O governo autorizou esta semana o aumento do valor da passagem do metrô carioca, que passará de R$ 3,10 para R$ 3,20 a partir de abril. Antes disso, vem o reajuste das barcas que fazem o trajeto Rio-Niterói, de R$ 2,80 para abusivos R$ 4,50 a partir de março. No início do ano, as passagens de ônibus também ficaram mais caras, passando de R$ 2,50 para R$ 2,75 nos veículos sem ar-condicionado e de R$ 2,75 para R$ 3,10 com ar-condicionado.
O transporte público do estado já é um dos mais caros do mundo, e certamente está entre os mais ineficientes. Os cariocas e fluminenses desembolsam cada vez mais em seus trajetos diários e não veem o retorno dos reajustes em investimentos, o que resulta, muitas vezes, em revoltas como a vista recentemente na SuperVia e em protestos realizados contra o aumento das barcas.
O acinte maior fica por conta da Agência Reguladora de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e por Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) autorizar os novos preços e não cobrar das concessionárias o serviço de qualidade que eles são obrigados a oferecer.
De nada adianta investimentos bilionários em equipamentos urbanos e uma prometida revitalização da cidade a partir da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas se eles não resultarem em benefícios para a população. Os eventos passarão, e a população ficará aqui, esperando por um transporte público de qualidade e um estado melhor para se viver.