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Rio já se adapta contra aumento do nível do mar

Às vésperas do início da Reunião sobre mudanças climáticas da ONU, em Copenhague, o prefeito Eduardo Paes anunciou que a cidade terá suas próprias metas de redução nas emissões de gases-estufa. Em 2012, o corte será de 8%, em relação ao que foi registrado em 2005. As metas crescem para 16% em 2016 – ano das Olimpíadas – e 20% em 2020. O objetivo é mitigar consequências de mudanças climáticas que poderiam afetar 1,4 milhão de pessoas.

Por trás do cálculo está um Grupo de Trabalho da Unicamp e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que estuda como o clima pode afetar Rio e São Paulo até o fim do século. Um relatório preliminar indica que os alagamentos e enchentes, tão comuns no cenário carioca esta época do ano, poderão provocar danos sérios, nas próximas décadas, para moradoras de regiões com até cinco metros de altitude e suscetíveis ao aumento do nível do mar.

Paes assinará seis decretos para garantir o seu compromisso com o projeto. Entre as principais medidas estão o reflorestamento de 1,5 mil hectares e o lançamento de um plano de gestão de resíduos. Das 4 mil toneladas de lixo recolhidas por dia, apenas 19 são recicladas. A meta é chegar a 85 toneladas.

- Muitas previsões esperadas para o fim do século já fazem parte de nossa realidade – alerta Sérgio Besserman, presidente da Câmara de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura. Nosso esforço é fazer com que os gestores adotem essas projeções. A prefeitura tem grandes projetos para a Zona Portuária. Então, é importante que saiba como o nível do mar pode subir naquela região.

O Grupo de Trabalho, financiado pelo Fundo de Oportunidades Globais, ainda não sabe quanto custaria a adaptação da cidade. Besserman, porém, está certo de que remediá-las a partir de agora sai mais barato do que combatê-las depois.

- Além do impacto físico, precisamos considerar a repercussão econômica dessas mudanças – avalia. – O custo de nossa inércia seria gigantesco. O Rio é uma cidade mundialmente associada à sustentabilidade. Sem essa marca, perdemos emprego e renda.

Fonte: Confea

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