Um transporte público eficiente e barato é o desejo de todos que vivem em grandes cidades. Recentemente, a morte de uma ciclista atropelada em plena Avenida Paulista acendeu os ânimos sobre a necessidade de se pensar a mobilidade urbana incluindo como possibilidade o uso da bicicleta.
Quem já teve oportunidade de viajar para a Europa pode constatar que o tamanho das capitais não é problema para quem prefere pedalar: a maioria conta com faixas e sinalização adequada para ciclistas, além de um excelente sistema de transporte público integrado. O que lá fora parece um sonho – que dá a impressão de ser apenas possível em países desenvolvidos – deveria, no entanto, ser encarado como meta concreta para a nossa realidade.
É responsabilidade do poder público elaborar políticas e realizar ações para a melhoria do transporte público, mas é importante que a sociedade civil se mobilize para mostrar, a exemplo do que tem acontecido com o projeto da linha 4 do metrô, aquilo que é mais interessante para seus anseios. O cicloativismo, que defende a implantação de ciclovias por toda a cidade e o estímulo ao uso da bicicleta como meio de transporte é uma dessas iniciativas positivas. O Rio tem uma vocação natural para elas. Se acompanhado de políticas sérias de conscientização e lugares adequados para estacioná-las, o uso mais constante da bicicleta como meio de transporte pode ser uma novidade – já velha do outro lado do oceano – que ajudará a transformar o Rio em um lugar melhor para se viver.