Municípios do interior do Estado do Rio com vocação para a produção de cana-de-açúcar vão gerar, ao longo dos próximos cinco anos, aproximadamente 50 mil oportunidades de emprego. É o que pretende o governo do estado por meio do Plano Diretor de Agroenergia, o Rio Agroenergia, lançado ontem no Palácio Guanabara pelo governador Sérgio Cabral e pelo secretário estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Christino Áureo.
A principal meta do governo com o Rio Agroenergia é voltar a ter, no mínimo, 200 mil hectares de plantação de cana, o que, segundo o secretário, vai exigir mão-de-obra qualificada. “Hoje, temos 110 mil hectares de cana em uma região que já teve mais de 200 mil. Isso vai requisitar mão-de-obra. Fizemos uma parceria com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) para que sejam dados cursos de capacitação a esses trabalhadores”, garantiu o secretário.
Dos 50 mil postos de trabalho, 32.500 serão para trabalhadores que atuam no plantio e na colheita da cana, informou o secretário. “Essa previsão total de vagas está espalhada pelos cinco anos do Plano Diretor, e um grande volume é para plantio, colheita e mão-de-obra temporária”, explicou. Nos próximos anos, profissionais mais qualificados, dos níveis Técnico e Superior, serão importantes nas indústrias e nos processos de irrigação.
A capacitação dos trabalhadores é fundamental, porque, segundo Áureo, no futuro — no período de 15 a 20 anos — a colheita manual da cana-de-açúcar será substituída por máquinas, gerando a recolocação desses profissionais do campo em outros postos de trabalho. O Senar, responsável pela qualificação na área rural, tem um trabalho permanente com usinas e sindicatos locais, não só para preparar tecnicamente os trabalhadores, mas também para orientá-los sobre saúde e segurança.
Fonte: O Dia

