Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). De acordo com o Gerente de Gestão de Conhecimento da Amazul, o cientista naval com habilitação em engenharia mecânica e aperfeiçoamento em submarinos e mergulho, Tomé Machado, a Amazul visa o domínio do ciclo do combustível, a fim de promover a  autonomia nacional e o potencial da energia atômica no contexto brasileiro. “O Brasil é um país continental, que tem uma influência geopolítica enorme na região. São muito importantes os derivados dessa tecnologia que nós já temos e já desenvolvemos, como, por exemplo, o reator multipropósito brasileiro no sentido da produção de radioisótopos. Os derivados disso seriam a parte de saúde como a produção de um dos nossos produtos que nós chamamos de Coração de Jatene, que é um dispositivo ventricular baseado na tecnologia das centrífugas que foram desenvolvidas pela Marinha em parceria com a Amazul. Isso facilitaria muito a questão do tratamento desses doentes cardíacos tanto que o lema da da Amazul é: tecnologia nacional em benefício da sociedade.” A Amazul atua nos projetos para construir, comissionar e operar uma planta nuclear de geração de energia elétrica, totalmente nacional, e para produção em escala industrial do combustível nuclear. Em relação ao desenvolvimento da planta nuclear, a Amazul compartilha com a Marinha a gestão contratual da construção do Laboratório de Geração Nucleoelétrica (LABGENE), protótipo, em terra, do sistema de propulsão do futuro submarino convencionalmente armado com propulsão nuclear.