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O anúncio de que o governo concedeu a licença de instalação do canteiro de obras para a usina de Belo Monte trouxe à tona novamente o debate acalorado sobre o assunto. Grupos indígenas que moram no Xingu foram até Brasília entregar um abaixo-assinado contra a construção da hidrelétrica. E o Ministério Público do Pará chegou a ajuizar uma ação civil pública para anular a concessão da licença.

Apesar da pressão, o governo tem seguido em frente com o empreendimento, andando a passos vagarosos, mas constantes. O fato é que o maior projeto do PAC, um dos pontos relevantes do governo do ex-presidente Lula, divide, inclusive, ambientalistas: há quem defenda que a obra é a solução para o país continuar seu crescimento econômico, investindo em uma energia mais limpa do que seria a opção em combustíveis fósseis; e há aqueles que dizem que o impacto ambiental será enorme e não vale a pena, principalmente pelo transtorno que causará às populações indígenas e ribeirinhas.

O fato é que a questão energética é vital para o desenvolvimento do Brasil. Mas um crescimento apoiado em energias sujas, como a China, está distante de um projeto sustentável que, dadas as previsões catastróficas para o futuro, se faz mais do que urgente. É preciso que ambos os lados – governo e ambientalistas –, sem abrir mão do desenvolvimento econômico e social, escutem uns aos outros. O importante é chegarem a um consenso que não perca de vista o melhor para o país.

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