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O lado mais verde da China

 

Maior poluidora do planeta, a China começa a desfazer as acusações de que tem trabalhado pouco para reduzir as suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Um relatório divulgado ontem pelo World Resources Institute (WRI), um centro internacional de pesquisas, afirma que o país tem feito mais para combater as mudanças climáticas do que os Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do mundo. Segundo o estudo, a China está no caminho certo de cumprir a promessa de ter 15% de sua energia limpa – ou seja, obtida a partir de fontes renováveis – até 2020. Até o final da próxima década, o gigante asiático vai gerar 150 gigawatts a partir de fontes eólicas, cinco vezes mais do que os EUA.

Essa tinha sido uma das promessas feitas pelo negociadores do país, durante uma reunião sobre o clima, realizada na sede da ONU, em Nova York, em setembro. As outras promessas chinesas foram reduzir "notavelmente" as emissões de CO2 do país, plantar mais árvores e trabalhar para ter uma economia mais verde.

O relatório afirma também que as usinas de carvão chinesas – principal fonte de energia do país – são mais eficientes (ou seja, poluem menos) do que as usinas americanas.

- A China está fazendo notáveis progressos no sentido de reduzir as suas emissões – afirma Deborah Seligsohn, autora do estudo. – O desafio tanto da China quanto dos EUA é entender suas necessidades e descobrir soluções criativas para enfrentar o aquecimento.

A indecisão americana tem sido apontada como um dos grandes nós das negociações que vão acontecer na reunião de cúpula da ONU, em dezembro, em Copenhague, quando o mundo vai tentar acertar um novo acordo climático para suceder o Protocolo de Kioto, que expira em 2012. Para evitar que o encontro seja um fracasso, como previu Yvo De Boer, o diplomata holandês que chefia as negociações sobre clima nas Nações Unidas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, viajou para Barcelona, na Espanha, para o que classificou de uma "reunião de emergência" convocada pela ministra de Meio Ambiente da Dinamarca para salvar o encontro.

- Essa é, de fato, uma reunião de emergência, de última hora, na qual vamos tentar resolver algumas das questões cruciais para as negociações de dezembro.

Segundo Minc, entre esses temas, estão a forma como devem ser distribuídos os fundos globais para o combate às mudanças climáticas.

- Os países mais pobres temem, com razão, que apenas os emergentes mais fortes, como Brasil, Índia e China, recebam os recursos dos países ricos. Mas são justamente estes os que mais contam para o aquecimento global. É complicado.

Fonte: O Globo

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