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Exigência de biodiesel abre novo mercado para o Norte Fluminense

A partir de 1º de janeiro de 2008, o mercado de combustíveis no Brasil vai começar a mudar: esta data marca o início da comercialização do biodiesel à população em geral e a introdução deste combustível na matriz energética brasileira, ao garantir que, na mistura de todo o diesel comercializado no país, haja 2% de biodiesel. O índice foi estipulado há dois anos, em 2005, pela Lei do Biodiesel (11.097/2005), que ainda determina a obrigatoriedade de um mínimo de 5% do combustível alternativo a partir de 2013.

O mercado brasileiro comercializa, anualmente, 36 bilhões de litros de diesel. A produção de biodiesel no país, para atender a 2% dessa demanda, deverá ser de 720 milhões de litros em 2008. Este mercado promissor não pode deixar de ser notado nem mesmo por uma província petrolífera como o Norte Fluminense, e a região, de fato, não está se acomodando ao status de maior produtor de petróleo do país: nas cidades que compõem sua área de influência, novos projetos de produção do biodiesel surgem a cada dia.

Cada município vem apresentando projetos próprios para se adaptar a esta nova realidade energética. A cidade de Macaé conta com um projeto-piloto de produção de biodiesel a partir de pinhão manso, implementado pela empresa Sete Agroindustrial em parceria com a prefeitura da cidade. A oleaginosa, que não é natural da localidade, mostrou-se plenamente adaptável à região, e os resultados são promissores. O trabalho está sendo desenvolvido junto a pequenos produtores agrícolas do Lagomar.

Já a prefeitura de Campos lançou, em dezembro, um projeto de produção de biodiesel a partir de óleo de cozinha usado, numa parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) e a Vital Engenharia. Além deste projeto, Campos conta com outra iniciativa: no início de 2007, a empresa Vital Planet, com auxílio do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), iniciou a instalação de uma planta-piloto de produção de biodiesel a partir de oleaginosas. “A intenção destes projetos é não só focar Campos, mas também envolver os municípios do entorno”, conta o secretário de Petróleo e Bioenergia da cidade, Renato Barbosa. De acordo com o secretário, não há como retirar os investimentos em biocombustíveis. “Simplesmente não há como retroceder nesta questão de fontes de energia renováveis”, frisa.

Instituições empresariais também estão se unindo para dar um foco a todos esses projetos. Em dezembro, as representações locais do Sebrae/RJ e da Firjan assinaram um acordo de resultados para o projeto Biocombustível na Região Norte, que tem por objetivo concentrar essas ações pontuais. “Nossa meta é melhorar a produtividade dos agricultores da região, durante o biênio 2008/2009, ao reunir e dar um foco às ações pontuais que já estão em vigor”, explica Gilberto Soares, gerente regional do Sebrae/RJ no Norte Fluminense.

Fonte: Click Macaé

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