A Secretaria de Estado do Ambiente fluminense, por meio do seu órgão executor, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), poderá embargar e até demolir uma obra em área desmatada da Ilha Grande, que pertenceria ao espólio do bicheiro Castor de Andrade. Além de serem novamente multados, os responsáveis serão obrigados a elaborar um plano de recuperação da área.
"Os proprietários já foram multados e autuados por crime ambiental. Vamos aplicar nova multa e aumentar o valor dela. A lei permite diretamente R$ 28 mil de multa, mas o Inea vai deliberar para que o valor seja bem maior, considerando o local, que é de vegetação de Mata Atlântica", afirmou Marilene Ramos.
Segundo a secretária, a demolição vai depender de uma ação judicial, mas o embargo administrativo independe de perícia realizada no local. Sobre a declaração do delegado Francisco Benitez Lopes ao Jornal O Globo, de que a Polícia Civil não tem lanchas para fiscalizar as ilhas, a secretária afirmou que o Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente dispõe de barcos e até helicóptero que podem ser utilizados em qualquer solicitação da Polícia Civil.
De acordo com a reportagem, nos últimos oito meses, a Área de Proteção Ambiental (APA) dos Tamoios, em Ilha Grande, “ganhou” uma clareira do tamanho de um campo de futebol. A área pertence ao espólio do bicheiro Castor de Andrade, morto em 1997 e administrada por sua filha, Carmen Lúcia de Andrade Ignácio. O Inea embargou a obra em agosto do ano passado, mas a filha de Castor ignorou a decisão.
Fonte: Agência Rio de Notícias

