O crescimento do mercado de etanol e o aumento da demanda por
combustíveis renováveis deve atrair o interesse dos fundos de
investimento e de private equity para o setor sucroalcooleiro no
Brasil. O diretor da Associação Brasileira de Venture Capital e Private
Equity (Abvcap), Marcus Regueira, estima que existam cerca de cinco ou
seis operações em andamento voltado para de biocombustíveis.
Segundo ele, o mercado está muito aquecido, impulsionado pelo aumento
do interesse dos fundos estrangeiros em investir em fontes de energia
limpa. Ele ressalta que os investimentos estrangeiros em private equity
devem atingir US$ 4 bilhões este ano, e boa parte desses investimentos
deve ser aplicado no setor de álcool e açúcar.
O banco
Pátria – Banco de Negócios lançou um fundo no valor de US$ 150 milhões,
que tem como foco principal a área de energias renováveis, que envolvem
pequenas centrais hidroelétricas (PCH´s), biomassa, termoelétricas e
energia eólica.
Neste ano, já foram fechadas seis operações
no setor, sendo que uma contou com a participação de fundos de
investimento, que foi a Clean Energy Brasil (CEB), que tem como gestora
executiva a Temple Capital Partners, que possui participação da
consultoria britânica Czarnikow, e da consultoria brasileira Agrop
(Agropecuária Orlando Prado Diniz Junqueira), além do banco de
investimento inglês Numis Corporation. A última operação foi a
aquisição de 49% da usina paranaense Usaciga, operação estimada em US$
140 milhões.
A maior parte das usinas são de propriedade
familiar e se concentram nas regiões de Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais e Goiás. Os Estados de Tocantins, Maranhão e Ceará também têm
apresentado alto potencial de crescimento nesse setor.
O
aquecimento do setor tem atraído novos investidores como o presidente
da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo de Carvalho,
que logo após anunciar sua saída da entidade irá atuar como investidor
no setor sucroalcooleiro, e deverá criar uma empresa de participação, a
CZRE, em sociedade com três altos executivos da Coimex, que acabam de
se demitir da trading.
Fonte: Jornal do Brasil

