No dia 21 de março, eu prestigiei a posse da nova diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard. Ela é a primeira mulher a ocupar esse cargo e substitui Haroldo Lima, que deixou a função em dezembro do ano passado. A engenheira civil, formada pela escola de engenharia da UFRJ, chegou na entidade em 2002 como assessora da diretoria. Em 2005, foi superintendente de exploração e antes de tomar posse era diretora de gás natural e biocombustiveis.
O mandato de Magda vai até 5 de novembro de 2012. A presidenta da República, Dilma Rouseff, participou da cerimônia e falou dos desafios de Magda frente à ANP. Segundo a presidenta, entre os desafios para os próximos anos estão a garantia da oferta de etanol no Brasil e o estímulo às pesquisas relativas ao etanol de segunda e terceira geração. Dilma elogiou a atuação da ANP e da nova diretora-geral na defesa da soberania nacional, das riquezas do país e do meio ambiente.
A solenidade também contou com a participação dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, da Comunicação Social, Helena Chagas, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, além de senadores, deputados e representantes do setor de petróleo e gás natural.
Já Magda Chambriard destacou a evolução do setor de petróleo e gás natural no Brasil nos últimos anos. Ela contou que quando iniciou a carreira como engenheira de produção da Petrobras, o Brasil produzia 187 mil barris de petróleo por dia. Magda também destacou que hoje a companhia é uma das maiores do mundo e com as descobertas do pré-sal é possível dizer que as reservas provadas brasileiras poderão saltar dos atuais 15 bilhões para 30 bilhões de barris em um futuro próximo.